Mato Grosso
Terceira etapa regional dos Jogos Escolares e Estudantis de Seleções encerra em Tangará da Serra
A terceira etapa regional dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses, que foram sediados em Tangará da Serra, terminou nesta quinta-feira (05.05). Realizadas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) em parceria com o município-sede, as competições definiram as equipes campeãs da região esportiva Médio Norte.
De 30 de abril a 05 de maio, mais de 500 estudantes competiram nas modalidades de basquete, futsal, handebol e vôlei. Ao todo, participaram 61 equipes dos municípios de Arenápolis, Barra do Bugres, Diamantino, Jangada, Nobres, Nova Olímpia, São José do Rio Claro e Tangará da Serra.
Nos Jogos Escolares, que abrangem atletas de 12 a 14 anos, as equipes campeãs garantiram as vagas para a fase estadual a ser realizada de 16 a 22 de julho, no município de Sorriso.
Já os Jogos Estudantis são disputados por seleções municipais formadas por estudantes de 15 a 17 anos. Os municípios campeões de cada modalidade e gênero avançam para a etapa estadual, que será realizada de 24 a 30 de julho, em Lucas do Rio Verde.
Equipes campeãs da etapa regional dos Jogos Escolares
Basquete masculino: Colégio Ideal, de Tangará da Serra
Basquete feminino: Instituto Presb. de Educ. Simonton, de Tangará da Serra
Handebol masculino: E.E Duilio Ribeiro Braga, de Arenápolis
Handebol feminino: E.E Ten. Salomão F. Piovesan, de Tangará da Serra
Futsal masculino: E.E. Damião Mamedes do Nascimento, de Jangada
Futsal feminino: E.E Pref. Mario Abraão Nassarden, de Nobres
Vôlei masculino: E.E Prof. João Batista, de Tangará da Serra
Vôlei feminino: E.E Plena de São José Do Rio Claro
Seleções municipais campeãs da etapa regional dos Jogos Estudantis
Basquete masculino: Tangará da Serra
Basquete feminino: não houve seleção inscrita
Handebol masculino: Tangará da Serra
Handebol feminino: Tangará da Serra
Futsal masculino: Jangada
Futsal Feminino: Tangará da Serra
Vôlei masculino: Tangará da Serra
Vôlei feminino: Tangará da Serra
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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