Mato Grosso
TCE movimentou 193 mil documentos entre atividades administrativas e técnicas em 2018
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| REUNIÃO DE COLEGIADO Presidentedo TCE-MT inicia a aprovação do Plano Anual de Fiscalização para 2019 |
Mais de 193 mil documentos foram produzidos e movimentaram a rotina do Tribunal de Contas de Mato Grosso ao longo de 2018. São números que passam despercebidos se focar apenas nos 4.762 processos julgados, considerando decisões plenárias e singulares finalizadoras, ou nas mais de 600 decisões interlocutórias ou em cerca de 5.400 pareceres do Ministério Público de Contas – atos que certamente ganham maior visibilidade.
Porém, somente de despachos de secretários de área técnica em atos que movimentam processos, foram cerca de 17 mil documentos que se somam aos outros mais de 36.300 despachos de natureza geral. Entre termos de recebimento e de juntada em processos, os números superam 25 mil documentos. Já entre relatórios técnicos, anexos destes e relatórios técnicos de defesa, são mais de 12 mil documentos. A esmagadora maioria dos documentos tem característica digital, em esforço de economia de papel.
Os números de 2018 demonstram o quanto o ano foi de muito trabalho, pondera o conselheiro presidente Gonçalo Domingos de Campos Neto, que na semana passada reuniu mais de 75 lideranças de todos os setores administrativo e técnico do TCE e do Ministério Público de Contas para realinhamento do Plano Estratégico de longo prazo. A meta é definir os objetivos e principais estratégias para até o ano de 2024.
Na terça-feira, 19/2, com a presença de todo o colegiado de membros e secretários da unidades de fiscalização, o conselheiro presidente iniciou a aprovação do Plano Anual de Fiscalização para 2019. A previsão é de realização de mais de 9.000 ações de fiscalização. Para se ter uma ideia, serão, no mínimo, oito ações de fiscalização por município. Para alguns, como Cuiabá e Sorriso, estão previstas no mínimo 28 ações de fiscalização.
O PAF, que não contempla fiscalizações que serão realizadas a partir de denúncias ou representações que chegarem ao TCE, será finalizado na próxima quinta-feira, em nova reunião do colegiado com a área técnica.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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