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Visita à cooperativa com certificação do Comércio Justo encerra missão técnica na Argentina
Uma comitiva brasileira liderada pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke, encerrou viagem à Argentina, na última sexta-feira (2), conhecendo de perto o sistema de certificação do Comércio Justo, implementado desde 2006 na cooperativa vitivinícola La Riojana. O sistema promove uma relação comercial entre produtores e consumidores baseada no diálogo, na transparência e no respeito, atendendo a valores éticos que compreendem aspectos sociais, ambientais e econômicos.
Entre os princípios do Comércio Justo estão a criação de oportunidades para os produtores economicamente desfavorecidos; condições de trabalho dignas; transparência e responsabilidade nas relações comerciais; construção de capacidades para o desenvolvimento de produtores independentes; pagamento de um preço justo no contexto nacional e local; equidade de gênero; respeito ao meio ambiente; e outros.
Durante visita à cooperativa La Riojana, Schwanke observou que as linhas do Comércio Justo são compatíveis com o espírito cooperativista. “O sistema cooperativo é ideal para a implementação desta certificação, pois é solidário e justo na distribuição dos ganhos da cadeia produtiva. Estimular e fomentar esta certificação no Brasil é um caminho importante a ser seguido, pois é uma forma de comércio que busca maior equidade nas relações econômicas entre o produtor e o consumidor”.
O diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, afirmou que este tipo de visita cria possibilidades de negócios, conhecimentos em novas tecnologias e a construção de alianças. “Através de ações como estas, são geradas oportunidades que fazem com que as cooperativas vitivinícolas do Brasil possam abrir mercados em conjunto com as cooperativas argentinas. Para nós foi uma grande satisfação estar na La Riojana, uma cooperativa que tem a marca da certificação orgânica, biodinâmica e, principalmente, do Comercio Justo, no mercado internacional”.
O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, que também acompanhou o grupo, destacou o processo de produção biodinâmica da cooperativa, que não utiliza adubos químicos, venenos herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios. “Esta foi uma troca de experiências bastante enriquecedora. Acompanhamos o desenvolvimento da tecnologia com o cooperativismo vitivinícola da Argentina e, em especial, o desenvolvimento do vinho biodinâmico. Parabéns a todos que fazem esse trabalho”.
Missão
Resultado de parceria entre o Ministério da Agricultura e o sistema de Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a missão técnica iniciou no dia 30 de julho.
Além do secretário Fernando Schwanke, do diretor-executivo da Fecovinho, Hélio Marchioro, e do superintendente a OCB, Renato Nobile, integraram a comitiva o diretor de Cooperativismo e Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Márcio Madalena, o presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Orcar Ló, e representantes das cooperativas brasileiras Aurora, Nova Aliança e Garibaldi.
O grupo foi recebido pelo secretário de Agricultura Familiar, Coordenação e Desenvolvimento Territorial da Argentina, Santiago Hardie, e pelo presidente do Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social (Inaes), Marcelo Colombo.
Durante os encontros, foi debatida a necessidade de construir um plano de trabalho para as cooperativas, no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia, que permita ao setor elaborar as diretrizes que tratam dos desafios e oportunidades do acesso a um mercado de mais de 500 milhões de pessoas para os pequenos produtores do Mercosul.
“Conhecemos o que existe de referência em cooperativismo na Argentina. Visitamos a Federação de Cooperativas Vitivinícolas Argentinas, Fecovita, e a La Riojana com a questão do comércio justo, que são nichos de mercados importantes. Dentro do acordo Mercosul – União Europeia temos que potencializar as nossas forças e essa é uma excelente oportunidade”, ressaltou Oscar Ló.
A missão técnica atendeu convite feito pelo Inaes e pela Confederação Nacional Intercooperativa (Coninagro), e aconteceu no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), que está sob a presidência pró-tempore do Brasil.
Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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