Mato Grosso
Secex Previdência debate casos polêmicos sobre aposentadoria e pensões
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O Tribunal de Contas de Mato Grosso reuniu servidores lotados nos Gabinetes dos conselheiros e na Consultoria Jurídica para debater junto com a Secretaria de Controle Externo de Previdência aspectos polêmicos sobre benefícios previdenciários e situações passíveis de desaprovação de aposentadorias e pensões por ilegalidades no vínculo ou em verbas que irão compor os proventos. Atualmente, a Secex Previdência faz em média a instrução processual de 450 a 500 processos e recebe cerca de 350 a 400 processos de aposentadorias e pensões de servidores públicos, mensalmente .
O objetivo da capacitação foi de fortalecer o entendimento técnico dos atuais temas polêmicos pertinentes ao controle externo de benefícios previdenciários de acordo com a jurisprudência do TCE-MT e apresentar a técnica de cálculo de proventos. Vários casos polêmicos foram discutidos, entre eles as inúmeras ações civis públicas que questionam a legalidade de ato de estabilidade e averbação de tempo de serviço de servidores da Assembleia Legislativa. Outro caso bastante discutido na capacitação diz respeito a aposentadoria especial de professor de carreira.
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No caso do professor de carreira de natureza pedagógica executada em estabelecimento de educação infantil ou de ensino fundamental e médio, é permitido por lei, um redutor de idade e tempo de contribuição como medida compensatória pelo desgaste físico e psicológico por anos de trabalho em sala de aula. Conforme Lei Federal n° 11.301/06, os professores que comprovam exercício das funções de magistério, quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de unidade escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico, terão redução de cinco anos nos critérios de idade e tempo de contribuição.
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| Supervidora de fiscalização de atos de concessão de benefícios previdenciários da Secex Previdência do TCE-MT, Áurea Maria Abranches Soares. |
No Tribunal de Contas de Mato Grosso, o maior volume de processos de aposentadorias referem-se aos profissionais de Educação e o entendimento da Corte de Contas tem sido até hoje de que o redutor vale apenas para professores de carreira que tenham exercido função de diretor, coordenador e assessor pedagógico. “Somente nestes casos o redutor pode ser aplicado, ou seja, em atividades de natureza pedagógica. O mesmo entendimento teve recentemente o Supremo Tribunal Federal”, explicou a supervidora de fiscalização de atos de concessão de benefícios previdenciários da Secex Previdência do TCE-MT, Áurea Maria Abranches Soares.
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| Secretário da Secex Previdência, Eduardo Benjoino Ferraz |
Atualmente, a Corte de Contas está analisando o reexame de tese quanto a necessidade de que a nomenclatura esteja expressamente prevista como direção, coordenação e assessoria pedagógica para que o profissional da Educação tenha direito ao redutor de tempo e contribuição previdenciária.
Conforme informou o secretário da Secex Previdência, Eduardo Benjoino Ferraz, desde a secretaria foi criada há um ano, houve uma redução de 54% dos processos de aposentadorias e pensões pendentes no TCE. ” A meta do Tribunal de Contas é julgar todas as aposentadorias e pensões no prazo de 120 dias. Assim o TCE – MT tem conseguido dar uma resposta mais rápida ao jurisdicionado e ao servidor”, disse.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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