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Audiência pública debate prevenção à depressão e ao suicídio nesta terça-feira (10)

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A cada 3 segundos, uma pessoa no mundo tenta o suicídio, e a cada 40 segundos, uma pessoa consegue dar fim à própria vida. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 90% dos casos poderiam ser evitados a partir de uma rede de apoio estruturada, que inclui saúde pública, família, amigos e trabalho.

Para tratar do ema, a Assembleia Legislativa realizará nestaa terça-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma audiência pública para tratar da depressão e suas consequências. O evento reunirá representantes de várias instituições, entre elas, da educação, polícia militar, saúde pública, universidades, associações de psicologia e psiquiatria, Centro de Valorização da Vida (CVV), estudantes e profissionais que atuam na área.

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que é médico há 40 anos e organizador desse encontro, a proposta é analisar como a rede de atendimento hoje está estruturada e quais as demandas para melhorias do setor que é a porta de entrada para os pacientes em sofrimento e seus familiares.

“Temos um projeto de lei que visa capacitar os professores para que identifiquem os sinais de alunos que estejam em depressão e acionem os pais e a rede de proteção rapidamente. Ter pessoas capacitadas na escola potencializará o trabalho preventivo, o que vai evitar o agravamento de inúmeros quadros que podem levar a um suicídio”.

Após a perda de uma amiga por suicídio há quatro anos, a médica do programa saúde de família de Cuiabá, Lívia Pulcherio Monteiro, explica que passou por muitas mudanças. “Primeiramente, quis entender o que aconteceu. Busquei fazer cursos e me especializar no assunto, porque, mesmo atuando na área da saúde, estive com ela 10 dias antes e não identifiquei o risco da situação, e é uma dor que nunca vai embora”.

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Lívia afirma que a perda de um amigo ou familiar por suicídio, aos poucos, dá lugar à resignação e à saudade (posvenção). Mesmo enfrentando um tabu, a primeira orientação quando o tema é suicídio: falar abertamente sobre o assunto, sem julgamento, sem piada (ou brincadeira), levando em conta o momento de dor do outro.

“Observo que falta mais atenção não só das políticas públicas, como das pessoas para identificar os sinais, ninguém decide cometer suicídio de um dia para o outro, elas passam por etapas, por isso precisamos estar muito atentos para esses sinais, e fazer alguma coisa para ajudar de forma carinhosa, mas bastante firme”.

Cerca de 320 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).  No Brasil, mais 11 milhões de pessoas no Brasil afetadas pela doença, entre crianças e adultos, um índice que crescente que ainda significa um tabu, considerado por muitos como ‘frescura, fraqueza ou falta de Deus’.

Fases que precedem o suicídio

Na primeira etapa, a médica Lívia Monteiro pontua que há uma ideação suicida, ou seja, a pessoa começa a pensar nele. Normalmente, 97% dos casos vêm acompanhados de doença mental, como depressão, ansiedade e outras síndromes mentais que vão potencializar o quadro. Tratá-las é fundamental.

O segundo momento é o planejamento da morte, ou seja, de maneira prática, a pessoa passa a escolher a forma ou a técnica para colocar em prática. Nesta fase, é comum o paciente externar frases que devem ser um alerta (sinal amarelo) em casa e no trabalho: ‘Não sirvo para nada’, ‘a vida vai ser melhor sem mim’, ‘estou cansada (cansado) de lutar’. Ao invés de ignorar, Lívia orienta que é preciso intervir imediatamente.

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“Tem que ter uma conversa franca, escutar, oferecer ombro amigo, perguntar se está tudo bem, atitudes que ajudam em qualquer lugar onde estamos. Mas para isso, temos que sair da superficialidade, entendendo que apenas um ser humano ajuda o outro, o que exige amor e atenção, é observar quando a pessoa está com um comportamento diferente do habitual e não deixar passar”.

A médica frisa que é fundamental ser franco e perguntar sobre o planejamento. “Na rotina do consultório, as pessoas são sinceras e respondem”. Ela explica que a partir desta resposta é possível acionar a rede de proteção e evitar que se chegue à terceira e última etapa, que é tentativa de suicídio. “Ser honesto, perguntar, não deixar a pessoa sozinha, tirar o instrumento do alcance dela, acionar os serviços de proteção e a família, é um trabalho conjunto”.

O paciente neste nível precisa de acompanhamento médico e psicológico imediato, apoio da família, no emprego e dos amigos. Se por um lado existem fatores que podem desencadear o adoecimento, como desemprego, solidão, perdas variadas, doença física incurável, abandono, por outro, há fatores de proteção.

“O número de pessoas que pensam e até planejam o suicídio é alarmante, estamos vivendo um momento mundial muito difícil, por isso precisamos fortalecer essa rede de proteção que inclui bons relacionamentos com família, amigos, hábitos saudáveis, como praticar esportes, ter atividades de lazer e ao ar livre na natureza e, acima de tudo, ter uma vida saudável”.

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Sobre a rede de atendimento, Lívia informa que as unidades básicas de saúde pública estão abertas para auxiliar. Caso haja uma tentativa, é preciso ir a um pronto-atendimento, há ainda a escuta ativa do CVV (pelo 188 – ligação gratuita), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e também o Núcleo de Assistência Social Comunidade Inamar (NASCI), que dispõe de duas unidades em Cuiabá.

Outras informações

Para saber sobre a programação e participar entre em contato com o gabinete do Dr. Gimenez, pelo telefone: (65) 3313-6795 ou o e-mail [email protected].

SUGESTÃO DE PAUTA

Evento: Audiência Pública sobre depressão
Data: 10/09 (terça-feira)
Horário: 13h
Local: Auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Av. André Maggi, Centro Político Administrativo, Cuiabá.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

Veja Vídeo:

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