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Audiência propõe busca ativa e assistência a crianças e adolescentes órfãos da covid-19

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A situação de crianças e adolescentes que ficaram órfãos em decorrência da covid-19, em Mato Grosso, bem como as políticas de assistência social e financeira foram debatidas, na segunda-feira (21), em audiência pública requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), atendendo à pedidos da seccional mato-grossense da Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19.

O parlamentar apontou a importância de evitar uma “superinstitucionalização” desses adolescentes e crianças que perderam pai, mãe ou responsáveis para a covid-19. Segundo Barranco, esse é um dos maiores desafios deixados pela pandemia, pois estima-se que, somente no Brasil, mais de 190 mil jovens perderam os pais para a doença. Em Mato Grosso esse número chega a aproximadamente 1,4 mil órfãos pela covid.

“Nós estamos aqui hoje para falar desse tema, colocá-lo na sociedade, nas instâncias públicas, formular políticas públicas e desenvolver os melhores esforços para a implementação dessa política. Queremos nos somar a essa corrente nacional. E, se não tiver uma pressão social, não conseguiremos esse suporte aos jovens”, pontuou Barranco.

O deputado lembrou que a orfandade da pandemia é ocasionada por mortes que poderiam ter sido evitadas, se não fosse uma negligência do Estado brasileiro. De acordo com o parlamentar, a falta de ações de combate à pandemia e o negacionismo levaram o Brasil a ter “uma geração de órfãos”. “Centenas de milhares de pessoas ficaram sem um pai, sem uma mãe, devido a uma doença terrível. Essa mortandade que poderia ter sido evitada. Os estados têm um papel fundamental neste momento em que é preciso dar suporte assistencial. É preciso transformar essa dor em potência”, disse.

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No mesmo sentido, o promotor de justiça do Maranhão (MA), Márcio Tadeu, também falou sobre as sequelas que serão deixadas pela doença. “Essa dor que essa crise sanitária ainda nos traz será carregada por muito tempo. Esses impactos, devido à falta de tratamento sério em relação à covid-19, será carregada por um longo período, em especial pelos órfãos. Por isso é necessário a criação de políticas públicas pensando na problemática. Precisamos tratar o assunto da forma que ele deve ser tratado, que é com muito acalento, mas também com bastante seriedade. Precisamos buscar esses órfãos”, argumentou.

A professora Íris Oliveira, docente do curso de serviço social do Rio Grande do Norte, ressaltou a importância de ações e políticas públicas para dar visibilidade e amparo aos órfãos da covid-19.

“Essas políticas públicas precisam ser de proteção e cuidado. É necessário apoio financeiro, apoio psicossocial e providências do sistema de justiça. Somos defensores também do fortalecimento dos serviços já existentes, com a ampliação de equipamentos e equipes. Precisamos seguir com diálogo e de mãos dadas para alcançarmos esses benefícios”, pontuou.

A audiência também contou com a presença do pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), Diego Xavier, que disse não entender o motivo da alta taxa de mortalidade no estado. “É estarrecedor olhar para os números de um estado rico que se orgulha e vangloria de bater recordes de produção, principalmente agropecuária, mas quando nós olhamos a taxa de óbito a gente vê que não é bem assim. Mato Grosso é o segundo do país, com 412 óbitos por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. É um fato difícil de entender”, salientou

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O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) acentuou que a pandemia no Brasil foi potencializada, não somente pela dimensão da pandemia, mas também pelo “negacionismo e obscurantismo” do governo federal e poderia ter sido pior, se não fossem os esforços dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Brasil vai enfrentar um trauma social profundo, pois 650 mil mortos não é apenas um número, são pessoas, são famílias. Quando falamos dos direitos da criança e do adolescente, imaginar que 190 mil deles ficaram órfãos na pandemia e não ter nenhuma política pública pronta para execução. Bastava uma: incluí-las em um programa de transferência de renda”, afirmou.  

Barranco finalizou a audiência reafirmando o compromisso de encaminhar todas as demandas e cobrar e unir todos os poderes do Estado para elaborarmos programas de assistências para esses órfãos.

Participaram da audiência pública a deputada federal Rosa Neide (PT-MT); o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC); o promotor de justiça do Maranhão, Márcio Tadeu, o pesquisador Diego Xavier, da Fiocruz; o médico Carlos Carretoni;  professora Íris Oliveira, do Rio Grande do Norte (RN); e as professoras Enelinda Scala e Liliane Capilé, membros da Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid-19 de Mato Grosso.

Fonte: ALMT

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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