Política MT
Wilson Santos alerta risco de desaparecimento do Pantanal

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) destacou, durante audiência pública conjunta entre a Assembleia Legislativa e o Senado Federal, a urgência de repensar o modelo de desenvolvimento de Mato Grosso e reforçou a necessidade de ações concretas para a preservação do Pantanal e das nascentes que formam os principais rios do estado. O encontro, realizado na segunda-feira (21), discutiu as propostas ambientais que Mato Grosso levará à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).
Inicialmente, o parlamentar fez críticas à proposta de extinção da Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat), responsável pela política mineral do estado, em que lembrou que o Brasil possui cerca de um quinto das chamadas terras raras. “Quero fazer algumas pontuações sempre com o intuito de colaborar. O mundo fala que o Brasil tem pelo menos 1/5 das terras raras e, aqui em Mato Grosso, estamos extinguindo a Metamat. Não pode ser extinta. Quem vai cuidar da política mineral do estado? Estamos na contramão”, afirmou.
O deputado também chamou atenção para o avanço da degradação ambiental no Pantanal e nas cabeceiras dos rios mato-grossenses. Ao citar estudos técnicos, alertou que o bioma pantaneiro já perdeu metade de suas águas nas últimas cinco décadas e pode desaparecer até o fim deste século se não houver uma política efetiva de preservação. “Os estudos técnicos mostram que o Pantanal perdeu 50% de águas nos últimos 50 anos. Há estudos científicos no exterior de que o Pantanal não chega ao final deste século. O Pantanal deve desaparecer dentre 45 a 60 anos, no ritmo que vai. Se não cuidarmos das águas do rio Cuiabá, do Paraguai, do São Lourenço, do Taquari, nós vamos ter problemas. As nascentes estão sendo atacadas, onde nascem o Quilombo, o Casca, o Cuiabá, o Cuiabazinho. Precisamos agir com urgência”, alertou.
Wilson Santos também mencionou o impacto das alterações nos rios da Baixada Cuiabana sobre o ciclo reprodutivo dos peixes nativos, especialmente os de piracema. “O rio Cuiabazinho vem secando todos os anos no período da seca. Ele deixou de cursar as suas águas durante todo o ano. E ele é um dos principais ambientes para reprodução dos peixes nativos. Estamos perdendo esse ambiente privilegiado”, lamentou.
O parlamentar ainda criticou o projeto que prevê a instalação de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Cuiabá, em que elogiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) por indeferir os pedidos, mas frisou que as empresas responsáveis pelos projetos continuam na busca de autorizações na justiça. “A empresa continua articulando junto ao poder judiciário, em Brasília, e já conseguiu algumas vitórias importantes no rumo de conseguir autorização para construção de seis hidrelétricas em um trecho de 190 quilômetros. Precisamos estar atentos a isso”, ressaltou.
Outro ponto enfatizado pelo deputado foi a necessidade de industrialização da produção mato-grossense, criticando a dependência do estado das exportações de commodities e a falta de interesse da elite agrária em agregar valor à produção local. “Precisamos repensar o modelo de desenvolvimento que interessa ao Brasil. A elite agrária mato-grossense não tem interesse na industrialização. Ela ganha muito mais plantando commodities. Mas nós, que estamos atuando politicamente, temos que inverter isso, convencer a elite de que precisamos avançar rumo à agroindustrialização”, defendeu.
Wilson Santos citou o exemplo da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que poderia atrair grandes indústrias têxteis e calçadistas. “Por que não transformar o couro do maior rebanho bovino do país em um polo calçadista nacional? É a indústria que paga bem, com salários de qualidade e melhor remuneração. Além disso, quebra a concentração de renda que hoje faz com que tenhamos um estado com meia dúzia de trilhonários e uma fila do ossinho em Cuiabá. O estado está indo bem, mas pode ir melhor”, relatou.
Logo após a fala do deputado, o senador Wellington Fagundes (PL) reconheceu a pertinência dos apontamentos do parlamentar e reforçou que o desafio da industrialização em Mato Grosso passa também pela questão logística e pela ausência de uma política nacional que incentive a instalação de indústrias no interior do estado. “A ZPE de Cáceres é voltada para exportação, mas precisamos resolver a questão da hidrovia Paraguai-Paraná, que é um dos transportes mais baratos. Sem isso, corremos o risco de instalar a ZPE e não atrair indústrias. Infelizmente, não há uma política de Estado que incentive a indústria no interior de Mato Grosso”, observou.
Fagundes também concordou com Wilson Santos sobre a urgência em proteger o Pantanal e fortalecer as instituições que atuam na região. “Se não for feito um trabalho para o nosso Pantanal, poderemos ter, daqui a 80 ou 100 anos, uma área desertificada. É preciso fortalecer o Estatuto do Pantanal e garantir recursos ao INPP (Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal), com a participação das universidades e institutos de pesquisa. Quando se tira a vida do pantaneiro, se tira também a cultura do nosso Pantanal”, disse o senador.
A audiência pública foi presidida pelo deputado Carlos Avallone (PSB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o qual Wilson Santos é membro titular – e contou com a participação do senador José Lacerda (PSD), além de representantes de entidades ambientais e do setor produtivo. As contribuições colhidas durante o encontro serão consolidadas nas propostas que Mato Grosso apresentará durante a COP 30, em novembro, em Belém.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Cláudio Ferreira comemora resultado das urnas e diz que eleição representa “resposta” de Rondonópolis

Foto- Assessoria
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, comemorou o resultado das eleições e classificou o domingo (4) como um momento histórico para o município e para Mato Grosso. Em entrevista na Rádio 104 FM após a apuração, o prefeito destacou a eleição de nomes que receberam seu apoio e afirmou que o resultado demonstra a força política do grupo.
Entre os aliados eleitos apoiados por Cláudio estão Zé Medeiros eleito (Senador), Alessandra Ferreira (Deputada Estadual), além Mauro Mendes (Senador) e governador Otaviano Pivetta, reeleito.
“Este será um dia que não acabou. Esse é um dia que está começando. É um dia glorioso para Rondonópolis e para todo Mato Grosso”, afirmou.
Cláudio também destacou o desempenho eleitoral de Zé Medeiros, que, segundo ele, enfrentou desconfiança de parte do cenário político e de pesquisas eleitorais durante a campanha.
“Nós apoiamos dois senadores. Zé Medeiros estava lá nas pesquisas e muita gente dizia que não ia ganhar. Está aí a resposta do povo de Mato Grosso e do povo de Rondonópolis”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que o resultado das urnas representa, na avaliação dele, uma resposta da população às disputas políticas ocorridas durante a campanha. Cláudio disse ter sido alvo de ataques e perseguições e criticou adversários políticos e setores da imprensa que, segundo ele, teriam utilizado os meios de comunicação para prejudicar sua administração e a imagem de Rondonópolis.
“Fomos perseguidos nessa campanha. Mas quero agradecer ao povo de Rondonópolis e ao povo de Mato Grosso. Vocês demonstraram novamente que são fortes e corajosos, que não se curvam à soberba, à arrogância, ao poder econômico e ao poder estatal”, afirmou.
O prefeito também ressaltou a importância das redes sociais como instrumento de comunicação direta com a população. Segundo Cláudio, as plataformas digitais reduziram a dependência dos políticos em relação aos meios tradicionais de comunicação.
“Lá atrás vocês tinham os meios de comunicação, mas agora a gente tem as redes sociais. O povo tem voz”, disse.
Cláudio Ferreira encerrou a manifestação agradecendo aos eleitores e parabenizando os aliados que obtiveram êxito nas urnas.
“É gratidão ao povo de Rondonópolis, gratidão ao povo de Mato Grosso. Estamos do lado de quem ajuda Rondonópolis”, afirmou.
Ao final, o prefeito parabenizou os eleitos e aliados, citando Zé Medeiros, Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e Alessandra Ferreira, além de fazer referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Política MT
Mais de 40 mil eleitores deixam de votar em Rondonópolis nas eleições de 2026

Foto- Assessoria
Rondonópolis registrou 40.701 abstenções nas eleições de 2026, segundo os dados da totalização das urnas no município. O número representa 22,92% do eleitorado apto a votar.
De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, Rondonópolis tinha 177.622 eleitores aptos. Desse total, 136.921 compareceram às urnas no domingo (4), enquanto 40.701 não participaram da votação.
O índice significa que aproximadamente um em cada cinco eleitores aptos do município deixou de votar.
Os dados consideram o eleitorado apto das seções totalizadas e o comparecimento registrado durante a votação. A abstenção é contabilizada independentemente da justificativa apresentada posteriormente pelo eleitor.
A participação eleitoral de Rondonópolis acompanha o cenário observado em outras cidades brasileiras, onde parte do eleitorado não compareceu às urnas nas eleições gerais deste ano.
Política MT
Rodrigo da Zaeli avalia resultado das urnas, agradece pelos mais de 35 mil votos e reafirma compromisso com MT

Foto- Assessoria
Após a apuração do pleito eleitoral, o deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) fez um balanço positivo de sua trajetória e expressou profunda gratidão aos eleitores de Mato Grosso. Alcançando a marca de 35.845 votos em diversas regiões do estado, o parlamentar consolidou a primeira suplência do partido e destacou o crescimento de seu nome junto à população, reflexo do trabalho ostensivo realizado em apenas um ano e nove meses de mandato na Câmara dos Deputados.
Em comparação com o pleito de 2022, quando obteve 6.965 votos, o crescimento da votação de Rodrigo da Zaeli foi expressivo, superando em mais de cinco vezes o resultado anterior. Para o parlamentar, o apoio recebido nas urnas é uma demonstração de confiança no trabalho técnico e na defesa dos valores conservadores e das demandas regionais. “Mesmo não vencendo, nós estamos na primeira suplência, que é uma oportunidade também de prestar um trabalho para o estado de Mato Grosso. Mas uma coisa eu vou levar para a minha vida inteira: o conhecimento que eu tive nesse mandato. Quero agradecer a Deus, em primeiro lugar, e a todos vocês que acreditaram na gente. É muito importante esse voto de confiança de cada um de vocês”, declarou o deputado.
Fortalecimento do projeto político e foco no 2º Turno – Apesar de encerrar esta etapa na primeira suplência, Rodrigo da Zaeli reforçou que seu compromisso com a população mato-grossense e com a sua base eleitoral em Rondonópolis permanece inalterado. “Nós vamos continuar aí na luta, defendendo Mato Grosso, defendendo Rondonópolis e buscando sempre fazer um trabalho voltado à família, às causas e aos conceitos que a gente defende. É para isso que a gente está na política: para fazer a evolução da sociedade e tudo aquilo em que acreditamos”, destacou.
O parlamentar também celebrou a expressiva vitória do aliado José Medeiros para o Senado Federal, que conquistou a preferência de 977.777 eleitores no estado. Zaeli classificou o resultado como um marco importante para a consolidação das pautas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
Agora, o foco de Rodrigo da Zaeli se volta para a disputa presidencial no segundo turno, engajando apoio total à candidatura de Flávio Bolsonaro, que liderou a votação no primeiro turno com 56.104.503 votos. Segundo o deputado, a prioridade nos próximos dias será articular forças no estado para garantir a vitória na etapa final da eleição.
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