Rondonópolis
De Pátio para Alessandra: Odair José muda de palanque em Rondonópolis

Odair José Mendes Araújo, nome conhecido dos bastidores políticos de Rondonópolis e antigo aliado do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, começa a aparecer em um novo campo político: o projeto eleitoral de Alessandra Ferreira, pré-candidata a deputada estadual.
A aproximação chama atenção justamente pelo histórico de Odair com o grupo de Pátio. Durante a gestão do ex-prefeito, ele ocupou funções estratégicas na administração municipal, especialmente na área de Habitação, onde chegou a comandar o Departamento de Políticas Habitacionais. Registros da época mostram sua atuação próxima ao governo e sua participação em debates políticos do grupo.
Em 2011, Pátio chegou a promover mudanças na estrutura da Habitação e Odair deixou o setor, assumindo posteriormente o Departamento de Ciência e Tecnologia.
A trajetória política de Odair, porém, não ficou restrita à administração. Em 2012, ele ainda defendia publicamente a permanência de Pátio no comando do grupo político e classificava o então prefeito como um nome viável para disputar a reeleição.
Anos depois, Odair continuou ligado à política de Rondonópolis. Em 2014, por exemplo, aparecia entre os nomes com compromisso pessoal do ex-prefeito Zé do Pátio.
Agora, a possível aproximação com Alessandra Ferreira coloca uma nova peça no tabuleiro eleitoral de 2026.
A movimentação pode representar mais do que uma simples troca de apoio. Odair conhece como poucos os bastidores da política local e carrega uma trajetória construída dentro de diferentes administrações e grupos políticos.
A pergunta que fica é: o antigo aliado de Pátio está apenas mudando de palanque ou sinalizando uma nova composição política para as eleições de 2026?
Se confirmada, a aproximação será mais um movimento importante na tentativa de Alessandra Ferreira de consolidar sua candidatura em Rondonópolis e ampliar sua base eleitoral.
Da política de Pátio para o projeto de Alessandra: Odair José está mudando de lado?
Rondonópolis
Fechamento de empresas acende alerta para o varejo de Rondonópolis

Foto-Assessoria
Fechamento de lojas, recuperações judiciais e falências deixaram de ser episódios isolados no varejo brasileiro e passaram a fazer parte de um cenário que também começa a refletir na realidade dos municípios. Em Rondonópolis, os impactos desse ambiente de maior pressão financeira já podem ser observados no comércio local.
Dados de um levantamento realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Rondonópolis mostram que, entre janeiro e 19 de agosto de 2026, 20 empresas associadas à entidade encerraram as atividades na cidade.
Em um cenário nacional, o Grupo Casas Bahia, detentor das marcas Casas Bahia e Ponto (antigo Ponto Frio), anunciou em agosto de 2026 o fechamento de 298 lojas menos rentáveis em todo o Brasil e entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Quase 2 mil funcionários foram desligados inicialmente.
Embora cada empresa tenha uma trajetória e motivos específicos para o encerramento, o cenário nacional ajuda a contextualizar as dificuldades enfrentadas pelo setor. Juros elevados, aumento dos custos operacionais, dificuldade de acesso ao crédito, endividamento, mudanças no comportamento dos consumidores e a necessidade de adaptação ao ambiente digital estão entre os fatores que pressionam o varejo.
No Brasil, a situação também chama a atenção pelo avanço dos processos de recuperação judicial. Dados de levantamento do Monitor RGF Biz apontam que, no segundo trimestre de 2026, foram registrados 986 CNPJs de empresas do varejo em recuperação judicial, contra 819 no mesmo período de 2025. O número representa um crescimento de 20,3% em apenas um ano.
A recuperação judicial é um mecanismo utilizado por empresas que enfrentam dificuldades financeiras para tentar reorganizar as dívidas, renegociar débitos com credores e manter as atividades. O aumento dos casos, porém, demonstra o nível de pressão financeira enfrentado por empresas de diferentes segmentos do varejo.
Além da recuperação judicial, empresas também têm recorrido a negociações extrajudiciais como alternativa para reorganizar as obrigações e preservar as operações.
Em Rondonópolis, os 20 encerramentos registrados entre janeiro e 19 de agosto reforçam que os desafios enfrentados pelo varejo nacional também têm reflexos no comércio local. Para empresários, manter uma operação sustentável exige cada vez mais planejamento financeiro, controle de custos, capacidade de adaptação e atenção às mudanças nos hábitos de consumo.
Os impactos, no entanto, ultrapassam as portas das empresas. O fechamento de um estabelecimento pode afetar trabalhadores, fornecedores, prestadores de serviços, instituições financeiras e também a circulação de recursos na economia local.
Diante desse cenário, a CDL de Rondonópolis acompanha com preocupação tanto os indicadores nacionais quanto os dados registrados no município. Para a entidade, os números funcionam como um sinal de alerta sobre o ambiente econômico enfrentado pelo comércio e reforçam a importância de acompanhar de perto a saúde das empresas e as condições necessárias para a manutenção e o fortalecimento da atividade varejista.
Os dados de Rondonópolis e o crescimento nacional dos processos de recuperação judicial mostram, portanto, que a pressão sobre o varejo não é um fenômeno restrito às grandes redes. Ela também alcança empresas locais e reforça a necessidade de atenção ao cenário econômico e às condições de funcionamento do comércio.
Rondonópolis
Câmara Itinerante leva atendimento e ouve demandas de moradores do Parque Universitário

A comunidade do Parque Universitário e de bairros da região aproveitou a presença da Câmara Itinerante, na manhã desta quinta-feira (20), para apresentar solicitações e demandas que serão encaminhadas ao Poder Executivo. A ação foi proposta no bairro pela vereadora Dra. Luciana Horta.
Entre as principais solicitações apresentadas pelos moradores estão demandas na área da Saúde, como realização de exames, consultas, especialmente com médicos especialistas, e atendimento odontológico. Também foram registradas solicitações relacionadas à iluminação pública e à manutenção da estrutura da unidade de saúde (ESF).
A vereadora Dra. Luciana Horta destacou a importância de levar o atendimento do Legislativo para mais perto dos moradores e ouvir diretamente as necessidades da comunidade.
“A Câmara Itinerante no seu bairro é uma proposta que agradecemos à Câmara pela disponibilidade desse ônibus, que vem atender a comunidade no seu local, no seu bairro. Aqui, em frente ao ESF, estamos ouvindo todas as demandas. A gente vê muitas solicitações, a maioria relacionada à saúde e à infraestrutura do bairro”, explicou a vereadora.
As demandas apresentadas pelos moradores serão reunidas e encaminhadas ao Poder Executivo por meio de uma indicação coletiva dos vereadores, reforçando as solicitações da comunidade e buscando providências para as necessidades apontadas durante a Câmara Itinerante.
Política MT
Alessandra deputada: força de Cláudio Ferreira será suficiente para vencer as urnas?

Foto- Assessoria
A candidatura de Alessandra Ferreira à Assembleia Legislativa de Mato Grosso coloca o prefeito Cláudio Ferreira diante de um dos maiores testes políticos desde que chegou ao comando de Rondonópolis. A pergunta que começa a circular nos bastidores é direta: será que o prefeito conseguirá transformar sua força política em votos suficientes para eleger a própria esposa?
Alessandra, pelo Podemos, já iniciou oficialmente sua campanha e vem buscando ampliar sua presença política dentro e fora de Rondonópolis. Em agosto, um dos primeiros grandes atos de campanha reuniu centenas de apoiadores ao lado de Cláudio e lideranças políticas.
O desafio, porém, vai muito além de uma campanha familiar. A eleição poderá funcionar como uma espécie de plebiscito sobre a força do grupo político de Cláudio Ferreira e sobre sua capacidade de transferir capital eleitoral para outro nome.
O cenário também é cercado por concorrentes com bases consolidadas e por uma disputa acirrada entre nomes de Rondonópolis. Pesquisa espontânea divulgada em julho colocou Alessandra entre os nomes mais lembrados do município para deputado estadual, mas ainda em um patamar distante de qualquer garantia de eleição.
Cláudio já deixou claro que pretende participar diretamente desse projeto. Em declaração pública, defendeu que Rondonópolis precisa ter um deputado “para chamar de seu”.
Agora começa a parte mais difícil: transformar apoio político, estrutura e popularidade do prefeito em votos para Alessandra.
A eleição poderá, portanto, produzir dois resultados. Se Alessandra conquistar uma cadeira na Assembleia, Cláudio sairá fortalecido e poderá consolidar um novo grupo político em Rondonópolis. Se ficar pelo caminho, a derrota inevitavelmente abrirá espaço para questionamentos sobre o tamanho real da força eleitoral do prefeito.
No fim das contas, a eleição de Alessandra não será apenas uma disputa por uma cadeira na Assembleia. Será também um teste para saber até onde vai a força política de Cláudio Ferreira.
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