Mato Grosso
Em Cuiabá, três unidades da Polícia Militar estão com novos comandantes
Em solenidade realizada nessa quinta-queira (17.10), no pátio do 1º Batalhão, o comandante-geral de Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, presidiu a solenidade de troca de comando de três unidades da PMMT. No ato o tenente-coronel Paulo César da Silva (42) assumiu o comando do Batalhão Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel).
Com 20 anos dedicados à carreira de policial militar, Paulo César deixou o Batalhão de Polícia Militar Fazendária para comandar o Batalhão Rotam, unidade especializada na qual ele já havia atuado como subcomandante entre 2012 e 2015. Por dois anos, até o final de 2018, o oficial também serviu como subcomandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Paulo César substituiu o tenente-coronel Cleverson Leite Leite, que na solenidade estava representado pelo subcomandante e comandante em exercício, tenente-coronel Wittenberg Souza Maia.
Além dos cursos de formação policial militar, o novo comandante tem graduação em Direito e especialização e capacitação em diversas áreas, entre as quais de Operações Rotam, Operações Policiais Especiais, Gerenciamento de Crise, Negociador Policial e Controle de Distúrbio Civil.
10º Batalhão
No 10º Batalhão, unidade do 1º Comando Regional de Cuiabá responsável pelo policiamento de mais de 50 bairros, entre os quais Santa Rosa, Santa Isabel, Verdão, Cidade Alta, Santa Amália e Jardim Cuiabá, assumiu o tenente-coronel César Augusto de Camargo Roveri, em substituição ao tenente-coronel Gilcimar Mendes Corrêa.
Roveri tem 41 anos e integra a Polícia Militar mato-grossense desde 1998. Além do Curso de Formação de Oficiais (CFO), a graduação de ingresso na PM, é bacharel em Direito, especialista em Defesa Civil e tem cursos de Inteligência Policial, Instrutor de Tiro Policial, de Piloto de helicóptero e de aviões comerciais, entre outros. Entre as funções de comando atuou como da 4ª Companhia Independente de Segurança Institucional (Cia Palácios) gerente de equipe de operações do Ciopaer e subchefe do gabinete do Estado Maior Geral da PMMT.
Companhia Palácios
A 4ª Companhia Independente de Segurança Institucional agora tem como comandante o tenente-coronel Gilcimar Mendes Corrêa. Gilcimar deixou o 10º Batalhão e na Cia Palácios substituiu o tenente-coronel Osmário Cícero Oliveira Júnior. Osmário, que exercia as funções de comandante dessa da Cia Palácios e subcomandante da 20ª Companhia de Força Tática de Cuiabá agora passa a comandar essa unidade especializada.
Na nova função, o tenente-coronel Gilcimar terá como atribuição a segurança de toda a região do Palácio Paiaguás, onde estão sediados grande maioria dos órgãos públicos estaduais e de outros poderes como Judiciário, Ministério Público e Assembleia Legislativa.
Gilcimar tem quase 20 anos de carreira da PMMT, ingressou pelo CFO em 2000 e desde então exerceu diversas atividades operacionais e funções de comando. Antes de comandar o 10º Batalhão de Cuiabá já havia comandando outras unidades, como as companhias de Polícia Militar do Boa Esperança e da área central, ambas em Cuiabá, e a Companhia de PM de Santo Antônio de Leverger.
O comandante geral, coronel Assis, destacou que a troca de comando é normal da carreira militar e a permanência em uma determinada função de comando perdura em média por um ano e meio. Assis observou que essas movimentações são importantes para a sociedade como forma de estabelecer novas ações à segurança pública. Ele lembrou que os oficiais que deixaram as funções tão assumindo novas missões de comando.
O secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, destacou que essas mudanças oxigenam todo o Sistema de Segurança Pública, não estão saindo da PM, mas indo para novos desafios dentro da carreira militar.
Estiveram presentes ainda o deputado Max Russo, o secretário-adjunto de Segurança, coronel Victor Fortes, entre outras autoridades militares e civis.
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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