Mato Grosso
Seciteci oferta 448 vagas para cursos técnicos em todo o Estado
Foram abertas, nesta terça-feira (01.10), as inscrições para o processo seletivo, com a oferta de 448 vagas, para os cursos técnicos nas áreas de Administração, Agricultura, Agropecuária, Desenvolvimento de Sistemas, Enfermagem, Logística e Segurança do Trabalho
Os cursos serão ofertados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), na modalidade presencial, nas unidades das Escolas Técnicas Estaduais de Mato Grosso (ETEs), localizadas em Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poxoréo, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de novembro. O edital e formulário de inscrições podem ser acessados na página da Seciteci, em Portal de Processo Seletivo – CLIQUE AQUI
Após o preenchimento do formulário online, o candidato terá até o dia 18 de novembro para a entrega dos documentos de inscrição, de forma presencial, na escola técnica estadual de sua região. É obrigatória a entrega dos documentos para validação da inscrição.
O seletivo será realizado por meio de prova objetiva, de caráter classificatório/eliminatório, com 40 questões, sendo 15 de Língua Portuguesa, 15 de Matemática e 10 de Conhecimentos Gerais. A prova será aplicada no dia 04 de dezembro, no período matutino. O local das provas será divulgado no portal do seletivo, no dia 24 de novembro, conforme edital.
ENDEREÇO E CONTATOS DAS ESCOLAS TÉCNICAS ESTADUAIS
Escola Técnica Estadual de Alta Floresta
Travessa Sandra Murata Ito, Nº 10, CEP: 78.580-000
(66) 3521-4177 / 3521-6429.
e-mail: [email protected]
Escola Técnica Estadual de Barra do Garças
Rua Xavante, SN, Setor Sul II, CEP : 78600-114
(65) 9 9680-3277
Escola Técnica Estadual de Cáceres
Av. Getúlio Vargas, S/N – COC. Cáceres – MT.
Escola Técnica Estadual de Cuiabá
Av. Gonçalo Antunes de Barros – Carumbé, Cuiabá – MT, 78085-200
Escola Técnica Estadual de Diamantino
Rodovia Senador Roberto Campos, km 09, zona rural
(65) 9 9691-0472
Escola Técnica Estadual de Lucas do Rio Verde
Av. Santa Catarina 61 E, Cidade Nova, CEP: 78455-000
(65) 3549-4376
Escola Técnica Estadual de Rondonópolis
Avenida dos Estudantes S/N, Cidade Universitária, ao lado da UFR, Cep: 78.736-540.
(66) 3422-0523
Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra
Rua São Paulo, n° 801 – E, Jardim Goiás, CEP: 78300-000
(65) 3326 – 0115
Escola Técnica Estadual de Poxoréo
Rodovia MT – 260, KM 05, Zona Rural, CEP: 78800-000
(65) 9 9944 – 5318.
Escola Técnica Estadual de Sinop
Av. das Sibipirunas esquina com Av. Flamboyants, n° 1.681 – Jardim Jacarandás, CEP –
78557-673
(66) 3515-8094/ (65) 9 9692-7589.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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