Mato Grosso
Theatro Fúria abre seleção de artistas para centro de desenvolvimento de talentos após ser selecionado em edital

O Theatro Fúria promove a primeira etapa do projeto Caixa Mágica 2.0, viabilizado com recursos do edital MT Criativo, da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel-MT), edição Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. O grupo lançou o processo seletivo para o Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT) voltado à formação, ao aperfeiçoamento e à capacitação na linguagem cênica das Marionetas Humanas, técnica criada pelo próprio Theatro Fúria, que combina teatro, mímica, manipulação de objetos e partituras vocais.
A chamada acontece numa atualização de uma experiência pioneira desenvolvida pelo coletivo desde os anos 2000, e busca artistas para integrarem novo elenco. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 27 de março pelo link https://forms.gle/6KCubLf4HdJpE7ti6.
“A Caixa Mágica é uma estrutura cênica criada nos anos 2000 que possibilita o desenvolvimento de vários espetáculos. A partir dela, o Theatro Fúria já montou diversos trabalhos, entre eles o espetáculo ‘Encaixotando Shakespeare’, que circulou pelo país dentro dessa estrutura. Foi justamente a partir da Caixa Mágica que o Fúria desenvolveu a linguagem que hoje chamamos de Marionetas Humanas”, explica a atriz e produtora Carolina Argenta, coordenadora do projeto.
O novo ciclo de formação terá duração de sete meses, com dois encontros semanais de abril a outubro. As atividades acontecem em dias de semana, no período vespertino, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O processo contará com oficinas ministradas por profissionais, como o dramaturgo, ator e diretor Péricles Anarckos, um dos fundadores do Theatro Fúria, e o palhaço, mímico, ator e diretor Gabriel Guimard, convidado de Porto Alegre (RS).
Podem se inscrever no processo seletivo do CDT Fúria atrizes e atores profissionais, estudantes de teatro, além de artistas das áreas de iluminação e sonoplastia. A seleção acontece em duas etapas: análise de trajetória artística, por meio de currículo ou portfólio, e entrevistas presenciais, no dia 30 de março. O regulamento está disponível em https://www.theatrofuria.com/caixamagica.
Oportunidade de formação e geração de renda
Na primeira etapa do projeto Caixa Mágica 2.0, além da formação de novos talentos, o processo seletivo do CDT Fúria busca ampliar o quadro de profissionais qualificados para o staff do Theatro Fúria, contribuindo para a continuidade e renovação artística do grupo. Na segunda etapa do projeto, será montado um novo espetáculo.
“Os 10 artistas selecionados vão participar de todo o processo formativo para aprender a trabalhar com a linguagem das Marionetas Humanas e atuar dentro da caixa cênica. Dessas 10 pessoas, cinco serão escolhidas com base no comprometimento, interesse e envolvimento nas atividades para integrar o elenco do primeiro espetáculo que vamos montar na Caixa Mágica 2.0, uma versão aprimorada da experiência anterior”, destaca Carolina.
“Já os outros artistas também poderão ser convidados e contratados para futuras produções do grupo, tornando o Centro de Desenvolvimento de Talentos uma oportunidade de formação e geração de renda para artistas de teatro, por meio da circulação dos espetáculos”, complementa a atriz.
Edital da Secel
O edital dispõe de um investimento total de aproximadamente R$ 5,7 milhões. Na categoria Negócio Criativo e/ou Sociocultural, foram inicialmente selecionados 55 projetos, com valores que variam de R$ 35 mil a R$ 150 mil, conforme as subcategorias.
Já no eixo Crescimento Sustentável, que destinou R$ 1,8 milhão para 18 iniciativas, o projeto Caixa Mágica 2.0 foi contemplado com R$ 100 mil, por meio de recursos executados pela Secel.
“O projeto Caixa Mágica 2.0 atua na formação e capacitação de artistas nas artes cênicas dentro de uma metodologia própria e estruturada para o desenvolvimento de novos talentos, ampliando a capacidade de produção de espetáculos e, com isso, gerando produtos e renda para os trabalhadores do segmento, um modelo de negócio pensado para o segmento das artes cênicas e no desenvolvimento e ampliação de capacidade de desenvolvimento do setor por meio da Economia Criativa”, destaca a superintendente de Economia Criativa da Secel-MT, Keiko Okamura.
Theatro Fúria e a Caixa Mágica
A Caixa Mágica é um protótipo cênico criado no ano 2000 pelo Theatro Fúria, desenvolvido inicialmente no contexto do espetáculo ‘Encaixotando Shakespeare’ e apresentado pela primeira formação do grupo – Péricles Anarcos, Giovanni Araújo, Yandra Firmo, Marcelo Valente, Rodrigo Toledo e Eduardo Espíndola -, fundado em 1998. Na época, o coletivo já se destacava ao experimentar linguagens artísticas distintas, com intervenções urbanas, teatro de rua, performances e experimentações cênicas, tornando-se um expoente do cenário teatral de Mato Grosso.
‘Encaixotando Shakespeare’ e a Caixa Mágica tiveram importantes desdobramentos na difusão do trabalho artístico do Theatro Fúria, com circulação por meio de projetos como o Palco Giratório (2003), do SESC, e o Projeto Fúria na Estrada (2004). A difusão levou o grupo a participar de festivais brasileiros e internacionais, consolidando sua atuação em contextos culturais.
Retomada agora com a Caixa Mágica 2.0, a proposta funciona como um dispositivo de experimentação teatral que articula criação cênica, treinamento corporal e pesquisa performática, sendo utilizado em espetáculos, processos pedagógicos e oficinas do grupo. A metodologia envolve exercícios de investigação corporal e criação coletiva a partir da estrutura da caixa, explorando espacialidade, movimento, manipulação de objetos, pesquisa sonora, improvisação e trabalho cooperativo na construção da cena.
Serviço
Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT Fúria) — Projeto Caixa Mágica 2.0
Inscrições (gratuitas): https://forms.gle/6KCubLf4HdJpE7ti6
Período de inscrições: 9 a 27 de março
Etapa de entrevistas: 30 de março
Regulamento: https://www.theatrofuria.com/caixamagica
Período de realização: abril a outubro de 2026
Local: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá
Mais informações: https://www.instagram.com/theatrofuria/
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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