Mato Grosso
Seplag orienta servidores sobre inventário patrimonial de encerramento de ano
A Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) reuniu-se com representantes dos setores e entidades de Patrimônio do Executivo estadual nesta terça-feira (26.11) para orientá-los quanto à realização do inventário patrimonial de encerramento de 2019. O encontro foi realizado em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE) e com a Secretaria de Fazenda (Sefaz) e reuniu 115 servidores.
Anualmente, os órgãos têm o dever de fazer o levantamento de bens móveis, imóveis e de consumo administrados pelo Estado, conforme a Lei Federal nº 4.320/64. A realização do inventário tem a finalidade de evitar gastos desnecessários, reduzir perdas, furtos e desvios dos bens da organização, bem como conhecer o tempo de vida útil e o valor do produto para o controle e conservação patrimonial.
O secretário adjunto de Patrimônio e Serviços da Seplag, Luiz Gustavo Tarraf, destacou durante a reunião o papel da pasta de instruir as coordenadorias de Patrimônio. “Nós, como órgão central, devemos orientar, normatizar e acompanhar as unidades setoriais na execução das ações que estabelecemos para a construção desse importante documento para o Executivo Estadual”.
Cada Secretaria de Estado tem uma comissão de Patrimônio composta por três servidores efetivos, que são responsáveis por classificar, identificar e valorar todos os bens lotados no órgão. Eles têm o prazo de um ano para levantar todos os materiais e enviar as informações para registro eletrônico.
Na avaliação do coordenador de Patrimônio e Serviços da Seplag, Ronaldo Fraga, os servidores e gestores têm entendido a relevância do inventário patrimonial para a gestão pública e se preocupado em fazê-lo corretamente. Segundo ele, essa atitude “resultará em mais eficiência aos serviços prestados pelo governo”, disse. (Supervisão de texto de Nayara Takahara)
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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