Mato Grosso
Secretaria começa formar novos servidores que atuarão no Sistema Penitenciário
Cento e sessenta e oito novos servidores do Sistema Penitenciário de Mato Grosso começaram nesta segunda-feira (12.11) o curso de formação que os capacitará para atuar nas unidade penais do estado. Com uma carga horária dividida em 490 horas aulas, agentes penitenciários e profissionais de nível superior nos perfis de advogado – assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos – passarão por aulas teóricas e práticas.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fausto Freitas, deu boas vindas à turma, que ingressou por meio de concurso público realizado em 2017, e destacou os investimentos realizados para fortalecer e aprimorar a atuação dos servidores penitenciários. “É um momento de muito orgulho e responsabilidade para o Sistema Penitenciário, pois houve um esforço conjunto de muitas instituições para que, mesmo diante das dificuldades econômicas do Estado, conseguíssemos chamar essa primeira turma”, destacou o gestor.
Os novos servidores atuarão nas unidades prisionais de Cuiabá, Várzea Grande, Lucas do Rio Verde, Aripuanã, Colniza, São Félix do Araguaia, Porto dos Gaúchos e Vila Rica.
O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários, João Batista Pereira, frisou a importância da constante qualificação dos servidores para que trabalho executado pelo Sistema penitenciário mato-grossense permaneça sendo referência nacional.
Secretário adjunto de Administração Penitenciária e agente, Emanoel Flores falou do momento que passa o setor, com investimentos robustos na área operacional – entre 2017 e este ano, a Sejudh aplicou R$ 11 milhões em recursos do Fundo Penitenciário Nacional na aquisição de munições, armamentos, viaturas, rádios comunicadores, kit fardamento; modernização de sistemas de gestão penitenciária. “O que a secretaria realizou nos últimos anos garantiu melhorias operacionais e capacidade de trabalho para que está na ponta, para que continuemos a ser exemplo para outros estados brasileiros”.
O diretor de Ensino Penitenciário, Anderson Santana, explica que as aulas ocorrerão na Escola Penitenciária, Academia de Polícia Judiciária Civil e no Centro de Treinamento da Penitenciária Central do Estado (PCE). Entre os temas que serão abordados estão: direitos humanos, processo penal, administração pública aplicada ao sistema penitenciário nacional; armamento; munições e tiro; dinâmicas prisionais: espaços e interações; privação de liberdade no Brasil: modelo institucional e jurídico. “Foi preparada uma grade para atender a necessidade de qualificação do servidor e do trabalho que será executado por ele”.
Participaram também da cerimônia instrutores do curso, superintendentes penitenciários Gilberto Rondon e João Fernando Feitoza; superintendente de Políticas sobre Drogas da Sejudh, Eunice Teodora; servidores da Escola Penitenciária e familiares dos alunos.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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