Mato Grosso
Segunda-feira (08): Mato Grosso registra 4.243 casos e 126 óbitos por Covid-19

Reprodução/Getty Images
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta segunda-feira (08.06), 4.243 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 126 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. As 13 mortes mais recentes envolveram residentes de Nossa Senhora do Livramento, Cuiabá, Várzea Grande, Vila Rica, Colíder, Diamantino e Nova Mutum.
Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (1.285), Várzea Grande (375), Rondonópolis (312), Primavera do Leste (183), Tangará da Serra (176), Confresa (154), Sorriso (140), Lucas do Rio Verde (127), Sinop (104), Barra do Garças (93), Campo Verde (81), Pontes e Lacerda (76), Nova Mutum (70), Jaciara (49), Cáceres (47), Rosário Oeste (45), Alta Floresta (43), Sapezal (41), Guarantã do Norte (38) e Tapurah (36).
A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.
Nas últimas 24 horas, surgiram 214 novas confirmações em Acorizal (3), Água Boa (1), Alto Boa Vista (14), Araputanga (1), Barra do Garças (2), Cáceres (4), Campinápolis (1), Campo Novo do Parecis (1), Campo Verde (3), Campos de Júlio (1), Colíder (4), Confresa (15), Cuiabá (76), Dom Aquino (4), Feliz Natal (2), Guarantã do Norte (1), Juscimeira (1), Lucas do Rio Verde (5), Nossa Senhora do Livramento (1), Nova Guarita (1), Nova Lacerda (3), Nova Marilândia (1), Nova Mutum (4), Paranaíta (1), Paranatinga (4), Pedra Preta (2), Poconé (1), Pontes e Lacerda (10), Porto Alegre do Norte (1), Porto Esperidião (1), Primavera do Leste (6), Querência (3), Ribeirão Cascalheira (1), Rondonópolis (6), Sapezal (1), Sinop (4), Tangará da Serra (4), Tapurah (5), Terra Nova do Norte (1), Várzea Grande (6), Vila Bela da Santíssima Trindade (2), Vila Rica (2) e municípios de outros Estados (3).
A área técnica da SES ainda esclareceu que foram corrigidas quatro ocorrências de duplicidades no sistema registradas no boletim de domingo (07) – uma em Primavera do Leste e três em Cuiabá. Além disso, três notificações anteriormente contabilizadas em determinados municípios foram reposicionadas hoje para o território de residência dos respectivos pacientes: um caso de Tangará da Serra foi transferido para Sapezal; de Marcelândia para Tabaporã e de Barra do Garças reposicionado para Confresa.
Dos 4.243 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 2.437 estão em isolamento domiciliar e 1.454 estão recuperados. Há ainda 227 pacientes hospitalizados, sendo 108 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 92 em enfermaria.
Contudo, a SES aponta que há 34 casos suspeitos em enfermaria e 32 em UTI – números que se somam aos confirmados e resultam na taxa de ocupação, que hoje é de 11,5% em leitos clínicos e 47,5% em UTI. Os percentuais servem de parâmetro para a tomada de decisão que ocorre em âmbito municipal.
Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 50,7% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,3% masculino; além disso, 1.185 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 9.487 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 605 amostras em análise laboratorial.
Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.
Cenário nacional
Até o último domingo (07), o Governo Federal confirmou 15.654 casos novos da Covid-19 no Brasil e 679 novos óbitos oriundos da doença.
Recomendações
Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.
O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:
– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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