Política MT
“70% das áreas construídas em Cuiabá e Várzea Grande estão irregulares”, diz Tatiana Monteiro
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso começou hoje (21) pela manhã e vai até as 18 horas, a capacitação: Regularização Fundiária Urbana (Reurb) definida pela Lei nº 13.465/2017. Esse tema é voltado para os agentes públicos municipais. A palestrante, a advogada Tatiana Monteiro, afirmou que o objetivo do evento é discutir as implicações jurídicas da nova lei em vigor. O evento está sendo realizado no auditório Licinio Monteiro.
No perímetro urbano de Cuiabá e Várzea Grande, de acordo com Tatiana Monteiro, mais de 70% das áreas construídas são irregulares. Segundo ela, a legalidade é muito pouca tanto no aspecto urbanístico quanto fundiária. “Sem a regularização, o dono do imóvel não consegue obter os benefícios necessários para realizar empréstimos e investir em sua para fazer os investimentos em sua propriedade. Isso trás dignidade à pessoa. Com a Reurb, ele vai estar inserido no contexto da cidade”, explicou.
A palestrante afirmou que a nova lei trás inúmeras inovações em relações as leis anteriores que normatizam a regularização fundiária em todo o Brasil. Segundo ela, a lei trás uma política de regularização fundiária tanto para as áreas rurais quanto para as urbanas, o que antes não existia.
Entre as mudanças está o novo ordenamento jurídico e as novas diretrizes como, por exemplo, os procedimentos, institutos, penalidades, e ainda como fazer a regularização fundiária. Antes, segundo Monteiro, a lei federal tinha um capitulo especifico sobre a regularização fundiária, mas conhecida como Minha Casa, Minha Vida.
“Essa era uma lei voltada aos Cartorários. Eles não sabiam como agir porque não foi sistematizado e não a constava no arcabouço jurídico. “O capítulo especifico da regularização fundiária na lei Minha Casa, Minha Vida foi revogado. Hoje, não se usa mais o termo para regularização fundiária: Minha Casa, Minha Vida. Ela está restrita a política habitacional e financeira. Agora, o termo usado é Reurb, que pode ser de interesse social ou de interesse específico”, disse a palestrante.
Entre as etapas obrigatórias para as pessoas interessadas na regularização fundiária de sua propriedade, de acordo com Monteiro, o dono do imóvel tem que comprovar o tempo de ocupação da área, precisa realizar estudos técnicos e específicos – comprovando que o imóvel não está em área de preservação permanente e ter ainda a participação de um arquiteto. O procedimento a partir de agora não é simples.
“Ele vai protocolar o pedido na prefeitura e o título vai sair rápido, não será assim. É um procedimento moroso. Mesmo após o recebimento da certidão do titulo final, o município tem a atribuição de polícia. Vai ter o poder de fiscalizar. O núcleo que foi incorporado à formalidade da cidade tem que fazer melhorias. Grande parte das ocupações irregulares não paga IPTU”, afirmou Monteiro.
O superintendente de Licitação, Fabrício Domingues, responsável pela organização do evento, disse que a nova lei é um marco para a regularização fundiária todo o território brasileiro. Segundo ele, a Reurb trás inúmeras inovações e, por isso, a Assembleia Legislativa está fomentando essas discussões com os representantes de vários municípios mato-grossenses.
“O Ministério do Planejamento constatou por meio de pesquisa que em todo o Brasil cerca de 50% dos imóveis tem algum tipo de irregularidades e que todos os municípios brasileiros com a população acima de 300 mil habitantes têm favelas. A lei vem de encontro a essa realidade. Por isso, os municípios terão que formatar legislações próprias, para enfrentar sua realidade. Seus loteamentos irregulares e suas ocupações informais”, destacou Domingues.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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