Mato Grosso
Seplag realiza aula inaugural do Programa Acelera Gov. MT
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) iniciou, nesta terça-feira (20), a capacitação dos criadores dos 30 projetos selecionados para o programa Acelera Gov. MT. As equipes, compostas principalmente por servidores do Executivo Estadual, participam do treinamento na Escola do Poder Judiciário, em Cuiabá.
O secretário da Seplag, Basílio Bezerra, ressalta a adesão dos servidores ao Programa, destacando a participação de equipes tanto da capital quanto do interior. “O interesse em melhorar cada vez mais os serviços prestados à sociedade é evidente na administração pública estadual. Portanto, temos como premissa incentivar e estimular o protagonismo desses servidores”, concluiu Bezerra.
O ciclo de aulas contará com encontros presenciais nas próximas três semanas, seguido por atividades em formato híbrido. As sessões serão conduzidas por facilitadores voltados para a área de inovação, intraempreendedorismo e startups. O Acelera Gov. MT é realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A aceleração das propostas inclui 16 encontros e, ao final, as equipes apresentarão protótipos ou soluções geradas no decorrer do processo. De acordo com o superintendente de Governança Digital e Inovação em Práticas Públicas da Seplag, Washington da Silva, as equipes participarão de atividades que combinam trilhas de capacitação e conexão, além de mentorias individuais.
“Com as capacitações, irão conhecer ferramentas para desenvolverem os projetos, impulsionando a velocidade de implementação. Já as mentorias possibilitarão aos grupos individualmente estratégias técnicas para ajudá-los a evoluir. E, o apoio das conexões ajudarão nas articulações necessárias para aquisições, implementação operacional ou mudança jurídica”, esclarece o superintendente.
Selecionados
O servidor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Augusto Capistrano, atua em Lucas do Rio Verde e integra a equipe do projeto Detran Móvel, que foi um dos selecionados. “A nossa proposta é levar literalmente o balcão do Detran para mais pessoas, com praticidade e inclusão, facilitando o acesso aos serviços que garantem à cidadania”, explica o servidor.
O Sistema Central de Inovação em Práticas Públicas (Sinova-Seplag) divulgou, na última sexta-feira (16.08), os projetos que serão impulsionados no Acelera Gov MT. Quase 60 propostas foram defendidas nos dias 13 e 14 deste mês, totalizando pouco mais de 100 participantes de 24 órgãos estaduais.
Confira aqui a lista de selecionados.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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