Mato Grosso
Sefaz disponibiliza curso de licitações e contratos para servidores estaduais
Os dois primeiros módulos sobre Governança e Responsabilidade da Alta Administração e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já foram liberados na plataforma. Todo o programa de capacitação é composto por 13 módulos, cada um com assuntos relacionados a nova lei de licitações e contratos.
Os servidores interessados no curso devem se cadastrar previamente. Para isso, é necessário acessar a Escola Fazendária, clicar no banner “Inscrições para Externos” e preencher o formulário informando todos os dados solicitados. O cadastro prévio na plataforma é exigido, pois o acesso à Escola Fazendária é restrito aos servidores e colaboradores da pasta.
O curso de licitações e contratos foi planejado, inicialmente, para capacitar os servidores fazendários que atuam com processos licitatórios e de compras públicas. Porém, devido a relevância do tema e atendendo solicitações dos órgãos estaduais, o conteúdo está sendo estendido aos demais servidores.
O compromisso foi assumido pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo, durante a aula inaugural do curso, que contou com a presença do ministro do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler. Na ocasião, o secretário ressaltou que Mato Grosso foi o segundo estado a regulamentar a nova lei de licitações e contratos, afirmando que, “para uma boa administração dos recursos públicos, é fundamental manter os servidores devidamente capacitados”.
Ao se inscrever na capacitação, o servidor deve assistir aos módulos disponíveis no prazo mínimo de 10 dias, sendo permitido no máximo 30 dias para conclusão de cada um. Após finalizado, o certificado será emitido pela Escola Fazendária.
As aulas foram gravadas durante o curso presencial, que teve uma média de 60 participantes, entre servidores da Sefaz e do Tribunal de Justiça, e de secretarias convidadas. O programa de capacitação foi iniciado no mês de março e o encerramento está previsto para setembro. Ao todo já foram ministrados 12 módulos.
Confira os módulos que compõe o programa de capacitação:
I – Governança e Responsabilidade da Alta Administração
II – Lei geral de proteção de dados (LGPD)
III – Gestão de Risco nas Contratações Públicas
IV – Instrumentos de Planejamento
V – Noções Gerais de Licitações e Contratos Administrativos
VI – Fase Externa da Licitação
VII – Contrato e Ata de Registro de Preços
VIII – Planilha de Composição de Custos – Terceirização de mão de obra
IX – Obras e Serviços de Engenharia: Contratação E Execução
X – Contratação de Bens e Serviços de Tecnologia da Informação
XI – Contratação de Bens e Serviços em Geral
XII – Gestão e Fiscalização de Contratos
XIII – Sanções Administrativas
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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