Mato Grosso
Três Batalhões da PM têm novos comandantes em Cuiabá
Os novos comandantes dos 1º, 9º e 10º Batalhões de Polícia Militar assumiram seus postos na manhã desta terça-feira (22.01). A cerimônia foi realizada no pátio do 1º Batalhão de Polícia Militar, na Avenida 15 de Novembro, em Cuiabá, com a presença do comandante-geral da PM-MT, coronel Jonildo José de Assis.
Os três batalhões serão comandados pelos tenentes-coronéis Marcos Antônio Guimarães (1º), Juliano Paulo de Athayde (9º) e Gilcimar Mendes Correa (10º).
O coronel Assis destacou a importância da solenidade e agradeceu aos políciais que deixam os comandos . “Deixo meus sinceros agradecimentos. Sintam-se elogiados por estarem sendo substituídos por colegas. Cada um dos senhores ajudou a construir um pouco da história da corporação”.
Aos que assumiram, Assis frisou sobre a responsabilidade e o desafio da nova função. “Todos estamos contando com o empenho e a determinação de cada um dos senhores, para conduzir da melhor forma possível as ações das unidades policiais”, pontuou. Ele também pediu que os comandantes se preocupem com a tropa, que a mantenham sempre motivada, pois os policiais são os principais responsáveis pelo controle dos índices criminais.
O tenente-coronel Guimarães destacou que irá honrar a missão e a responsabilidade depositada nele. Entre suas principais funções e cargos desempenhados desde o início na carreira militar estão de comandante da 1ª Companhia de Chapada dos Guimarães, 3ª Cia de Santo Antônio de Leverger e dos 24º e 10º batalhões.
Agora à frente do 9º BPM, o tenente-coronel Juliano afirmou que assume com disposição e conhecimento da responsabilidade que terá na nova missão. Entre as funções de comando que ocupou antes estão: comandante da 5º Cia 2ª BPM, com sede em São Félix do Araguaia; da 3ª Cia Independente de Poconé; da Cia Centro, de chefe da Agência Regional de Inteligência do 2º Comando Regional, e subcomandante do 4º Batalhão de Várzea Grande, além de subcomandante do Batalhão de Proteção Ambiental.
Ao assumir o 10º BPM, o tenente-coronel Gilcimar reforçou que irá manter o bom desempenho do batalhão. “Missão dada é missão cumprida”. Em seu currículo já comandou a 1ª Cia PM Centro, respondeu pelo Comando do 1º BPM e foi comandante da 4ª Cia PM UFMT. Retornou como comandante da 1ª Cia PM Centro e foi subcomandante da 1º CIPM de Chapada dos Guimarães.
Despedida
O tenente-coronel Fábio Luiz Bastos, que deixa o comando do 1º BPM, destacou a missão de servir e proteger associada às ações de repressão. Agradeceu de forma coletiva a cada policial durante o período que esteve no comando. ”Foi uma honra trabalhar com vocês, pois independente do grau de responsabilidade responderam à altura e nos levaram a uma boa produtividade. Vocês são policiais disciplinados e me ajudaram muito na tomada de decisões”.
Já o tenente-coronel Guimarães, que deixou o 9º BPM, lembrou os 14 anos de atividades do Batalhão com a atribuição de atuar em toda região Sul de Cuiabá. “Em quase dois anos a frente do batalhão comandei pessoas de alto profissionalismo. Foi uma missão prazerosa. Fui apenas um instrumento que mostrou o caminho e tomou decisões com saúde e sabedoria. Muito obrigado pela confiança”, disse.
Finalizando, o tenente-coronel Waldemir Soares Paraense Sobrinho, que deixou o comando do 10º BPM, destacou a parceria com as líderes e conselheiros comunitários e representantes das comunidades rurais da área de atuação da unidade militar.
“Agradeço ao excelente trabalho desempenhado pelos policiais, homens e mulheres, oficias e praças, que estiverem sob o meu comando. Foi uma experiência única e satisfatória”, concluiu.
Participaram da solenidade oficiais da corporação, presidente do Detran, Gustavo Reis; diretor de interiorização da Politec, Marcos Contel; representando o delegado-geral da PJC, delegado Gianmarco Paccola Capoani; diretor metropolitano de criminalística da PJC, Emivan Batista, além de lideres comunitários, representantes de Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs) e familiares dos militares.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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