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Política MT

Taques recebeu doação de 3 milhões do Grupo Petrópolis; Ex-governador afirma que parte do valor foi repassado a outros candidatos da sua coligação

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O Grupo Petrópolis, alvo da 62ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (31), doou mais de R$ 24,8 milhões a campanhas políticas no país, apenas durante as eleições de 2014.

Dentre os maiores beneficiados, está o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que recebeu R$ 3 milhões.

Nesta fase da Lava Jato, a Polícia Federal investiga o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral que teriam ocorrido entre os anos de 2008 e 2014.

A apuração do envolvimento do Grupo Petrópolis remonta a 2016, quando uma planilha com nomes de políticos e referência à cerveja Itaipava foi achada na casa do executivo da construtora Odebrecht, Benedicto Junior.

Segundo delação do executivo, a construtora utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de 2008 a 2014.

Essa fase ainda apura o envolvimento de executivos do Grupo Petrópolis em lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, principalmente da Petrobras, pela Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal, o grupo é investigado pela lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014.

Um levantamento feito pelo MidiaNews junto ao Tribunal Superior Eleitoral aponta que o ex-governador relatou em suas contas de campanha ter recebido do grupo dois pagamentos, entre setembro e outubro daquele ano, nos valores de R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

Desse total, Taques relatou à Justiça Eleitoral ter repassado R$ 1.143.474,00 a candidatos a deputados estaduais, federais e senadores que integravam a sua coligação, à época.

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Veja abaixo fac-símile da doação feita pelo Grupo Petrópolis a Pedro Taques:

Reprodução

Doacao-Petropolis - maior

Grupo relatou doações feitas a Taques e ao também candidato, à época, Adilton Sachetti

Outras doações

O Grupo Petrópolis aparece, ainda em 2014, como um dos doadores de campanha do então candidato a deputado federal por Mato Grosso Adilton Sachetti (PSB), a quem foi repassado R$ 100 mil. Além disso, Sachetti ainda recebeu R$ 500 mil repassados por Taques do valor recebido pelo candidato ao Governo pelo Grupo Petrópolis.

O grupo também figura na lista de receitas do então candidato a deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que alega ter recebido R$ 42.601,08 da Cervejaria Petrópolis por meio de repasse do então candidato Pedro Taques.

Repasses de Taques

Ao relatar suas despesas de campanha à Justiça Eleitoral, Taques relata ter feito 31 repasses de valores recebidos do Grupo Petrópolis para candidatos da sua coligação.

Entre os maiores repasses relatados pelo ex-governador, além de Sachetti, figuram como beneficários o então candidato ao Senado, Rogério Salles (PSDB), no valor de R$ 150 mil; Victório Galli, então candidato a deputado federal, no valor de R$ 200,6 mil; e o então candidato a deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que recebeu R$ 30 mil.

As doações feitas pelo grupo já constavam em delação firmada pelo empresário Alan Malouf junto à Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Operação Rêmora, que apurou esquema de fraude na Secretaria de Estado de Educação (Secuc).

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Na época, Malouf afirmou que a Cervejaria Petrópolis fez as doações em troca da manutenção de incentivos fiscais no Estado.

No acordo, Malouf diz que, caso houvesse isonomia para o setor com o nivelamento dos incentivos nos mesmos patamares, o Estado colocaria em seu caixa valores que “seguramente superam o montante de R$ 200 milhões por ano”.

A Cervejaria Petrópolis usufrui de incentivos desde o Governo Silval Barbosa. Na delação que firmou com a PGR, o ex-secretário de Indústria e Comércio de Mato Grosso, Pedro Nadaf, afirmou que a empresa pagou R$ 2,5 milhões de dívidas de campanha de Silval em troca de incentivos.

Confira abaixo a lista de beneficiados por repasses de Taques e os respectivos valores recebidos:

– Direção estadual/distrital PSDC-MT – R$ 25.000,00

– Victorio Galli (PSC) – R$ 200.600,00

– Adilton Domingos Sachetti (PSB) – R$ 500.000,00

– Candido Teles De Araujo (PSB) – R$ 28.520,00

– Carlos Avalone Junior (PSDB) – R$ 4.000,00

– Ednor Fernandes Vieira (PSB) – R$ 3.620,00

– Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC) – R$ 20.000,00

– Elizeu Francisco do Nascimento (PSDC) – R$ 21.200,00

– Eterno Leide Montalvão (PSB) – R$ 3.620,00

– Ewerton Aparecido Moreira Salgado (PSDC) – R$ 7.694,00

– Ewerton Aparecido Moreira Salgado (PSDC) – R$ 15.000,00 

– Joeme Moraes Costa (PSB) – R$ 3.620,00

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– Joeme Moraes Costa (PSB) – R$ 3.620,00 

– Rogério Salles (PSDB) – R$ 150.000,00

– Juliano de Souza Rabelo (PSB) – R$ 8.000,00 

– Juliano De Souza Rabelo (PSB) – R$ 3.620,00 

– Luciano Souza Arruda (PSB) – R$ 3.620,00 

– Marisa Ferreira De Abreu (PSB) – R$ 5.000,00

– Marise da Costa Souza (PSB) – R$ 3.620,00

– Mateus Magalhães (DEM) – R$ 3.620,00

– Max Joel Russi (PSB) – R$ 28.960,00

– Oscar Martins Bezerra (PSB) – R$ 4.000,00 

– Pedro Inacio de Oliveira (PRP) – R$ 5.000,00

– Pery Taborelli da Silva Filho (PV) – R$ 20.000,00

– Raimundo Hedvaldo Costa (PSB) – R$ 3.620,00

– Sergimar Vieira Marques (PSB) – R$ 3.620,00

– Tulio Aurelio Campos Fontes (PSB) – R$ 3.620,00

– Uigue Bergue Pereira de Souza (PSDC) – R$ 16.200,00

– Valdinei Holanda Moraes (DEM) – R$ 14.480,00

– Wilson Pereira Dos Santos (PSDB) – R$ 25.000,00

– Wilson Pereira dos Santos (PSDB) – R$ 5.000,00

Da redação com Midia News

Política MT

Rodrigo da Zaeli avalia resultado das urnas, agradece pelos mais de 35 mil votos e reafirma compromisso com MT

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Foto- Assessoria

Após a apuração do pleito eleitoral, o deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) fez um balanço positivo de sua trajetória e expressou profunda gratidão aos eleitores de Mato Grosso. Alcançando a marca de 35.845 votos em diversas regiões do estado, o parlamentar consolidou a primeira suplência do partido e destacou o crescimento de seu nome junto à população, reflexo do trabalho ostensivo realizado em apenas um ano e nove meses de mandato na Câmara dos Deputados.

Em comparação com o pleito de 2022, quando obteve 6.965 votos, o crescimento da votação de Rodrigo da Zaeli foi expressivo, superando em mais de cinco vezes o resultado anterior. Para o parlamentar, o apoio recebido nas urnas é uma demonstração de confiança no trabalho técnico e na defesa dos valores conservadores e das demandas regionais. “Mesmo não vencendo, nós estamos na primeira suplência, que é uma oportunidade também de prestar um trabalho para o estado de Mato Grosso. Mas uma coisa eu vou levar para a minha vida inteira: o conhecimento que eu tive nesse mandato. Quero agradecer a Deus, em primeiro lugar, e a todos vocês que acreditaram na gente. É muito importante esse voto de confiança de cada um de vocês”, declarou o deputado.

Fortalecimento do projeto político e foco no 2º Turno – Apesar de encerrar esta etapa na primeira suplência, Rodrigo da Zaeli reforçou que seu compromisso com a população mato-grossense e com a sua base eleitoral em Rondonópolis permanece inalterado. “Nós vamos continuar aí na luta, defendendo Mato Grosso, defendendo Rondonópolis e buscando sempre fazer um trabalho voltado à família, às causas e aos conceitos que a gente defende. É para isso que a gente está na política: para fazer a evolução da sociedade e tudo aquilo em que acreditamos”, destacou.

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O parlamentar também celebrou a expressiva vitória do aliado José Medeiros para o Senado Federal, que conquistou a preferência de 977.777 eleitores no estado. Zaeli classificou o resultado como um marco importante para a consolidação das pautas de Mato Grosso no Congresso Nacional.

Agora, o foco de Rodrigo da Zaeli se volta para a disputa presidencial no segundo turno, engajando apoio total à candidatura de Flávio Bolsonaro, que liderou a votação no primeiro turno com 56.104.503 votos. Segundo o deputado, a prioridade nos próximos dias será articular forças no estado para garantir a vitória na etapa final da eleição.

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Coligação de Wellington pede cassação de Pivetta e Gisela por suposto acesso antecipado a propaganda de Natasha

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A coligação Coração da Gente, encabeçada pelo candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ingressou nesta terça-feira (29) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) contra o candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e sua candidata a vice, Gisela Simona (União). A ação pede a cassação dos registros ou diplomas da chapa.

Segundo a acusação apresentada pela coligação, a campanha de Pivetta teria obtido, sem autorização, uma peça de propaganda eleitoral da candidata Natasha Slhessarenko (PSD), além de documentos relacionados à programação de veiculação do material antes de sua exibição pública.

A representação sustenta que o episódio pode caracterizar uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e econômico.

O caso veio à tona após a equipe de Pivetta apresentar, em 25 de setembro, um pedido de direito de resposta relacionado à propaganda identificada como “Inserção 35”. Entre os documentos anexados ao pedido estava o arquivo contendo uma claquete técnica, elemento utilizado pelas emissoras de televisão para identificação e controle das peças publicitárias e que não é exibido aos telespectadores.

No dia seguinte, o juiz auxiliar da propaganda Flávio Fraga e Silva negou o pedido de liminar apresentado no caso, diante da ausência de comprovação de que a propaganda questionada havia efetivamente sido veiculada.

A coligação de Wellington também afirma que, no processo, foi apresentado um planejamento contendo 11 comerciais e 56 exibições previstas entre os dias 26 de setembro e 1º de outubro. Para os autores da ação, os documentos levantariam suspeitas sobre a forma como o material da adversária teria chegado à campanha de Pivetta.

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A ação agora será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar as alegações e as provas apresentadas pelas partes. O pedido de cassação ainda não foi julgado e não há decisão definitiva contra a chapa de Pivetta.

A composição das chapas ao Governo de Mato Grosso consta oficialmente no TRE-MT, que registra Pivetta como candidato a governador pelo Republicanos e Gisela Simona como candidata a vice.

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Justiça condena cinco sites por mentirem que Mauro jantou com o Vorcaro

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Decisão do TRE-MT reconheceu grave descontextualização de reportagem usada como fonte e determinou retirada de 11 publicações

Ex-governador Mauro Mendes

A Justiça Eleitoral condenou cinco veículos de comunicação por mentirem ao afirmar que o candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), esteve num jantar custeado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Na decisão, o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado concluiu que 11 matérias fizeram grave descontextualização da reportagem do Metrópoles usada como fonte. O texto original informava que Mauro estava no mesmo restaurante que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mas em outra mesa.

“A matéria-matriz informou ‘mesa ao lado’. As publicações irregulares converteram essa circunstância em mesma mesa, mesmo jantar, evento de Vorcaro, grupo seleto, encontro com o banqueiro, degustação de uísque e refeição custeada por Vorcaro”, afirmou o magistrado.

Segundo a decisão, a reportagem original não dizia que Mauro era convidado de Vorcaro, que participou de jantar promovido pelo empresário ou que tenha se encontrado pessoalmente com o banqueiro.

Para o juiz, não se tratou apenas de uma interpretação diferente da informação. “Cada acréscimo modifica a posição de Mauro Mendes na narrativa: de frequentador do mesmo estabelecimento, em mesa distinta, passa a convidado e beneficiário de evento privado promovido por empresário investigado”, destacou.

O magistrado ressaltou que a decisão não impede a imprensa de investigar ou noticiar assuntos relacionados ao Banco Master, consignados, atos do Governo do Estado ou despesas da comitiva. O problema identificado foi atribuir à fonte informações que ela não trazia.

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“Não se está, assim, a censurar opinião, crítica política contundente ou linha editorial desfavorável. O que ora se reprova é a apresentação, como fato confirmado por fonte nominada, de conteúdo que a própria fonte não contém”, escreveu.

Foram condenados Gazeta Digital, Preto no Branco Jornal Eletrônico, Marco Polo de Freitas Pinheiro, responsável pelo Blog do Popó, Edina Ribeiro de Araújo Ltda., responsável pelo VG Notícias, e IEN Comunicação Eireli, responsável pelo Isso É Notícia.

A Justiça determinou a retirada das 11 publicações irregulares em até 24 horas da intimação, caso ainda estejam disponíveis, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Cada um dos cinco responsáveis também foi condenado ao pagamento de multa de R$ 5 mil.

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