Mato Grosso
Secretaria de Saúde repassa mais de R$ 10 milhões ao Fundo Municipal de Cuiabá
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) repassou R$ 10.524.702,44 ao Fundo Municipal de Saúde de Cuiabá. O valor transferido nesta semana, é referente a sete parcelas das competências de 2018 e 2019 e relativas a quatro diferentes programas vigentes.
“A atual gestão, além de estar adimplente em 2019, também trabalha para amortizar os valores da dívida herdada. Podemos dizer que estamos absolutamente em dia com os repasses deste ano e amortizamos gradativamente os valores dos anos anteriores, de forma a contemplar democraticamente todos os municípios do estado”, declarou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.
De acordo com informações da secretaria adjunta de Aquisições e Finanças da SES-MT, deste valor total, R$ 9,9 milhões fazem referência exclusiva ao serviço de Média e Alta Complexidade. Das três parcelas que contemplam o programa, uma é da competência de setembro de 2019 (R$ 3,3 milhões) e duas estão relacionadas aos exercícios de agosto e setembro de 2018 (R$ 6,6 milhões).
O valor total também engloba recursos de R$ 487.500,00, relativos ao exercício de fevereiro de 2018 e referente à atividade das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já no que se refere à Farmácia Básica, a gestão estadual repassou R$ 137.202,44, também compatível ao mês de maio de 2018.
Demais municípios
Além dos recursos transferidos para o Fundo Municipal de Cuiabá, nesta semana, a SES-MT também repassou R$ 5,8 milhões referentes ao serviço de Média e Alta Complexidade prestado por 11 municípios – Barra do Garças, Confresa, Diamantino, Jaciara, Juara, Juína, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Várzea Grande e Primavera do Leste. O montante é relativo à competência de setembro de 2019.
Já no âmbito dos restos a pagar, a gestão estadual efetivou o repasse de R$ 787.978,24, que foi dividido proporcionalmente entre os 141 municípios de Mato Grosso. O valor é relativo à competência de maio de 2018 do programa destinado à manutenção da Farmácia Básica.
A SES-MT ainda pagou parcelas relativas às UPAs dos municípios de Juína, Sorriso e Sinop, dos exercícios de fevereiro de 2018.
Entre restos a pagar e repasses do atual exercício, a gestão estadual efetivou o pagamento total de R$ 17,6 milhões, divididos entre os municípios de Mato Grosso.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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