Mato Grosso
Sesp arrecada R$ 169 milhões com leilões de bens confiscados do tráfico e organizações criminosas
O valor é revertido em investimentos na Segurança Pública, para fortalecimento do combate aos crimes.
Entre 2019 e 2023, a Sesp arrecadou R$ 22 milhões com leilões de bens apreendidos nas operações de combate ao tráfico de drogas. Já os leilões relacionados ao combate ao crime organizado, realizados entre 2020 e junho de 2024, arrecadaram R$ 147 milhões.
A secretaria adjunta de Justiça, Lenice Silva dos Santos, enfatiza que a descapitalização das organizações criminosas é uma das prioridades do Governo do Estado e faz parte do programa Tolerância Zero.
“A política de combate às drogas, principalmente no que se refere à descapitalização do crime organizado, tem evoluído. O governador Mauro Mendes estabeleceu como prioridade a captação de ativos por meio da retirada de recursos financeiros das organizações criminosas. Com essa arrecadação, fortalecemos as ações de repressão e prevenção ao crime”, destaca.
Investimento
Os recursos arrecadados com os leilões são destinados aos fundos Estadual e Federal voltados às ações e políticas de combate as drogas.
Esses valores já resultaram na aquisição de equipamentos como o aparelho infravermelho para a identificação de drogas, para unidades da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no interior do Estado. A implementação da tecnologia garante resultados mais confiáveis e ágeis, reduzindo o prazo de análise dos entorpecentes de 60 dias para, no máximo, 24 horas.
Também foram destinados recursos para reforma e melhoria dos postos da segurança pública no Limão e Avião Caído, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em Porto Esperidião (326 km). A unidade especializada da Secretaria de Segurança Pública atua na prevenção e repressão ao tráfico de drogas e outros crimes nos mais de 900 quilômetros de fronteira (seca e molhada), de Mato Grosso com a Bolívia.
Outros projetos que receberam investimentos foram o programa Rede Cidadã, Bombeiro do Futuro e De Cara Limpa Contra as Drogas. Os recursos também possibilitam a realização da Semana Nacional de Política sobre Drogas, instituída pela Lei nº 13.840, em 2019, que ocorre sempre na quarta semana do mês de junho.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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