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Rondonópolis

Vereadores fazem apelo em defesa de trabalhadores cooperados de Rondonópolis: “semiescravidão…”

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Foto: Assessoria

O vereador Reginaldo Santos (SD), trouxe à tona, nesta semana, em discurso na Câmara Municipal de Rondonópolis, a relação trabalhista precária que recaiu sobre os trabalhadores cooperados e vinculados a empresas terceirizadas que prestam serviços à Prefeitura em setores essenciais. Segundo o parlamentar, se configuram rotineiros atrasos salariais e valores de “semiescravidão”.

Ao lado de Marildes Ferreira (PSB) e Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), com quem forma a Comissão de Educação da Câmara Municipal de Rondonópolis, Reginaldo afirma que comprovou em visitas in loco a realidade preocupante de várias unidades educacionais municipais, nos últimos dias.

Os três constataram uma relação trabalhista deteriorada entre os trabalhadores terceirizados da empresa Coopervale, que atuam em unidades educacionais municipais. A ideia dos parlamentares envolvidos, a partir das informações colhidas, é buscar soluções no Executivo Municipal e até no Ministério Público do Trabalho.

Reginaldo explicou que, após um apontamento do Tribunal de Contas do Estado – TCE sobre os termos do contrato da Coopervale com o Município, a vida dos trabalhadores na empresa foi alterada, passando a ocorrer uma remuneração diária de R$ 45,00. O valor, segundo questionam os parlamentares, está muito abaixo do mínimo ideal.
Em indicação ao prefeito, José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé do Pátio (SD), os três formataram um pedido por providências ao chefe do Executivo Municipal.

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“Nosso prefeito tem como um marco de sua trajetória política a defesa dos trabalhadores mais humildes, por isso contamos e muito com ele nesta intervenção. O que está ocorrendo é quase que um cenário de semiescravidão”, alertou Reginaldo.

Na justificativa do documento elaborado pelo trio, é argumentado que no fim do mês trabalhado é possível que estes terceirizados recebam abaixo de um salário mínimo, o que se configura inconstitucional. No setor essencial da educação, em especial, é salientado o risco de não haver continuidade do trabalho, o que é ruim para o desenvolvimento do plano educacional.

“É natural que o trabalhador, na primeira oportunidade que aparecer, seja no comércio ou mesmo de diarista, onde se ganha mais que o dobro por dia, a pessoa vai deixar o serviço. A retomada com um outro servidor é maléfica ao setor da educação, que necessita de continuidade para ser efetivo”, ilustrou Reginaldo.

Os parlamentares também fizeram questão de valorizar a função dos profissionais terceirizados. “O setor da limpeza sempre foi primordial, mas agora é vital. Dentro do protocolo de biossegurança que as escolas terão de obedecer, é fundamental que tenhamos gente valorizada e empenhada para minimizar os riscos da COVID-19”, acrescentou o vereador.

Além de uma nova base salarial, o pedido se estende na cobrança por direitos básicos aos trabalhadores, tais como: férias remuneradas, décimo terceiro, auxílio-doença, licença-maternidade e descanso semanal remunerado. A ideia principal, segundo reforça Reginaldo, é que o ambiente escolar não seja entendido como algo passageiro a quem lá está.

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“Sabemos da crise econômica que a pandemia acentuou em nosso país, do desemprego que assola muitas famílias, mas mesmo isso não justifica uma condição tão desumana em um trabalho tão digno como são os que estas pessoas nos oferecem. Não é saudável que tenhamos nas escolas um ambiente de descontentamento que possa ocasionar uma debandada e vermos, daqui a pouco, uma escola com aulas interrompidas por falta de trabalhadores”, projeta Reginaldo.

Concurso e MPT

Os membros da Comissão de Educação ainda sugeriram ao prefeito uma alteração legal no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos – PCCV, que rege todo o funcionalismo municipal, para que seja anexado ao texto a função de ajudante de serviços gerais e assim o cargo estar disponível nos próximos concursos públicos locais.

“O concurso é uma solução definitiva. Não podemos admitir que empresas movidas por interesses de lobistas, com foco muito longe do bem da cidade e dos trabalhadores, criem uma situação tão danosa debaixo do nosso próprio nariz. Todos nós somos responsáveis. Estamos levando o caso também ao Ministério Público do Trabalho – MPT para que acompanhe o caso. São homens e mulheres honrados que estão acordando cedo e dispostos a cumprir seus afazeres. Não é justo serem tratados com tanto descaso”, disse Reginaldo.

Na saúde

Além da questão da Coopervale, outro comunicado feito ao prefeito, de maneira urgente, é o caso da também terceirizada “Bem Estar Prestadora de Serviços”, que empresa que assumiu no lugar da Coopervale no setor da saúde local. Atrasos de salários estão sendo rotineiros aos trabalhadores vinculados à empresa, situação mais do que preocupante, na visão do vereador.

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“Todos nós sabemos que o salário deve estar devidamente pago para qualquer trabalhador desta nação, no máximo, no quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado. Estas pessoas estão vendo o mês fechar, o outro começar, as contas se acumularem e nada de pingar na conta bancária. Até quando a Prefeitura de Rondonópolis vai permitir esse tipo de coisa? Conhecendo a índole do prefeito Zé do Pátio, eu aposto que ele não está sabendo o que está ocorrendo e que tomará medidas assim que tiver acesso à nossa manifestação”, pontuou.

Política MT

Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis

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Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria

A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.

Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.

Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.

A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.

O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.

Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.

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E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

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A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.

Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.

O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.

Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.

A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.

E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.

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A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.

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Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

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Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.

A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.

“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.

As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.

O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.

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Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.

“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.

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