Política MT
Seminário na ALMT debate alternativas para gestão sustentável do lixo
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
HAROLDO ASSUNÇÃO / Secretaria de Comunicação
Um dos principais temas em discussão no XIII Seminário Nacional de Resíduos Sólidos, que acontece na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), é a demora para a implementação da lei que dispõe sobre a matéria. Sancionada em 2010, a Lei Federal nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabeleceu metas, prazos e obrigações para resolver esse problema ambiental que ameaça o futuro da humanidade. Dentre os principais dispositivos, a lei definiu o prazo final para a extinção dos “lixões” a céu aberto: agosto de 2014. Depois, por meio de emenda, o tempo limite foi prorrogado.
“Existe, de fato, a limitação financeira dos municípios; porém, o que mais falta é decisão política, empenho dos gestores públicos”, avalia a presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária em Mato Grosso (ABES/MT), engenheira sanitarista Denise Duarte.
Para ilustrar, lembra a experiência pioneira do município de Colíder. Lá, em 2005, Denise elaborou o projeto para construção do aterro sanitário, orçado à época em R$ 2,5 milhões. “O prefeito correu atrás, demonstrou a viabilidade e conseguimos o financiamento de onde sequer esperávamos; foi a Secretaria de Estado de Meio Ambiente que bancou a obra”, recorda.
De então até agora, apenas outros três municípios em Mato Grosso implantaram aterros sanitários: Cáceres, Rondonópolis e Campo Verde. Fora isso, um aterro privado em Sorriso.
“E a proposta, em andamento, para a constituição de um consórcio intermunicipal para a construção de um aterro em Mirassol do Oeste, para onde deve ser levado o lixo de onze municípios da região”, informa Denise Duarte.
Outra voz destacada no simpósio foi a de Maria Aparecida Nascimento, presidente da Associação Matogrossense de Catadores de Material Reciclável e Reutilizável de Mato Grosso Sustentável (Asmats). “Quando foi aprovada a lei federal sobre resíduos sólidos, achamos que as coisas iam melhorar, mas pra sair do papel a coisa anda a passos de tartaruga”, reclama.
Sem muito apoio, ela busca parcerias e mostra resultados. A associação organiza coleta seletiva em grandes eventos, tais como “Multiação”, “Vinde e Vede” e “Ribeirinho Cidadão”.
Ao lado de mais de uma centena de catadores, ‘Cidinha’ trabalha no lixão de Várzea Grande e não esconde a preocupação com o destino que será dado àquelas famílias que ali sobrevivem – isso porque, por meio de notificação, a Promotoria de Meio Ambiente daquele município estabeleceu o prazo de 60 dias para que a prefeitura os retire de lá. “Não temos sede, não temos estrutura, não temos pra onde ir; vamos viver de quê?”, questiona.
) XIII Seminário Nacional de Resíduos Sólidos continua nessa sexta-feira (28), na ALMT.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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