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Mato Grosso

Sema apresenta política ambiental de MT para comitiva da embaixada alemã

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A comitiva da embaixada da Alemanha no Brasil esteve na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para aprofundar e alinhar os entendimentos sobre a política ambiental do Estado. Entre os assuntos debatidos, estiveram o Sistema Estadual de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), ações para o combate ao desmatamento ilegal e valorização da floresta em pé e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, foi recebido pela secretária de Estado Mauren Lazzaretti na sede da Pasta, em Cuiabá, na última sexta-feira (03). O diplomata se mostrou impressionado com as ações realizadas pela Secretaria em prol do desenvolvimento sustentável: “É uma tarefa realmente complexa cuidar da conservação ambiental e estimular a produção sustentável de um território que é duas a três vezes maior do que a França. E espero realmente que o desmatamento continue a cair”.

Mauren ressaltou que a política ambiental de Mato Grosso busca aliar sua vocação para a produção agropecuária com a conservação dos ativos ambientais que o Estado possui. Durante o encontro, a gestora também enumerou o plano de ações para dar vazão à validação dos 60 mil cadastros ambientais rurais que aguardam a análise da Sema.

“Estabelecemos junto ao Ministério Público uma série de ações propositivas que incluem desde a melhoria do sistema, criação de procedimentos operacionais padrão e contratação de novos analistas para vencer a segunda fase do CAR para então partirmos para a terceira etapa, que é a regularização ambiental por meio do PRA. Trata-se de uma ferramenta eficiente para tomada de decisão com foco na produção sustentável”, esclareceu. Na oportunidade, ela pediu atenção especial do governo alemão para o andamento do projeto CAR-KfW.

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Juntamente com Pará, Rondônia, Embrapa e Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Mato Grosso foi selecionado para receber parte do recurso de 33 milhões de euros que o banco alemão KfW irá destinar para o projeto. Intitulada “Regularização Ambiental de imóveis na Amazônia e áreas de transição para o Cerrado”, a proposta concentra-se em três frentes principais: a busca ativa por imóveis rurais que ainda não fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o apoio aos estados e municípios na análise das informações declaradas e a estruturação de três centros de referência em restauração florestal e silvicultura tropical.

Combate à ilegalidade

Durante o encontro, a secretária Mauren também reforçou as ações que estão em andamento na Pasta para combater o desmatamento ilegal. “Estamos readequando as metodologias e buscando novos investimentos em tecnologia, com a aquisição futura de imagens de satélite de melhor resolução, para que a secretaria possa enxergar cada vez mais todo o Estado e coibir as ilegalidades no setor com agilidade e precisão”, projeta a gestora.

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon aponta que Mato Grosso reduziu em 78% o desmatamento na Amazônia durante o mês de março de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. Já no acumulado entre agosto de 2018 e março de 2019, em relação ao mesmo intervalo de tempo em 2017/18, a queda foi de 18%.

Pioneirismo mato-grossense

A equipe da Superintendência de Biodiversidade da Sema também apresentou o pioneirismo de Mato Grosso na formulação de políticas públicas ambientais. De acordo com o coordenador de Mudanças Climáticas e REDD+, Maurício Philip, Mato Grosso pensou em estabelecer salvaguardas socioambientais para as políticas de redução das emissões por desmatamento antes das salvaguardas de Cancun. Iniciativas como essa habilitam o Estado para o recebimento de recursos por meio de programas que premiam jurisdições pelos resultados alcançados no combate ao desmatamento.

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Um destaque é que o Estado irá receber dos governos da Alemanha e do Reino Unido 22 milhões de libras e 17 milhões de euros, cerca de R$ 180 milhões na moeda atual, em um período de cinco anos por meio do Programa REM (REDD+ para pioneiros). O primeiro desembolso, de cerca de R$ 60 milhões, foi feito em dezembro do ano passado. Os recursos serão repassados pelo banco alemão KfW e administrados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Do valor destinado a Mato Grosso, 40% será empregado fortalecimento institucional do governo de Mato Grosso para investimento complementar nas ações já realizadas pelo Estado para combater o desmatamento e valorizar a floresta em pé.  Já os outros 60% serão repartidos em quatro subprogramas, sendo, 17% para projetos de produção sustentável, 22% para povos indígenas, 41% para agricultura familiar e 20% para agricultura familiar e povos tradicionais em outros biomas.

 O Programa REM está integrado ao Sistema Estadual de REDD+ [Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal], com o Instituto Produzir, Conservar, Incluir (PCI), e com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Incêndios Florestais (PPCDIF), contribuindo diretamente para o alcance das metas estabelecidas para conservação ambiental e redução do desmatamento.

Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Mato Grosso

Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.

Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.

Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.

Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.

No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.

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Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.

Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.

Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.

Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.

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Mato Grosso

MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.

A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.

“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.

O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.

Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.

Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.

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A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.

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