Mato Grosso
Visita técnica sobre flores tropicais em Acorizal promove opção de agronegócio rentável
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março (sexta-feira), a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realiza, a partir das 8 horas, uma visita técnica sobre flores tropicais, no Campo Experimental da empresa no município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá).
Durante o evento, os visitantes irão conhecer um projeto pioneiro no Estado que estuda a viabilidade produtiva de diferentes espécies: estrelícia, helicônia, bastão do imperador, alpinia, antúrio entre outras. O projeto de pesquisa é inovador e estuda a fenologia e a viabilidade produtiva de espécies de flores tropicais de corte, com foco na agricultura familiar.
Como uma nova alternativa de geração de emprego e renda no agronegócio, os experimentos foram implantados em 2009, com plantas destinadas principalmente para arranjos florais e paisagismo. A pesquisadora da Empaer, Eliane Forte Daltro, fala que as flores tropicais são plantas perenes e podem ser cultivadas em áreas impróprias para outras atividades agropecuárias.
Conforme Eliane, o Estado possui excelentes características de solo, clima e localização geográfica privilegiada para o desenvolvimento de uma floricultura eficiente e competitiva. “Mato Grosso tem todas as condições para se tornar um grande produtor e exportador de excedentes de flores tropicais. É consumidor potencial, mantendo total relação de dependência com as principais regiões produtoras para o seu abastecimento”.
A floricultura representa um dos mais promissores segmentos do agronegócio contemporâneo, já que o mercado mundial movimenta valores acima de U$ 5 bilhões (de dólares) em exportações. A floricultura comercial abrange o cultivo de flores e plantas ornamentais com variados fins que incluem as culturas de flores para corte, produção de mudas arbóreas e as de porte elevado. Envolve a produção, o comércio e a distribuição de flores e plantas cultivadas com fim ornamental.
Para apresentar a evolução e o desenvolvimento das flores tropicais durante a visita técnica, o público irá passar pelo campo experimental e conferir a fenologia e a viabilidade produtiva das flores, entre elas estão: antúrio, helicônia, alpinias, sorvetão (gengibre ornamental), bastão do imperador, costus e algumas folhagens.
Serviço
A visita técnica será realizada na sexta-feira (08), a partir das 8h, com encerramento previsto às 11 horas. Para mais informações: (65) 3613-1714 (Empaer).
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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