Política MT
Time definido e escalado para 2019
O governador diplomado Mauro Mendes (DEM) completou, no final da tarde desta sexta-feira (28), o anúncio de seu secretariado. Por meio de sua assessoria, informou mais três nomes de seu staff.
O ex-prefeito de Glória D’Oeste, Nilton Borgato (PSD) – que foi assessor no gabinete da Vice-Governadoria na gestão Pedro Taques – assumirá a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec). Já o deputado estadual Silvano Amaral (MDB), que não conseguiu se reeleger, comandará a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).
A Procuradoria Geral do Estado ficará sob a responsabilidade do procurador Francisco de Assis da Silva Lopes.
O anúncio revela que o democrata recuou da ideia de incorporar a Secretaria de Agricultura Familiar à Pasta de Desenvolvimento Econômico, tal como anunciado em novembro passado.
Por outro lado, a Secretaria de Justiça deve ficar como adjunta da Segurança Pública. Já o Turismo, que ficaria sob responsabilidade da Secretaria de Cultura, migra para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
“Todo o time escolhido preenche os requisitos de competência, experiência e conhecimento sobre a área de atuação. E, principalmente, tem vontade de sobra em trabalhar por Mato Grosso e estão conscientes do enorme desafio face a dura realidade financeira do Estado”, afirmou o governador eleito.
Segundo ele, a principal missão dos novos secretários será o de colocar em prática as medidas necessárias para equilibrar as contas do Estado – por meio de uma política de redução de despesas e incremento de receitas – e de melhorar os serviços prestados ao cidadão.
“Foi feito um trabalho minucioso pela nossa equipe de transição, que fez o diagnóstico e apresentou alternativas para os maiores problemas do Estado. Com base nisso, pude escolher as pessoas mais qualificadas para o perfil que cada secretaria exige”, explicou Mauro.
Biografia
Nilton Borgato – Foi secretário municipal em Porto Esperidião de 2001 a 2008 e foi prefeito de Glória D’Oeste de 2009 a 2016. Foi presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde de 2009 a 2012, além de assessor especial da Vice Governadoria.
Silvano Amaral – É deputado estadual. Na Assembleia, é membro titular da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CEFAEO), membro também das comissões de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto; Saúde Previdência e Assistência Social; Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária e Indústria, Comércio e Turismo. Também foi secretário de Finanças e de Governo em Sinop.
Francisco de Assis da Silva Lopes – É formado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, de Presidente Prudente (SP). Vive em Cuiabá há 30 anos e atua desde 2002 na Procuradoria Geral do Estado.
Veja a relação dos secretários:
1 – Alexandre Bustamante (Segurança, Justiça e Direitos Humanos)
2 – Allan Kardec (Cultura, Esportes e Lazer)
3 – Basílio Bezerra Guimarães dos Santos (Secretaria de Gestão e Planejamento)
4 – Cesar Miranda Lima (Desenvolvimento Econômico)
5 – Emerson Hayashida (Controladoria Geral do Estado)
6 – Francisco de Assis da Silva Lopes (Procuradoria Geral do Estado)
7 – Gilberto Figueiredo (Saúde)
8 – Marcelo de Oliveira, o Marcelo Padeiro (Infraestrutura)
9 – Marioneide Angelica Kliemaschewsk (Educação)
10 – Mauren Lazaretti (Meio Ambiente)
11 – Mauro Carvalho (Casa Civil)
12 – Nilton Borgato (Ciência, Tecnologia e Inovação)
13 – Rogério Gallo (Fazenda)
14 – Rosamaria Ferreira de Carvalho (Trabalho e Assistência Social)
15 – Silvano Amaral (Agricultura Familiar)
Da redação com Midia News
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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