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Mato Grosso

Unidade de conservação já garantiu R$ 22 milhões em ICMS Ecológico

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Desde a criação do Parque Estadual do Araguaia, o município de Novo Santo Antônio (1.200 km da capital) já recebeu R$ 22 milhões em ICMS Ecológico, representando 60% da arrecadação de R$ 37 milhões. Durante audiência pública na Câmara Municipal, o coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alexandre Batistella, explicou à população sobre a importância da manutenção da unidade de conservação que sofre pressões para sua ocupação e uso indevido e em desrespeito à legislação. Além de conservação uma das mais ricas biodiversidades de Mato Grosso, o parque representa viabilidade econômica para a cidade e seus cerca de 2,4 mil habitantes.

A audiência realizada na sexta-feira (27) pelo deputado estadual Baiano Filho a pedido de um grupo de pelo menos 50 famílias que vivem dentro do parque e que se reuniu em uma associação para fazer exigências à Sema: reelaboração dos estudos que tipificaram o tipo de unidade de conservação, já que eles não concordam com as regras da categoria de proteção integral, novo plano de manejo, sob a acusação de a Sema ter realizado esses projetos sem ouvir os moradores, extinção de multas e autos de infração aplicados, entre eles, por construções indevidas, caça de animais silvestres e pesca depredatória dentro da unidade conservação, devolução de materiais e apetrechos apreendidos, entre eles, de pesca. A pressão para a ocupação já provocou inúmeros conflitos, que culminaram na morte de um funcionário da Sema por um dos posseiros há cerca de cinco anos.

Recentemente, um promotor federal também reconheceu que havia um quilombo na área anterior a criação do parque, em 2001, e a Sema está auxiliando a Fundação Palmares e outras instituições federais na busca de informações para confirmar a veracidade dos fatos. Mas conforme Batistella, essa descoberta está gerando mais pressão para o uso indevido da área em descumprimento da lei, que impõe que uma unidade de conservação nesta categoria não pode ter uso direto e individual. “Ela é um patrimônio da sociedade, com finalidade turística, de estudos, educação ambiental e manutenção da biodiversidade, justamente por ser um berço de diversas espécies importantes e em extinção, como o peixe pirarucu e a tartaruga da Amazônia”.

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O deputado Baiano Filho ressaltou que a proposta da audiência era encontrar uma solução pacífica e responsável para o problema que se arrasta há mais de 10 anos, reunindo esforços de todos os atores envolvidos, empresários, proprietários, posseiros, quilombolas, autoridades municipais e órgão ambiental. “Não tem como acabar com o parque? Não, não tem. Depois de tudo que nos foi colocado ficou claro que essa não é uma alternativa viável, porque seria uma perda muito grande, mas estamos aqui para mediar os conflitos e buscar melhores alternativas”.

Na avaliação do prefeito Eduardo Penno, que reconheceu a importância do ICMS Ecológico para a manutenção dos serviços municipais, seria importante refazer os estudos para tentar uma nova solução mudando a legislação atual para outra que permita a manutenção das famílias na área do parque e ao mesmo tempo a conservação ambiental sem a perca dos recursos. “Será que a Sema poderia abrir a porta para esta discussão? Nós queremos encontrar uma maneira de apaziguar o conflito, um modo sustentável e possível”. Outro vereador, Antônio Fernandes, disse que o povo é mais importante que o parque. “Acaba com o parque e deixa o povo”, reivindicou.

Ouvindo a população

Alexandre Batistella frisou a importância de ouvir todas as demandas e reclamações da população, para poder explicar posteriormente de forma realista, sem ‘vender fantasias’, o que é possível o Governo do Estado fazer e o que não é, do ponto de vista da legalidade. Essa é a quinta vez que o órgão ambiental participa de uma reunião para amenizar conflitos.

No entanto, o representante da associação dos moradores da área, Raimundo Aguiar Silva, reclamou da truculência da fiscalização, também acusou a Sema de não respeitar o direito de propriedade. “A gente não pode ser tratado assim”. Também reclamou Cândido Amorim, da recém-criada associação de quilombolas do Araguaia que quer entrar com a os filhos, netos e bisnetos na área para construir suas casas, mas têm sido impedidos pela Sema. O presidente da Câmara Municipal, José Suvela, pediu a reelaboração da lei que criou o parque ou a mudança dela. “O parque não é um extraterrestre, não pode ficar isolado”.

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Mas o coordenador explicou que em uma unidade de proteção integral é vedada qualquer utilização direta e individual, neste caso o direito da sociedade sobrepõe o direito das famílias, mesmo os quilombolas que representam cultura tradicional deverão ser realocados em outro espaço, a partir da implantação do plano de manejo que já está pronto.

Crimes ambientais

O Parque Estadual do Araguaia é uma das maiores unidades de conservação de Mato Grosso, com 230 mil hectares. Uma operação conjunta entre Sema e outros parceiros a pedido do Ministério Público Federal (MPF) foi realizada entre os dias 3 e 10 de outubro, resultando em 20 atuações por diversas irregularidades. Entre os crimes estão: construções ilegais, criação de gado não permitida, pesca e caça de animais silvestres dentro do espaço de preservação ambiental. As multas totalizaram R$ 1,4 milhão.

Durante monitoramento em diversos pontos do parque, as equipes apreenderam: dois barcos de alumínio com motor, dois motores estacionários (de luz), duas armas de fogo, tralha de pesca, carne de caça (de jaguatirica) e diversos produtos oriundos da fauna, como chifres de veado, dentes de onça e cascos de tartarugas. Algumas das espécies estão na lista vermelha de extinção, como onça e tartaruga da Amazônia.

A fiscalização envolveu um total de 25 pessoas, entre técnicos do órgão ambiental, da Polícia Militar, do comando regional de Água Boa, Polícia Civil de Novo Santo Antônio e da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Aliança da Terra, que realizaram a retirada de 1,8 mil mourões de cerca, que continham 1,6 mil lascas sem nota fiscal, ou seja, de procedência irregular, e outras 750 lascas extraídas ilegalmente de dentro do parque. “A construção sem autorização do órgão ambiental e com ampliação das pastagens destoa do argumento de pecuária de subsistência”.

Conflito

O técnico de Meio Ambiente da Sema, Nicola Leventi, explica que a secretaria fez um levantamento ocupacional naquela área no ano de 2000. Na ocasião, os proprietários que tinham terras dentro da área foram notificados de que a criação de gado não poderia ser ampliada, nem novas construções realizadas, apenas seriam mantidas ou reformadas aquelas que já existiam. No entanto, com as restrições, muitas dessas pessoas que detêm os títulos das terras passaram a propriedade para posseiros, que foram notificados entre os anos 2009 e 2014 a retirar o rebanho bovino, além disso, tiveram as propriedades embargadas. Atualmente cerca de 50 família, a maioria de posseiros está nessa situação irregular e faz pressão para a Sema liberar a permanência. “Já se chegou a um limite administrativo, notificamos, embargamos, autuamos, agora o próximo passo é por via judicial”.

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Parque Araguaia

Em razão da importância de manutenção da biodiversidade encontrada no parque, a Sema realizou o plano de manejo, publicado por meio da Portaria nº 152, em 11 de dezembro de 2008, que reuniu estudos de profissionais e doutores de diversos campos de atuação, entre eles, do meio físico, vegetação, ictiofauna (aquático), herpetofauna (anfíbio e répteis), avifauna, matofauna (mamíferos) e de socioeconomia. Devido ao encontro entre os rios Araguaia e das Mores, formando o ‘Pantanal do Araguaia’, que durante o período de chuvas permanece meses alagado, as águas servem de berçário a diversas espécies de animais, entre elas, o peixe pirarucu, que está em extinção “Em razão disso, não se pode plantar agricultura de exploração, bem como desenvolver criação de gado bovino, galinha, porco ou cavalo, porque eles deterioram as nascentes dos rios e outras degradações ambientais que prejudicam a fauna e flora silvestre”, pontua Batistella.

A criação da unidade ocorreu por meio da Lei. nº 7.517, de 28 de setembro de 2001, e também da Lei nº 8.458, de janeiro de 2006. Fica no município de Novo Santo Antônio (1.063 km a Nordeste da capital). A vegetação predominante é Cerrado. O plano de manejo pode ser acessado na página da Sema: www.sema.mt.gov.br  (biodiversidade/ unidades de conservação/unidades estaduais/ plano de manejo em PDF).

Mato Grosso

Defensoria atua para evitar despejo de 160 famílias em área de mais de 6,4 mil hectares em MT

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Foto- Assessoria

Na última segunda-feira (6), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) participou de uma visita técnica a uma área de conflito fundiário coletivo rural no município de União do Sul (a 630 km de Cuiabá).

O caso envolve a disputa de mais de 6,4 mil hectares na região conhecida como Fazendas União I e II, ou Gleba Macaco. No local, também chamado de Comunidade Nova Conquista, um levantamento identificou 160 famílias residentes, mapeando 78 pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.

A transformação na vida dessas famílias ganha contornos reais nas palavras de quem vive a disputa diariamente. Para a produtora rural Ruth Francisco da Silva, de 53 anos, a atuação da instituição foi um divisor de águas.

“Antes da Defensoria, ninguém nos enxergava. Nós éramos vistos como grileiros. Hoje, somos vistos como cidadãos que correm atrás dos seus direitos. A Defensoria nos deu voz, posição e acolhimento”, revelou.

O processo de reintegração de posse tramita desde 2013 e, atualmente, está em fase de cumprimento de sentença. A DPEMT assumiu a função de custos vulnerabilis (guardiã dos vulneráveis), representando os moradores, e solicitou a suspensão do despejo por 90 dias.

O objetivo é garantir tempo hábil para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) analise a área e verifique a viabilidade de desapropriação para o Programa de Reforma Agrária, já que o próprio órgão confirmou se tratar de área pública da União.

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Ruth destaca que a Defensoria traduziu a realidade da comunidade para os tribunais. “Se for para falar de trabalho, vamos saber falar do trabalho da roça com excelência. Porém, somos leigos em leis. A Defensoria falou por nós o que não sabíamos falar e fez o trabalho com imenso profissionalismo”, afirmou a produtora, celebrando os resultados concretos.

“Hoje, 4.100 hectares são de assentados. Não somos mais vistos como grileiros, mas como assentados da reforma agrária. E a Defensoria continua brigando por nós. Da nossa parte, é só gratidão”, ressaltou.

De acordo com a defensora pública Aline Carvalho Coelho, do Núcleo Estadual Especializado em Conflitos Fundiários, a diligência no local é essencial para assegurar a prestação de assistência jurídica integral.

“A Defensoria busca dar suporte para realizar o direito à moradia nos termos constitucionais, sempre em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana. Trata-se de um assentamento que existe há mais de 20 anos, aguardando a formalização dos lotes”, explicou.

A resolução do conflito tornou-se ainda mais urgente após a Prefeitura de União do Sul declarar incapacidade absoluta de realocar as famílias desapossadas, alegando falta de programa habitacional, estrutura e recursos financeiros.

A vistoria de campo foi conduzida pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Poder Judiciário de Mato Grosso, com início na comarca de Cláudia, e contou com a mobilização do Ministério Público Estadual, Município, Incra e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

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Mato Grosso

Projeto Conhecendo o Artesão recebe produtora de colares, brincos e cesteiras a partir de sementes naturais

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Cleonice Monzilar é artesã há pelo menos 40 anos e estará presente neste sábado (11) a partir das 7h30 no Sesc Arsenal
Por meio do conhecimento de diversas sementes, de diferentes cores e texturas nasceu a prática de transformá-las em colares, brincos e outros itens, produzidos pela artesã indígena Cleonice Monzilar. Ela estará presente no projeto Conhecendo o Artesão deste sábado (11), a partir das 7h30 no Sesc Arsenal.
Artesã a cerca de 40 anos, Cleonice contou que começou produzindo brincos de semente e tecendo cestos, ofício que aprendeu com a avó. Em seguida, foi a vez da mãe ensiná-la a fazer os abanadores e, com o tempo, aprendeu por si a fazer os colares.
“Eu coletava sementes com meu pai. Conheci várias sementes do mato, que achava bonita, com duas cores, tipo a olho de cabra, que o pessoal conhece como ‘tento’, a saboneteira também, que é grandona, e tem a do buriti. E assim fui criando minhas novidades”, explicou.
Cleonice trabalha com artesanato desde os 12 anos, a prática foi ensinada por seus familiares do povo indígena Umutina e é repassada por gerações.
Além de conhecer sobre a trajetória e o trabalho de Cleonice, os visitantes também poderão desfrutar do tradicional “café no jardim”, com opções acessíveis, tornando a visita uma experiência completa de cultura, gastronomia e arte.
O projeto Conhecendo o Artesão amplia a experiência cultural dos visitantes aproximando o público dos artesãos locais valorizando e fortalecendo os saberes tradicionais artesanais de Mato Grosso enquanto manifestação cultural, preservando assim a história.
SERVIÇO – Conhecendo o Artesão com Cleonice Monzilar
Data: 11/07 (Sábado)
Horário: 7h30
Local: Sesc Arsenal
Sobre o Sesc-MT
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e seis unidades móveis que circulam pelos municípios do interior. O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário Sebastião Gonçalves. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Defensoria implementa protocolo nacional para atendimento aos familiares de pessoas desaparecidas

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Foto-Assessoria

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) irá implementar o protocolo nacional que estabelece parâmetros mínimos de acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento interdisciplinar em atenção aos familiares de pessoas desaparecidas em todo o estado. O documento foi aprovado durante o IV Encontro Sobre Aspectos Jurídicos do Desaparecimento de Pessoas que aconteceu nesta quarta e quinta-feira (8 e 9), em Fortaleza (CE).

O Encontro foi realizado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Gerais (CONDEGE) em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPECE). Ao longo dos dois dias defensores públicos, representantes do Poder Judiciário, dos Ministérios coordenadores da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério dos Direitos Humanos se reuniram para discutir os impactos do desaparecimento de pessoas nas famílias que sofrem de forma indireta.

“A Defensoria Pública de Mato Grosso está presente neste evento que discute pautas importantes que vão ao encontro das demandas do nosso estado. Somente no ano passado, o estado de Mato Grosso registrou 2.112 pessoas desaparecidas, de acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por esta razão é de extrema importância implantar este protocolo que estabelece parâmetros de atendimento, acolhimento e procedimento que devem ser seguidos pela Defensoria Pública em todo o Brasil”, afirma a defensora pública-geral, Luziane Castro.

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O protocolo foi elaborado ao longo dos últimos meses por um grupo de trabalho formado por defensoras e defensores públicos, além de psicólogos e da equipe técnica do CICV. A proposta é assegurar que familiares de pessoas desaparecidas recebam atendimento integral, uniforme e humanizado, independentemente da unidade da Federação onde residam.   Somente no ano de 2025, o Brasil registrou um total de 84.760 pessoas desaparecidas, o equivalente a 232 casos por dia. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o número representa um aumento de 4,51% em relação ao ano de 2024.

Como explica a defensora pública Elianeth Nazário, o protocolo que será adotado pela DPEMT cria uma espécie de “rede de atendimento” que auxiliará a Defensoria Pública brasileira.

“O Protocolo, em seu aspecto geral, vai traçar diretrizes gerais de como a Defensoria Pública dos Estados devem trabalhar. Isso é muito importante porque muitas vezes as famílias das pessoas desaparecidas são obrigadas a mudar para outros estados. Ou seja, vamos supor que a família seja atendida primeiramente pela Defensoria de Mato Grosso. Nós daremos início ao acolhimento. Quando elas se mudarem para outro estado, a Defensoria deste local já terá uma diretriz, um norte, a ser seguido para continuar com este acolhimento”, diz a defensora.

O documento já foi aprovado pelas Comissões do Condege e passará por votação do Pleno da instituição, para então ser publicado em Diário Oficial.

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