Mato Grosso
Tribunal de Contas emitiu, em 2019, 84 Termos de Alerta de LRF a municípios
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| Secretário da Secex de Receita e Governo do TCE-MT, Joel Bino do Nascimento. |
Desde o início de 2019, o Tribunal de Contas de Mato Grosso já emitiu 84 Termos de Alerta para municípios que ultrapassaram limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. O primeiro alerta é dado quando o município compromete 48,6% da sua Receita Corrente Líquida com pagamento de pessoal. Outro alerta é emitido quando o gestor compromete mais de 51,3% da sua RCL com a folha, ultrapassando o limite prudencial. Há ainda o alerta de limite máximo, quando o gestor ultrapassa 54% da RCL com despesa com pessoal. Nos dois últimos casos, os gestores sofrem impedimentos pela LRF, que vão desde a supensão de novas contratações e pagamentos de horas extras, até demissão de servidores efetivos.
Até o ano passado, os alertas eram feitos de forma eletrônica, de acordo com as informações inseridas pelos gestores no sistema Aplic. Mas a partir do terceiro quadrimestre de 2018, com a especialização das Secretarias de Controle Externo do TCE-MT, o acompanhamento passou a ser manual e sob a responsabilidade da Secex de Receita e Governo do Tribunal de Contas, com base nas informações do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) de cada município, enviado à Secretaria do Tesouro Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
A principal vantagem com a mudança, de acordo com o secretário da Secex de Receita e Governo do TCE-MT, Joel Bino do Nascimento, é que antes os alertas eram automáticos, e ocorriam sem conferência da equipe técnica ou conhecimento do relator das contas. Outro problema era que o sistema Aplic registra um atraso significativo na atualização de dados, o que impedia o envio de alertas, não em função da situação estar regular, mas apenas porque os gestores não mandavam as informações ao Tribunal em tempo hábil.
O secretário explica que o acompanhamento do gasto com pessoal dos fiscalizados é uma obrigação legal do Tribunal de Contas, e que os alertas também servem para chamar a atenção dos gestores para essa despesa, que por ter caráter continuado, é difícil ser reduzida. Isso além das consequências legais de ultrapassar o limite máximo da LRF, que pode resultar em impedimento de obter créditos, reprovação das contas do gestor e até na sua inelegibilidade.
Limites da LRF
Dos 84 Termos de Alerta emitidos pelo Tribunal de Contas em 2019, oito foram para quatro municípios que ultrapassaram no primeiro e no segundo quadrimestres de 2019 o limite máximo da LRF com despesa com pessoal, de 54% da Receita Corrente Líquida. São eles: Pedra Preta, Denise, Alta Floresta e Juara.
Municípios menores, que possuem menos de 50 mil habitantes, têm a opção de prestarem contas semestrais e não quadrimestrais. Desses, ultrapassaram o limite máximo da LRF, no primeiro semestre de 2019, os municípios de São José do Rio Claro e Paranatinga.
Outros sete municípios desrespeitaram o limite prudencial da LRF, de 51,3% da RCL, tanto no primeiro quanto no segundo quadrimestre de 2019. São eles: Campos de Júlio, Nobres, Barra do Bugres, Barão de Melgaço, Cuiabá, Guarantã do Norte e Porto dos Gaúchos.
Os municípios que ultrapassaram o limite prudencial apenas no primeiro quadrimestre foram Aripuanã, Planalto da Serra, Juína e Serra Nova Dourada. Já no segundo quadrimestre, esse limite foi ultrapassado por Arenápolis, Cáceres, Brasnorte e Nova Nazaré. No primeiro semestre de 2019, o limite prudencial foi ultrapassado por Jaciara, Conquista D’Oeste, Nova Lacerda, Comodoro, Itiquira e Terra Nova do Norte.
O limite de alerta, de 48,6, foi ultrapassado nos dois primeiros quadrimestres pelos municípios de São José dos Quatro Marcos, Canarana, Rio Branco, Campinápolis, Várzea Grande e Colniza. Ultrapassaram o limite de alerta em pelo menos um dos dois quadrimestres, os seguintes municípios: Araguainha, Aripuanã, Diamantino, Araguaiana, Novo Santo Antonio, Tangará da Serra, Arenápolis, Cáceres, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Planalto da Serra, Sorriso, Água Boa, Alto Paraguai, Nova Olímpia e São José do Xingú.
Dos municípios que prestam contas semestralmente, ultrapassaram o limite de alerta os seguintes: Cotriguaçu, Nova Canaã do Norte, Nova Ubiratã, Carlinda, Nova Xavantina, Novo Mundo, Colíder, Guiratinga, Nova Monte Verde, Tesouro, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Santa Helena, Porto Esperidião, Porto Estrela, Vila Bela da Santíssima Trindade e Curvelândia.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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