Mato Grosso
Sindicatos de Polícia Civil se reúnem com secretário de segurança
Diretores dos Sindicatos de Escrivães, Investigadores e Delegados de Polícia Civil (PJC) se reuniram na manhã desta quinta-feira (10.01) com o secretário de estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para discutir assuntos de interesse da categoria.
O pagamento do salário dos servidores, questões estruturais das delegacias, condições de trabalho dos policiais e o efetivo pautaram o encontro. Bustamante pediu voto de confiança dos servidores ao governador Mauro Mendes, que já deu prazo para o pagamento dos salários e a opção pelo parcelamento era inevitável.
“Esse primeiro ano será mais difícil, mas o governo vai promover cortes nas despesas e buscar pagar os salários dentro do mês e este é um compromisso do governador. Acredito que em seis meses, após essas mudanças, o fluxo de caixa estará melhor”, disse o secretário de Segurança Pública.
Segundo o presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia (Sindepojuc), Davi Padilha Nogueira, as propostas por parte do secretário são consideradas boas para a PJC. “Tivemos uma ótima impressão das ideias do novo secretário. Acreditamos será ótimo trabalho a ser desenvolvido. Ele se comprometeu a dar seguimento a alguns trabalhos que já existiam como por exemplo a aposentadoria das mulheres, a etapa alimentação e o sobreaviso, além de outros”, explicou.
Para o presidente do Sindicato dos Delegados (Sindepo), Wagner Bassi Junior, as propostas tranquilizam os servidores. “Nós ouvimos todas as posições do secretário e vamos levá-las para a categoria no sentido de tranquilizá-la e demonstrar a vontade do governo em resolver os problemas”, disse.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia (Sinpol), Edleusa Mesquita, a comunicação com o titular da pasta é essencial. “Esse diálogo com o secretário é fundamental para que a gente possa construir junto a resolução dos problemas da segurança pública. Todas as demandas que nós apresentamos aqui, ele recebeu de portas abertas”, destacou.
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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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