Saúde
Tomar vitaminas sem orientação médica pode fazer mal?
Uso indiscriminado de suplementos pode causar intoxicações e outros efeitos colaterais graves, alerta especialista

Foto- Assessoria
Sem dúvidas você já ouviu falar que vitaminas são essenciais para a nossa saúde. E é verdade. Elas ajudam o corpo a funcionar da forma correta, fortalecendo o sistema imunológico e mantendo a energia em dia. Mas será que é seguro sair tomando vitaminas à vontade, sem falar com um médico primeiro? Muitas pessoas têm adotado a prática de comprar suplementos vitamínicos sem consultar um profissional de saúde. A ideia de que “mais é melhor” pode parecer tentadora, mas essa atitude pode trazer riscos sérios.
Existem substâncias muito importantes que o organismo não consegue produzir sozinho. Por isso, as vitaminas, que são externas ao corpo, cumprem a função de suprir essa necessidade. E sim, você precisa de 13 vitaminas. Primeiro vêm as nove vitaminas solúveis em água, que incluem a vitamina C e as do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12). E depois vêm as quatro vitaminas lipossolúveis (que não se diluem na água), ou seja, as vitaminas A, E, K e D.
Por meio da alimentação vegetal, dá para consumir a maioria das vitaminas que o nosso corpo precisa. Mas, de acordo com a professora do curso de Farmácia da Estácio, Elisângella Mota, existe uma exceção: a vitamina B12. “Essa vitamina está presente em alimentos de origem animal. Por este motivo, as dietas veganas devem ser complementadas por esta vitamina na forma de suplemento nutricional”, afirma.
Mas e quando se exagera na ingestão de vitaminas? Esse uso indiscriminado tem nome: a hipervitaminose, que gera intoxicação no organismo. “Isso pode acontecer por tomar suplementos vitamínicos sem indicação médica. Os sintomas variam de acordo com o tipo de vitamina em excesso e podem incluir náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, fraqueza, aumento da pressão arterial, dor nos ossos, pedras nos rins, insuficiência renal, queda de cabelo, lábios rachados e pele seca”, explica a professora.
Ficou curioso para saber o que cada vitamina em excesso causa? Elisângela cita alguns exemplos. “A intoxicação por vitamina A pode ser aguda ou crônica. A maioria das pessoas se recupera completamente quando para de tomar suplementos de vitamina A. A hipervitaminose D pode causar problemas neuropsiquiátricos, gastrintestinais, cardiovasculares e renais. Já a hipervitaminose C pode provocar diarreia e a formação de cálculos urinários e a hipervitaminose E pode propiciar hemorragias”, destaca.
Por isso, da próxima vez que pensar em comprar, por conta própria, aquelas vitaminas que “todo mundo fala”, lembre-se: a orientação médica é fundamental. “Antes de começar a tomar qualquer tipo de vitamina, o ideal é conversar com um médico ou nutricionista. Eles podem fazer exames e indicar quais nutrientes você realmente precisa. Afinal, cada corpo é único e tem suas próprias necessidades”, finaliza a farmacêutica.
Saúde
Pré-treino sem suplementos? Especialistas indicam opções naturais e eficazes

Foto- Pexels
Quem pratica atividade física provavelmente já ouviu falar em pré-treino. A expressão costuma remeter a suplementos industrializados para energia imediata. Mas a ciência mostra que, na prática, o conceito consiste em fornecer combustível adequado ao corpo antes de realizar determinado exercício.
O maior objetivo da alimentação pré-treino é permitir que a gente consiga fazer o exercício sem ter nenhuma intercorrência, como mal-estar, náusea, desmaio, ou que tenha que parar o exercício antes.
O pré-treino vem para dar condições energéticas para realizar o exercício que foi programado e obter os maiores benefícios completos que a gente quer daquela sessão de atividades. Para uma competição, o pré-treino é uma questão muito delicada, ele que vai oferecer energia durante o exercício.
O estudo “Bananas como fonte de energia durante o exercício”, publicado em 2012 na revista científica PLOS ONE, comparou o consumo de bananas com o de uma bebida esportiva com 6% de carboidratos durante uma prova de ciclismo de 75 km.
A pesquisa concluiu que o desempenho dos atletas foi semelhante nos dois grupos, indicando que a banana pode fornecer energia equivalente à de bebidas esportivas comerciais. Além disso, a fruta apresentou vantagem por conter antioxidantes naturais. O estudo reforça que alimentos acessíveis e naturais podem desempenhar papel estratégico no rendimento físico.
Como o pré-treino funciona no organismo?
A diretriz brasileira para atletas e praticantes de atividade física, que foi publicada no ano passado pela Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), aponta que o carboidrato é o nutriente mais importante para garantir o aporte energético necessário para realização de atividades físicas. Do ponto de vista fisiológico, a ingestão de carboidratos antes do exercício está associada à melhora do desempenho, especialmente em atividades de média e longa duração.
A revisão “Carboidratos e Exercício de Resistência”, publicada em 2023, na revista Nutrients, prioriza alimentos naturais antes de suplementos. O estudo analisa evidências sobre o uso de fontes naturais de carboidrato, como frutas, cereais e tubérculos, e conclui que esses alimentos para treinar podem oferecer energia adequada para o desempenho esportivo, além de fornecer vitaminas, minerais e compostos bioativos que não estão presentes em fórmulas isoladas. Enquanto os suplementos industrializados podem provocar efeitos colaterais como insônia, ansiedade, taquicardia e desconforto gastrointestinal.
Especialistas destacam que alimentos simples do dia a dia podem funcionar bem como pré-treino. A prioridade costuma ser por fontes de carboidrato de fácil digestão, que ajudam a fornecer energia rápida ao organismo.
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Banana com aveia: A banana fornece carboidratos de rápida absorção, enquanto a aveia contribui com liberação mais gradual de energia. A combinação pode ajudar a manter níveis estáveis de glicose durante o exercício.
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Banana com pequena porção de doce de leite: A fruta combinada com um doce simples fornece carboidratos rapidamente disponíveis, podendo ser útil especialmente antes de treinos intensos ou realizados com pouco tempo desde a última refeição. A quantidade do doce deve ser moderada.
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Pão ou torrada com mel ou geleia: Opção prática e de fácil digestão. Os carboidratos simples do mel ou da geleia ajudam a elevar rapidamente a glicemia e podem fornecer energia imediata antes da atividade física.
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Iogurte natural com frutas e aveia: A mistura reúne carboidratos das frutas e da aveia com uma pequena quantidade de proteína do iogurte, combinação que pode favorecer energia e saciedade em treinos mais longos.
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Pão com ricota: O pão fornece carboidratos de absorção moderada, enquanto a ricota acrescenta proteína leve, ajudando a manter energia estável ao longo do exercício.
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Tapioca com ovo mexido: A tapioca é fonte de carboidrato de rápida digestão e o ovo fornece proteína, combinação que pode ajudar na sustentação energética durante o treino.
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Batata-doce, batata inglesa, mandioca ou mandioquinha cozidas: Esses alimentos são ricos em carboidratos e podem fornecer energia gradual, sendo boas opções para treinos mais longos ou quando há maior intervalo entre a refeição e o exercício.
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Suco de frutas natural ou água de coco: Bebidas naturais também podem funcionar como pré-treino leve. Sucos preparados apenas com a fruta e diluídos em água, sem adição de açúcar, ou a água de coco fornecem carboidratos e ajudam na hidratação.
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Frutas com doces naturais, como goiabada, doce de banana ou rapadura: Doces tradicionais podem fornecer carboidratos de rápida digestão e costumam ter boa tolerância gástrica, o que pode facilitar o consumo antes da prática de exercícios.
Especialistas explicam que um bom pré-treino pode ser feito com a alimentação habitual, desde que priorize carboidratos em quantidade adequada. A escolha dos alimentos deve considerar fatores como o tipo de exercício, intensidade e duração do treino, além do tempo disponível entre a refeição e a atividade física.
Saúde
Gripes, resfriados, alergias e acúmulo de água estão entre as causas da otite
A Dra. Bárbara Salgueiro alerta que é importante nunca adotar soluções caseiras e lembra que em alguns casos, a dor de ouvido pode ser um reflexo de problemas na garganta, dentes ou até coluna
Gripes, resfriados e alergias são os principais gatilhos para a otite média aguda, um tipo de dor ouvido caracterizada por inflamação ou infecção súbita na região atrás do tímpano. Ela acontece porque ouvido, nariz e garganta são interligados por um canal chamado tuba auditiva. Quando se acumulam, as secreções bloqueiam esse canal causando forte pressão e dor.
“Essa é uma complicação bastante comum em bebês e crianças, principalmente porque nos primeiros anos de vida a tuba auditiva é mais curta e horizontal, o que facilita o acúmulo de secreções. Além disso, o fato de terem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento torna as crianças mais suscetíveis que os adultos a infecções de ouvido”, explica a Dra. Bárbara Salgueiro, otorrinolaringologista do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.
Outro tipo de dor de ouvido é a otite externa, também conhecida como “ouvido de nadador”, que se caracteriza pela infecção da pele do canal auditivo externo. “Ela costuma ser causada pela retenção da água após nadar ou tomar banho de forma prolongada, sendo que essa umidade cria um ambiente propício para fungos e infecções. Outro fator de risco é a manipulação do ouvido com os dedos ou objetos, como hastes flexíveis”, complementa a médica.
Nas crianças pequenas as otites podem ser mais difíceis de serem percebidas, por isso é fundamental os pais ficarem atentos aos sinais. Alguns deles são: febre acompanhada de congestão nasal e coriza, mãos constantemente na orelha, choro, irritação, dificuldade para dormir e recusa de alimentos. Nos casos mais avançados, pode sair secreção do ouvido. Em adultos, apesar de a dor ser um sintoma importante, é preciso investigar. Em algumas situações, a causa da inflamação pode estar em outro local.
“Este fenômeno é chamado de otalgia referida e pode indicar problemas na garganta, dentes, articulação temporomandibular (que liga a mandíbula ao crânio), musculatura cervical e até alterações na coluna. Isso ocorre porque o ouvido compartilha vias nervosas com estruturas próximas. A pessoa sente uma dor secundária, que tem sua origem em outra parte do corpo. Nesses casos é preciso tratar a causa. Por exemplo, indicar antibióticos, se a pessoa estiver com uma infecção de garganta”, esclarece a otorrinolaringologista.
A otite só é corretamente diagnosticada por meio da otoscopia, um exame minucioso dos ouvidos realizado pelo otorrinolaringologista, médico capacitado para orientar sobre o melhor tratamento e as medidas de prevenção.
De acordo com a Dra. Bárbara Salgueiro, “em caso de dor de ouvido, é essencial nunca adotar soluções caseiras, como introduzir azeite, alho, leite materno ou vinagre no canal auditivo. Além do risco de agravar a infecção, podem ocorrer reações alérgicas, queimaduras e até perda auditiva permanente, especialmente se houver perfuração do tímpano”.
A recomendação da especialista é utilizar somente analgésicos comuns, desde que não haja histórico de alergia aos componentes da medicação, e realizar compressas mornas na região do ouvido. Se o quadro persistir, é fundamental consultar um especialista e seguir corretamente o tratamento.
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