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Veja Lista; Divulgado nomes de 359 pessoas presas por atos de ‘vandalismo’ em Brasília

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FOTO: EVARISTO SA / AFP

Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal divulgou uma lista com nomes de 359 pessoas presas por atos de terrorismo praticados na Praça dos Três Poderes em Brasília no domingo (8).

Segundo informe da Seape, atualizado na tarde desta terça-feira (10), a divulgação dos nomes atende a decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

A divulgação pública dos nomes, segundo a Seape, se dá pelo fato de que o volume de prisões foi muito alto. E, por conta disso, não seria possível as unidades prisionais realizarem as comunicações de forma individual.

“Dessa forma, será mantida lista atualizada das pessoas transferidas para o Sistema Prisional, a fim de possibilitar o acesso de familiares e advogados a elas”, diz trecho do comunicado.

Conforme noticiado pela reportagem, os atos terroristas foram deflagrados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo em diversas casas dos Poderes nacionais na Capital federal.

Imagens de mato-grossenses que participaram dos atos terroristas têm surgido nas redes sociais em um esforço de internautas para identificar os participantes.

De Mato Grosso, empresários, pastores, produtor rural e até delegado aposentado estão entre os envolvidos.

Confira lista completa divulgada pela Seape a seguir:

Adalgiza Maria Dourado
Adalto Da Silva Araujo
Aecio Lucio Costa Pereira
Aldir Arruda Lins
Alessandra Cristiane Dos Santos Nascimento
Alessandra Faria Rondon
Alethea Verusca Soares
Alexandre Machado Nunes
Alice Nascimento Dos Santos
Ana Carolina Isique Guardieri Brendolan
Ana Claudia Rodrigues De Assunçao
Ana Elza Pereira Da Silva
Ana Flavia De Souza Monteiro Rosa
Ana Paula De Souza
Ana Paula Favero De Oliveira
Ana Paula Neubaner Rodrigues
Andre Kelvis Pereira Da Conceicao
Andre Luiz Barreto Rocha
André Luiz Vilela
Angelo Sotero De Lima
Antonio Carlos De Oliveira
Antônio Geovane Sousa De Sousa
Antonio Marcos Ferreira Costa
Armando Gomes Da Silva
Armando Valentin Settin Lopes De Andrade
Ary Marcos De Paula Barbara
Barquet Miguel Junior
Bruno Guerra Pedron
Camila Mendonca Marques
Carlos Alberto Dos Santos Queiroz
Carlos Antonio Silva
Carlos Eduardo Bon Caetano Da Silva
Carlos Roberto Silva Santos
Carlos Rubens Da Costa
Celia Regina Pereira
Celina Da Silveira Domingues
Charles Rodrigues Dos Santos
Cibele Da Piedade Ribeiro Da Costa Mateos
Cirne Rene Vetter
Claudete Aparecida Tristao
Claudia De Mendonca Barros
Claudinei Pego Da Silva
Claudio Augusto Felippe
Claudiomiro Da Rosa Soares
Clayton Cosa Candido Nunes
Cleodon Oliveira Costa
Cleriston Pereira Da Cunha
Crisleide Gregorio Ramos
Daniel Soares Do Nascimento
Davi Emanuel Pereira Domiciano
David Michel Mendes Mauricio
Davis Baek
Debora Candida Gimenez
Debora Chaves Spina Caiado
Deivison Barbosa Lopes
Diego Eduardo De Assis Medina
Dirce Goncalves Dos Santos
Dirce Rogerio
Dirceu Ribeiro Da Assunsao
Djalma Salvino Dos Reis
Eder Parecido Jacinto
Edilson Pereira Da Silva
Edineia Paes Da Silva Dos Santos
Edna Aparecida De Araujo
Edson Carlos Campanha
Eduardo Zeferino Englert
Edvagner Bega
Eliana Passos Da Costa
Eliana Teixeira Garcia Ciriaco
Elisangela Cristina Alves De Oliveira
Elisiane Lucia Harms
Elynne Gomes Dos Santos Lima
Eric Prates Kobayashi
Ezequiel Ferreira Luis
Fabiano Andre Da Silva
Fabiano Medeiros Florentino
Fabio Jatchuk Bullmann
Fabiola Rocha Da Silva
Fabricio De Moura Gomes
Fatima Aparecida Pleti
Felicio Manoel Araujo
Felipe Feres Nassau
Fernando Kevin Da Silva De Oliveira Marinho
Fernando Placido Feitosa
Francisca Elisete Cavalcante Farias
Francisca Hildete Ferreira
Francisco Gomes De Morais
Frederico Rosario Fusco Pessôa De Oliveira
Gabriel Lucas Lott Pereira
Geissimara Alves De Deus
Gelson Antunes Da Silva
Geraldo Filipe Da Silva
Gesnando Moura Da Rocha
Gilberto Ackermann
Gisele Do Rocio Bejes
Givair Batista Souza
Haroldo Wilson Roder
Hedilza Alves Soares
Horacir Gonsalves Muller
Igilso Manoel De Lima
Ines Izabel Pereira
Iraci Meugmi Nagoshi
Isolve Zamboni
Ivair Tiago De Almeida
Ivanes Lamperti Dos Santos
Ivett Maria Keller
Ivonaide Pinto
Ivone Gomes Das Chagas
Jaime Junkes
Jair Domingues De Morais
Jairo De Oliveira Costa
Jamildo Bomfim De Jesus
Janailson Alves Da Silva
Jane Kel Pinheiro Borges
Jaqueline Freitas Gimenez
Jaqueline Konrad
Jean De Brito Da Silva
Jesse Lane Pereira Leite
Joanita De Almeida
João Antonio Pereira
Joao Batista De Castro
João Batista Gama
João De Oliveira Antunes Neto
João José Cardoso
Joao Lucas Vale Giffoni
Joao Raimundo Sobrinho
Joel Borges Correa
Joelton Gusmao De Oliveira
John Atila Da Silva Assunção
Jorge Ferreira
Jorge Luiz Dos Santos
Jorginho Cardoso De Azevedo
Jose Carlos Galanti
José Eder Lisboa
Jose Gilmar De Oliveira Melo
Jose Ricardo Fernandes Pereira
Josiani Vargas De Freitas
Josias Carneiro De Almeida
Josiel Gomes De Macedo
Josilaine Cristina Santana
Josilene Rodrigues Da Silva
Josino Alves De Castro
Jucilene Costa Do Nascimento
Julio Cesar De Oliveira Ciscouto
Jupira Silvana Da Cruz Rodrigues
Juvenal Alves Correa De Albuquerque
Kingo Takahashi
Leandro Alves Martins
Leonardo Alves Fares
Leonardo Silva Alves Grangeiro
Levi Alves Martins
Lindinalva Pereira De Castro
Lucas Costa Brasileiro
Lucas Schwengber Wulf
Lucenir Bernardes Da Silva
Luciano Fernandes
Lucimar Fraklin Soares De Siqueira
Lucinei Tuzi Casagrande Hilebrand
Lucivaldo Pereira De Castro
Luiz Fernando De Souza Alves
Manoel Messias Pereira Machado
Marcelo Cano
Marcelo Lopes Do Carmo
Marcelo Soares Konrad
Marcia Felix Scharf
Marco Afonso Campos Dos Santos
Marco Antonio Braga Caldas
Marcos Dos Santos Rabelo
Marcos Roberto Barreto
Margarete Pires Salviano
Maria Alice De Matos Da Silva
Maria Aparecida De Almeida
Maria Aparecida Lima Alencar
Maria Aparecida Medule
Maria Carlos Apelfeller
Maria Cristina Arellaro
Maria Gleide Silva Do Nascimento
Maria Gomes Da Silva
Maria Irani Teixeira Bomfim
Marileide Marcelino Da Silva
Marisa De Fatima Renner
Marisa Fernandes Cardoso
Matheus Dias Brasil
Matheus Fernandes Bomfim
Matheus Lima De Carvalho Lázaro
Michela Batista Lacerda
Miguel Candido Da Silva
Miguel Fernando Ritter
Moacir Jose Dos Santos
Moises Dos Anjos
Monica Murca Neris Sodre
Monica Taniyama De Barros
Nailze Aparecida Ribeiro Da Silva
Nair Gonçalves Martins
Nara Faustino De Menezes
Natalia Teixeira Fonseca
Neli Ferronato Pelle
Nelson Ferreira Da Costa
Nilia Paiva De Macedo
Nilma Laderda Alves
Nilvana Monteiro Furlanetti Ferreira Neto
Nubia Tania Paim Tavares Da Costa
Odiceia Andrade Campos
Orlando Bardelli Da Silva
Orlando Ribeiro Junior
Osmar Hilebrand
Osni Cavalheiro
Oswaldo De Souza Lopes Junior
Oziel Lara Dos Santos
Patricia Dos Santos Salles Pereira
Patricia Santos Jardim
Paulo Alves Padilha
Paulo Alvis Dos Santos
Paulo Augusto Bufarah
Paulo Cesar Rodrigues De Melo
Paulo Eduardo Vieira Martins
Pedro Henrique Gaudencio Da Silva
Polyana Correa Ribeiro
Raquel De Souza Lopes
Regina Aparecida Modesto
Reginaldo Carlo Begiato Garcia
Renata Maria Dias Pereira
Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares
Robinson Luiz Filemon Pinto Junior
Rodrigo De Freitas Moro Ramalho
Rodrigo De Oliveira Barbosa
Rodrigo Pereira Santiago
Rosana Maciel Gomes
Rosaneide Rodrigues Souza
Roseli Aparecida De Araujo
Rosely Pereira Monteiro
Rosemary Caetano De Freitas
Rosemeire Aparecida Morandi
Salete Costa Aparicio
Sandra Maria Menezes Chaves
Santa Da Silva
Saulo Pereira Da Silva
Sergio Amaral Resende
Silvia Cristina Nunes De Castro
Simone Aparecida Tosato Dias
Sipriano Alves De Oliveira
Sirlene De Souza Zanotti
Sonia Teresinha Possa
Suzana Da Rold
Telmo Alexandre Pereira De Oliveira Aparicio
Telmo Roberto Esmala
Terezinha Locateli
Thiago De Assis Mathar
Thiago Teles De Toledo
Tiago Dos Santos Ferreira
Tiago Mendes Romualdo
Tiago Renan Borges Pereira
Ueliton Guimaraes De Macedo
Ulisses Freddi
Valeria Gomes Martins Villela Bonillo
Valeria Rosa Da Silva Oenoki
Valquiria Mariza Dias Jahnke
Vancleia Lima De Oliveira
Vanderley De Almeida Cabral
Vanessa Harumi Takasaki
Vera Lucia Moraes Fernandes
Vitor Manoel De Jesus
Vitor Manoel De Jesus
Viviane De Jesus Camara
Viviane Dos Santos
Wagner De Oliveira
Watlila Socrates Soares Do Nascimento
Wellington Luiz Firmino
Willian Da Silva Lima

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Nacional

Eleições 2026: regras do TSE sobre IA impactam as campanhas de 2026

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Resolução em vigor permite ao tribunal punir manipulação digital e amplia vigilância sobre campanhas e redes sociais

 


Enquanto a regulamentação geral da inteligência artificial segue represada no Congresso Nacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assume o protagonismo ao fechar o cerco jurídico sobre o uso da tecnologia nas eleições de 2026. Amparada pela Resolução nº 23.732, em vigor desde 2024, a Justiça Eleitoral já dispõe de instrumentos normativos para banir deepfakes, exigir a identificação de materiais sintéticos e enquadrar estratégias digitais de partidos e candidatos.

De acordo com Renato Opice Blum, advogado, economista e professor de direito digital na ESPM, FAAP e Insper, as diretrizes do tribunal suprem uma lacuna crucial deixada pela lentidão do Legislativo na votação do Marco Legal da IA (PL 2338/2023). “O TSE exerce o poder de polícia, o que permite regulamentar e fiscalizar condutas no processo eleitoral de forma ágil. Na prática, mesmo com a tramitação da lei geral em curso, o pleito deste ano já conta com uma normatização plenamente válida e com eficácia de lei”, destaca o especialista.

Na avaliação do jurista, o arcabouço consegue delimitar a fronteira entre o uso legítimo da ferramenta nas campanhas, como a edição técnica de materiais e a automação de processos, e a criação de peças manipuladas para induzir o eleitor ao erro. A norma prevê sanções severas nos casos em que a irregularidade for comprovada.

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Um dos pontos centrais da norma é a exigência de rotulagem, onde todo material produzido por IA precisa trazer um sinal visual ou sonoro explícito, como marca d’água. O ônus de provar eventual falsificação, no entanto, cabe ao denunciante, cabendo à Justiça analisar cada representação individualmente, sob os critérios de contexto, finalidade e impacto do dano.

As resoluções também elevam o cerco sobre as plataformas digitais, exigindo credenciamento formal, transparência quanto aos financiadores de impulsionamentos e filtros rígidos para a promoção de anúncios. Em situações específicas, as próprias redes sociais poderão ser responsabilizadas pelo material pago que veiculam.

Para consolidar as diretrizes do pleito, a Justiça Eleitoral optou por atualizar mecanismos de remoção ágil de publicações nocivas sem alterar o texto-base de IA aprovado em 2024. A decisão sinaliza que a prioridade do TSE em 2026 não é expandir a regulamentação sobre as ferramentas, mas focar na fiscalização e na responsabilização prática dos infratores.

Apesar do rigor, Opice Blum pondera que o principal desafio dos magistrados será coibir a manipulação digital sem comprometer o debate público. “Não há uma solução binária. A avaliação será sempre contextual, ponderando se a manifestação está protegida pela liberdade de expressão ou se houve propósito ilícito”, conclui.

Sobre o Opice Blum

Opice Blum Advogados é sinônimo de inovação digital. Desde 1997, o escritório é parceiro de seus clientes, redefinindo os limites do possível e trazendo novas estratégias para novas necessidades. Com um time de advogados especialistas, o escritório está onde a transformação acontece e se destaca pela excelência em áreas capazes de impactar positivamente os setores em que atua, como Proteção de Dados, Segurança da Informação, Contencioso Digital e Legal Innovation, entre outras.

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Novo Caged: Brasil registra saldo de 145,1 mil empregos formais em junho

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Levantamento mensal apresenta informações sobre o mercado de trabalho no país

Cuiabá liderou a geração de empregos com 848 novos postos, seguida por Várzea Grande, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Cocalinho – Foto por: Secom/MT

O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou nesta quarta-feira (29/7) os dados do Novo Caged relativos a junho de 2026. De acordo com o levantamento, o mercado formal de trabalho registrou, no mês passado, saldo de 145.161 postos de trabalho, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos.

No acumulado do ano, de janeiro a junho de 2026, o saldo registrado é de 921.645 vagas formais. Nos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, o saldo foi de 963.921 empregos com carteira assinada.

GRUPOS ECONÔMICOS – Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldos positivos em junho. O setor de Serviços registrou 74.514 novos postos de trabalho. O resultado decorreu, principalmente, das atividades Administrativas e Serviços Complementares (26.634); Saúde Humana e Serviços Sociais (20.436); e Transporte, Armazenagem e Correio (16.217).

Em seguida aparecem os setores de Agropecuária (22.898), Comércio (19.177), Indústria (14.438) e Construção (12.136).

UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em junho deste ano, 25 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os maiores foram em São Paulo, com 34.981 novos empregos formais, Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856). Em termos relativos, a maior variação percentual ocorreu no Amapá (1,04%), seguido pelo Acre, com alta de 0,88%, e Mato Grosso, com 0,85%.

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GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, as mulheres foram responsáveis por um saldo de 72.592 vagas e os homens por 72.569 postos. A população de até 24 anos teve o maior saldo positivo, com 125.430 postos.

No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram saldo de 109.255, seguidos pelo nível médio incompleto, com 15.185. Na análise por raça, o saldo foi de 106.176 para pardos; 28.636 para brancos; 20.199 para pretos; e 776 para indígenas. O saldo foi negativo para amarelos (-66) e para vínculos sem informação de etnia e raça (-10.563).

SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.446,27, enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.101,51.

EMPREGO NO ANO — De janeiro a junho de 2026, o saldo foi positivo em quatro dos cinco
grandes grupamentos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de Serviços, que
gerou 571.926 postos formais no semestre (+2,5%), especialmente nas atividades de
administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais,
responsáveis por 208.737 empregos no primeiro semestre do ano.

A Construção gerou 168.962 postos de trabalho, crescimento de 5,73%, com maior expansão nas atividades de Obras de Infraestrutura (+64.793) e Construção de Edifícios (+60.552). A Indústria apresentou saldo de 143.442 postos (+1,6%) e a Agropecuária registrou saldo positivo de 40.853 novas vagas. O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando redução de 3.514 postos de trabalho no acumulado do ano.

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Nas Unidades da Federação, os maiores saldos no acumulado de 2026 foram registrados em São Paulo (252.558), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos relativos, as maiores variações positivas ocorreram no Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).

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Nacional

Por que gritos e punições físicas não contribuem para o desenvolvimento emocional da criança

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Pesquisa mostra que 62% dos brasileiros já gritaram com crianças e quase metade admitiu ter recorrido ao castigo físico como forma de disciplina. Especialista explica por que essas práticas podem comprometer o desenvolvimento emocional infantil e quais caminhos são realmente eficazes para estabelecer limites

Portrait of mother and son happy cuddle together in the park. Family concept.

Atualmente, grande parte dos pais reconhece a importância do diálogo na educação de seus filhos, porém, muitos deles ainda recorrem aos gritos e às punições como método de solução de conflitos. Uma pesquisa do Instituto Futuro para a Infância (IFI), em parceria com a Quaest, revelou que 62% dos brasileiros já gritaram com crianças e quase metade admitiu ter utilizado punições físicas como forma de disciplina.

Para a pedagoga Andreia Dichelli, supervisora pedagógica da Rede Fadelito de Educação Infantil, os dados evidenciam um desafio comum na parentalidade: transformar o conhecimento sobre práticas educativas mais respeitosas em atitudes concretas no dia a dia.

De acordo com a especialista, mesmo que um grito possa interromper um comportamento momentaneamente, ele não ensina nem ajuda a criança a desenvolver habilidades  socioemocionais fundamentais, que são essenciais para  a vida.

“A infância é o período em que a criança aprende principalmente por meio do exemplo. Ela observa como os adultos resolvem conflitos, expressam emoções e se relacionam com as pessoas. Quando é educada por meio de gritos ou punições físicas, tende a compreender que essa é uma forma aceitável de lidar com as dificuldades”, comenta Andreia.

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A especialista explica que a obediência conquistada pelo medo costuma ser imediata, mas passageira porque raramente gera aprendizado. O grito pode até interromper uma atitude, porque assusta a criança, mas isso não significa que ela tenha compreendido porque aquele comportamento não era adequado. Na maioria das vezes, ela apenas reage ao medo.

Além disso, esse tipo de estratégia pode dificultar o desenvolvimento da autorregulação emocional e influenciar a forma como a criança passará a lidar com conflitos ao longo da vida.

“Quando a infância está voltada para um ambiente em que conflitos são resolvidos pela imposição ou pela elevação da voz, a criança pode reproduzir esse modelo em suas relações, acreditando que gritar é uma maneira eficaz de conseguir o que deseja. Em vez de desenvolver diálogo, empatia e autocontrole, ela aprende a reagir pela força ou pelo medo”, reflete a especialista.

Ela também ressalta que, a longo prazo, esse tipo de estratégia é prejudicial para o desenvolvimento da autorregulação emocional da criança e influencia a forma como ela irá se relacionar com outras pessoas.

“Quando a infância está voltada para um ambiente em que conflitos são resolvidos pela imposição ou pela elevação da voz, a criança pode reproduzir esse modelo em suas relações, acreditando que gritar é uma maneira eficaz de conseguir o que deseja. Em vez de desenvolver diálogo, empatia e autocontrole, ela aprende a reagir pela força ou pelo medo”, reflete a especialista.

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Limites sem violência

Para Andreia, estabelecer regras e dizer “não” continua sendo uma das principais responsabilidades da família. A diferença está na forma como esses limites são apresentados.

“Ser firme não significa ser agressivo. Uma atitude simples e muito eficaz é abaixar-se para ficar na altura da criança, estabelecer contato visual e falar com uma voz calma, mas segura. Depois, é importante procurar compreender o que aconteceu e ajudar a criança a reconhecer e nomear aquilo que está sentindo”, sugere Andreia.

Segundo ela, acolher emoções como tristeza, medo, frustração e raiva, sem abrir mão de regras claras e consistentes, ajuda a criança a desenvolver recursos para lidar com esses sentimentos de maneira saudável.

E quando o adulto perde a paciência?

Andreia lembra que nenhum cuidador é perfeito e que perder a paciência eventualmente faz parte da experiência de educar. Nesses casos, reparar a relação é tão importante quanto estabelecer limites.

“Quando o adulto reconhece o erro, explica o que aconteceu e pede desculpas quando necessário, a criança aprende algo importante: todo mundo erra, mas é possível assumir isso e reconstruir a relação através do diálogo”, aponta a supervisora pedagógica.

Para a especialista, reconhecer o erro fortalece a confiança entre adultos e crianças e transforma um momento difícil em uma oportunidade de aprendizado. Ao mostrar que é possível lidar com sentimentos como raiva, frustração e tristeza sem recorrer a gritos ou violência, os adultos ensinam, na prática, uma das habilidades mais importantes da infância: resolver conflitos com respeito, empatia e inteligência emocional.

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Sobre o Fadelito: Fundado há 27 anos, o Fadelito é uma rede pioneira dedicada exclusivamente à Educação Infantil, com atuação voltada à valorização da primeira infância como uma fase decisiva para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e físico das crianças. Com 36 unidades distribuídas na capital paulista, Grande São Paulo e interior do Estado de São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores. Especializado no atendimento de crianças de 4 meses a 6 anos, o Fadelito possui metodologia própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar e aprimorada continuamente a partir de estudos e novas descobertas da Educação Infantil. Entre seus diferenciais está o Baby Learning, programa multidisciplinar criado para bebês do berçário, que integra conhecimentos de Pediatria, Fisioterapia e Pedagogia para estimular, de forma planejada e respeitosa, o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social de cada criança, considerando as particularidades de cada fase da primeira infância. Mais do que uma rede de escolas, o Fadelito trabalha ativamente para fortalecer a compreensão de que investir nos primeiros anos de vida é investir no desenvolvimento humano e no futuro da sociedade.

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