Mato Grosso
Sentiu cheio de gás? Bombeiros orientam sobre cuidados em caso de vazamento

Um simples cheiro de gás dentro de casa pode ser o primeiro sinal de um perigo grave: vazamentos que podem levar a explosões, incêndios e até intoxicações. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) alerta a população sobre como agir diante de vazamento e quais práticas devem adotar para evitar acidentes.
O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), comumente conhecido como gás de cozinha, é composto pelos gases propano e butano, além da adição de um composto de enxofre. Por isso, o principal sinal de que há um vazamento de gás é o cheiro forte semelhante a enxofre ou a ovo podre.
O major BM Felipe Mançano Saboia, diretor-adjunto da Diretoria Operacional (DOP) do CBMMT, explica que, além do cheiro característico, há outros indícios que podem sinalizar a presença de um vazamento. Entre eles, o surgimento de bolhas ao aplicar água com sabão nas válvulas, ruídos ou chiados, chama amarelada ou fraca, principalmente, em botijões novos ou pouco utilizados. Além disso, dores de cabeça repentinas podem indicar a presença de gás no ambiente.
Por isso, conforme o major, é importante se atentar aos sinais de que o botijão, o regulador ou a mangueira podem estar danificados. A orientação é verificar a existência de:
- Fissuras, rachaduras ou ressecamento na mangueira;
- Mangueira fora do prazo de validade;
- Regulador com ferrugem ou folga;
- Cheiro de gás constante, mesmo com o fogão desligado.
Como prevenir e evitar vazamentos?
Para prevenir vazamentos e manter a segurança, é indispensável que a área em que o botijão de gás for armazenado seja um local bem ventilado. A instalação deve ser realizada exclusivamente por um profissional qualificado, evitando improvisações com mangueiras ou conexões inadequadas. Durante a instalação, o botijão deve ser mantido na posição vertical e não deve ser deitado.
Outra maneira de prevenção é a verificação ou troca periódica dos equipamentos de gás. É recomendado que a mangueira seja trocada a cada 5 anos ou quando o prazo de validade expirar. Da mesma forma, o regulador também deve ser trocado a cada 5 anos. Além disso, a orientação é fazer checagens regulares nos equipamentos, utilizando uma solução de água com sabão para identificar se há bolhas e, consequentemente, vazamentos.
“Também é fundamental realizar treinamentos simples em casa simulando situações de vazamento de gás, orientando como agir de forma segura em casos de emergência. Além disso, é importante ensinar as crianças a não brincar com fogo ou com o botijão de gás, evitar deixar o fogão ligado sem supervisão e não mexer com fogo próximo ao botijão”, orienta o major BM Felipe.
Em caso de vazamento, o que fazer?
Já em caso de vazamento, a orientação é fechar o registro do gás diretamente no botijão, abrir portas e janelas para ventilar o ambiente e não acionar nenhum aparelho elétrico. É preciso evitar remover equipamentos da tomada, desligar o padrão ou chave geral da residência.
Também não é seguro acionar luzes, usar o celular ou qualquer aparelho eletrônico nesse momento. “Qualquer faísca, até mesmo de um interruptor ou celular, pode servir como fonte de ignição e causar explosão em ambiente com gás acumulado”, afirma o major Saboia.
Caso o cheiro de gás no local for muito forte, exista risco de ignição ou se alguma pessoa estiver passando mal, é fundamental evacuar o local imediatamente. Na sequência, quando a pessoa já estiver do lado de fora da residência ou em uma área ventilada e segura, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros Militar, através do número de emergência 193.
Quando o CBMMT deve ser acionado?
Os bombeiros militares devem ser acionados nas seguintes situações:
- Quando houver vazamento forte, com risco de explosão;
- Se alguém estiver passando mal;
- Se houver fogo ou fumaça perto do botijão;
- Se o morador não conseguir controlar o vazamento.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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