Mato Grosso
Servidora de MT segue firme em programa que vai selecionar a melhor merendeira do país
Com a receita de lasanha com banana da terra, a Técnica em Nutrição Escolar (TNE) Silvana Aparecida Gentil conquistou uma das 10 vagas para participar do concurso que vai eleger as Melhores Receitas da Alimentação Escolar. A disputa é realizada no reality show “Super Merendeiras”, programa promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O programa terá 13 episódios semanais e vai até o mês de dezembro, quando o Brasil conhecerá a melhor merendeira do país. Silvana segue firme na disputa e já está entre as seis melhores merendeiras do país.
O 6º episódio do reality show foi ao ar na quinta-feira (01.11) quando a merendeira cuiabana passou por mais uma prova e teve seu prato escolhido como o melhor do dia, conquistando os jurados com a receita de escondidinho de abóbora e farofa de banana da terra. A receita exigia o aproveitamento integral dos alimentos, incluindo cascas, talos e sementes para evitar o desperdício.
“Aproveitei os alimentos integralmente e fiz uma adaptação da nossa tradicional farofa usando as cascas da banana”, explicou Silvana.
Silvana Gentil é Técnica em Nutrição Escolar (TNE) na Escola Estadual Zélia da Costa Almeida e foi selecionada entre as cinco melhores merendeiras de escolas públicas de todo o país em 2016. As demais cinco merendeiras que formam o grupo das 10 concorrentes do programa foram selecionadas em 2017.
“Somos mulheres simples e batalhadoras e essa é uma oportunidade de mostrarmos nosso potencial. Acredito que qualquer pessoa pode conquistar seus sonhos, basta acreditar em Deus”.
Segundo a secretária de Educação, Esporte e Lazer, Marioneide Kliemaschewsk, o programa evidencia o talento de muitas merendeiras que atuam nas escolas públicas de todo o país, mas nem sempre têm seus trabalhos reconhecidos. “Conheço a Silvana há muitos anos e sei que ela é merecedora de tudo isso e tem potencial para vencer a competição. Além do talento para cozinhar ela sempre lidou de forma carinhosa com os alunos”.
Super Merendeiras
O reality show Super Merendeiras promove uma competição entre merendeiras de escolas municipais e estaduais de várias regiões do Brasil. Elas têm a tarefa de produzir receitas criativas, saborosas e saudáveis e que possam ser reproduzidas como merenda nas escolas públicas de todo o país.
“Está sendo uma experiência única, de crescimento profissional, conhecimento e muito aprendizado. É uma emoção que vou levar para o resto da vida”, declarou Silvana Gentil.
Assista as edições do Programa aqui http://hotsite.tvescola.org.br/supermerendeiras/
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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