Mato Grosso
Caixa Econômica Federal libera saque do PIS para cotistas abaixo dos 60 anos
Teve início nesta segunda-feira (02.09) o pagamentos das cotas do PIS, pela Caixa Econômica Federal, para os cotistas com idade até 59 anos. A iniciativa atende à Medida Provisória 889/2019, assinada pelo Governo Federal, que disponibilizará a qualquer titular da conta individual dos participantes do PIS/PASEP o saque integral do seu saldo, de acordo com o calendário.
O Procon Estadual recebeu representantes da Caixa Econômica Federal na última sexta-feira (30.08) para esclarecer as ações sobre a liberação de cotas do PIS/PASEP. Na pauta da reunião, a Medida Provisória 889/2019, publicada em 24 julho de 2019, que prevê a divulgação das novas regras para o saque do PIS pela Caixa, bem como os novos procedimentos adotados para o pagamento das cotas.
Pelo cronograma do PIS, os cotistas com idades a partir de 60 anos começaram a receber o benefício no dia 26 de agosto. Já aqueles com idade inferior a 60 anos podem sacar a partir de desta segunda-feira. A liberação contempla os trabalhadores cadastrados no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público até 04/10/1988 e que possui saldo de cotas do PIS/PASEP.
“É importante ressaltar que tem direito ao benefício quem trabalhou oficialmente no período de 1971 a 1988, tendo o número de NIS ou PIS. Na dúvida, o trabalhador pode fazer o contato via telefone para saber se tem ou não direito antes de enfrentar as filas da Caixa Econômica”, orienta a secretária adjunta do Procon-MT, Gisela Simona.
Para agilizar o atendimento ao cidadão, os saques de até R$ 3 mil podem ser feitos com o Cartão do Cidadão e a Senha Cidadão nos terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui – apresentando documento de identificação oficial com foto. Nos saques acima de R$ 3 mil ou cotistas que não possuem o Cartão do Cidadão e Senha, o processo deve ser realizado nas agências, apresentando um documento oficial de identificação com foto.
O trabalhador pode acessar www.caixa.gov.br/cotaspis para saber mais sobre quem tem direito às cotas, valores, cronograma e locais para o saque através do site disponibilizado pela Caixa. Há também a Central de Atendimento ao Cidadão pelo telefone 0800 726 0207.
Com informações da Caixa Econômica Federal
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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