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TDAH não é um distúrbio exclusivamente infantil

Dr. Clay Brites
Dr. Clay Brites, neurologista infantil e autor do livro “Como lidar com mentes a mil por hora”
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta uma pequena parcela da população. Porém, apesar de ser comumente associada ao público infantil, não é um distúrbio característico somente das crianças. Cerca de 8,4% dos pequenos possuem o transtorno, mas ele também aparece em 2,5% dos adultos.
Ainda não há conclusão científica que identifique as causas específicas, mas há evidências que apontam que contribuições genéticas determinam a aparição. Ou seja, três em cada quatro crianças com TDAH têm um parente com o transtorno.
Para entender melhor e conseguir identificar, esteja ciente de que o distúrbio do neurodesenvolvimento possui os principais sintomas: dificuldade de manter o foco, hiperatividade e impulsividade. O ponto principal é que o TDAH é, geralmente, identificado quando as crianças possuem o convívio social, como na escola. Lá, eles apresentam características de inquietação, o que prejudica o aprendizado. A partir de sinais como esse, é mais fácil identificar o transtorno.
O diagnóstico também pode ser mais tardio, ocorrendo na vida adulta, quando se trata do tipo desatento (TDA) e não há a presença de hiperatividade. Por isso, é mais difícil perceber os sintomas característicos. O desatento é um dos três tipos do TDAH, que envolvem também o tipo hiperativo/impulsivo e o tipo combinado. Cada um tem suas características e sintomas.
Começando pelo tipo desatento: a pessoa não presta atenção em alguns detalhes e comete erros por descuido, tem dificuldade para se concentrar em tarefas, atividades, conversas, leituras e parece “viajar” enquanto conversa. Já o tipo hiperativo/impulsivo, é inquieto, vive batendo mãos ou pés, não consegue ficar sentado por muito tempo, não consegue fazer atividades de lazer sem fazer barulho e interrompe ou se intromete em conversas, jogos e atividades.
O diagnóstico de TDAH é feito a partir do convívio com pais, professores, especialistas e avaliações multidisciplinares. Na idade adulta, o diagnóstico também é realizado por uma avaliação clínica. É importante ressaltar que qualquer desconfiança que se tenha, leve seu filho em uma consulta médica com um especialista. Assim caso o distúrbio seja confirmado vai evitar que se tenha perdas em relação a vida escolar e ao convívio social.
(*) Autor do livro “Como lidar com mentes a mil por hora”, Dr. Clay Brites é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); Speaker of Neurosaber Institute.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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