Mato Grosso
Sinfra-MT lança chamamento público para demonstração do BRT
O objetivo do chamamento é criar uma oportunidade para que tanto fabricantes quanto passageiros e gestores do transporte público conheçam o funcionamento, dentro da realidade da região metropolitana de Cuiabá.
As empresas interessadas poderão manifestar seu interesse junto à Sinfra-MT, apresentando os documentos exigidos para firmar um termo de cooperação. O chamamento público tem um prazo de seis meses, podendo ser prorrogado por igual período. Não há limites para o número de participantes. Todas as propostas que atenderem às exigências do edital serão aceitas.
O secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, lembra que a implantação do BRT tem o objetivo de diminuir o tempo de deslocamento dos passageiros, mas também vai reduzir os gases poluentes no meio ambiente, com uma frota elétrica.
“São veículos com piso baixo, o que reduz o tempo de embarque e facilita o acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Têm motor elétrico, ou seja, não emitem poluentes e geram menos ruído”, afirma.
Os veículos que participarem da demonstração irão circular por um período entre 30 e 60 dias. Os ônibus irão operar na linha intermunicipal 024, que liga o Terminal André Maggi, em Várzea Grande, até o Shopping Pantanal, em Cuiabá. A proposta é que um ônibus da linha seja substituído temporariamente por um veículo elétrico da empresa que participar. Esses veículos serão identificados de forma diferente dos outros que operam a linha 024.
O secretário adjunto de Planejamento Metropolitano, Rafael Detoni, explica que essa linha foi escolhida por já fazer um trajeto idêntico ao que está previsto no BRT.
Os veículos de demonstração serão homologados junto à Agência Estado de Regulação dos Serviços Públicos (Ager-MT), que vai certificar, entre outras coisas, a instalação dos equipamentos do sistema de bilhetagem eletrônica e de monitoramento da frota, obrigatórios pelo contrato de concessão.
A instalação desses equipamentos será de responsabilidade das empresas proponentes, que também deverão treinar motoristas e outros profissionais necessários à operação.
A empresa proponente e a concessionária dos transporte intermunicipal deverão emitir relatórios diários a Sinfra-MT, contendo informações operacionais do dia anterior, como hora de início e fim da operação, número de viagens, consumo total de energia, consumo médio de energia por viagem, número de passageiros transportados, tempo de recarga e abastecimento e demais dados da telemetria fornecidos pelo veículo.
Serão admitidos veículos com motores elétricos cuja fonte de energia seja por banco de baterias recarregáveis, ou por sistema de conversão do hidrogênio em eletricidade. Propostas com outras tecnologias ou infraestrutura adicional, serão analisadas pela Sinfra para verificar a viabilidade.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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