Mato Grosso
Seciteci divulga lista de inscrições deferidas em processo seletivo para professores

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) divulgou resultado preliminar das inscrições deferidas no processo seletivo para formação de cadastro de reserva para contratação temporária de professores da Educação Profissional e Tecnológica. A divulgação foi feita na noite desta terça-feira no site da Seciteci e pode ser conferida aqui.
O edital 011/2025 trata de processo seletivo simplificado para atender a demanda das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Água Boa, Campo Verde, Matupá e Sorriso, além de cursos fora de sede em Colniza, Juruena e Santa Terezinha.
O superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Ederson Andrade, explica que o edital foi necessário para garantir a contratação de professores onde não foi possível através dos editais anteriores. “Estamos tentando garantir o direito dos alunos ao ensino técnico de qualidade mediante convocação de professores onde esgotamos as possibilidades de contratação através dos editais já vigentes”.
As áreas contempladas pelo edital são: Informática, Agronomia, Administração, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção e Engenharia de Controle e Automação.
Estão previstos salários de R$ 3.068,62 a R$ 9.205,87, de acordo com a carga horária e titulação do profissional.
A seleção será composta por avaliação curricular, de caráter classificatório e eliminatório, com pontuação baseada na formação acadêmica e na experiência docente e profissional na área de atuação. O resultado final será publicado no dia 29 de agosto, na aba editais do site da Seciteci.
Interposição de recursos
Conforme consta no edital, os inscritos podem realizar, até as 23h59min deste dia 20, a interposição de recursos contra o resultado preliminar do pedido de cota para pessoas com deficiência (PCD) e das inscrições não deferidas.
Em 25 de agosto será possível abrir recurso contra a avaliação de títulos, e, no dia 28, ao resultado do processo. Os candidatos deverão interpor recursos exclusivamente por meio do formulário online (Acesse Aqui).
A análise do recurso será realizada exclusivamente com base nos documentos enviados no ato da inscrição. O resultado será informado por meio do próprio sistema de inscrições e/ou pelo e-mail cadastrado no momento da inscrição.
Para mais informações acesse o Edital completo clicando aqui.
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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