Mato Grosso
Setasc doa alimentos, calçados e produtos de higiene a entidades filantrópicas de Cuiabá
As entidades filantrópicas Unidade de Atenção a Portadores de Deficiências Físico-Mentais – Lar Doce Lar e a Associação de Espinha Bífida de Mato Grosso, localizadas em Cuiabá, receberam doações de alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza e sapatos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT). A ação foi realizada nesta segunda-feira (02.09).
Os alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza foram recebidos do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT), que confere a quantidade, metragem entre outras características importantes. Já os sapatos, foram produtos oriundos de fiscalizações realizadas pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), doados por meio das apreensões que a Receita Federal realiza nos postos de fiscalizações do Estado. Posteriormente, todas as doações são repassadas para a Setasc, por meio de um termo de compromisso.
A secretária adjunta de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva, Rosineide Porcionato, destacou a importância das parcerias, uma vez que a Secretaria conta com diversas entidades cadastradas que serão atendidas com os produtos cedidos.
“As duas entidades estão cadastradas no banco de dados da Setasc. Ficamos felizes em contribuir com as pessoas que vivem por meio de doações. Acreditamos no trabalho voluntário, por isso a primeira-dama, Virginia Mendes, e a secretária, Rosamaria de Carvalho, vem desenvolvendo este trabalho”, frisou.

A unidade Lar Doce Lar é uma unidade da Secretaria Estadual de Saúde que abriga, em regime de moradia, 17 pessoas portadoras de deficiências físico-mental e que foram abandonadas por suas famílias. Todos os moradores são tutelados pelo Estado. De acordo com a gerente da instituição, Sarah Arnoldi Barboza, a unidade está atuando em sua capacidade máxima. Conforme ela, todos eles necessitam das doações.
“As doações recebidas serão utilizadas na produção dos alimentos ofertados aos moradores, que são realizadas com extremo carinho, e suprirão as demandas da casa por um período de até 20 dias”.
A AEB-MT conta com 80 associados portadores de Espinha Bífida, doença provocada por má formação congênita localizada na coluna. O assistente social da entidade, Ademar Donizete, explicou que além da manutenção da associação, as doações auxiliarão também a comunidade local.
“Muitas famílias são necessitadas, então toda ajuda é bem-vinda. O dinheiro que vamos arrecadar no bazar, será revertido para a compra de lanches que são oferecidos nos cursos que prestamos aos associados e o restante vamos doar para as pessoas carentes da região”, explicou.

Cadastro
A Setasc solicita que as associações, instituições e organizações do terceiro setor (organizações de iniciativa privada, sem fins lucrativos e que prestam serviços de caráter público) que, porventura tenham interesse em ser parceiras da pasta, atualizem seus cadastros.
As entidades devem informar como fazem o atendimento ao público-alvo, o número de pessoas atendidas, cidade, endereço e última visita realizada ao público que atende. Em um segundo momento, caso venha a ocorrer a celebração de convênios, a Setasc solicitará também a situação legal da instituição.
Como atualizar os dados
Instituições e/ou associações interessadas em atualizar os dados ou fazerem parte deste banco da Setasc devem mandar um e-mail para o endereço: [email protected]/ colocar no título “Atualização Cadastral – Nome da entidade”.
Outras duas opções: ligar no telefone (65) 3613-4705 ou ainda procurar a Setasc e atualizar pessoalmente. O endereço da Setasc é Rua Júlio Domingos de Campos, nº 100, Centro Politico Administrativo (CPA), em Cuiabá.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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