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Sindicalista faz graves denúncias contra Energisa

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Foto: Marcos Lopes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa para investigar a Energisa S.A., concessionária do serviço de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso, vai apurar graves denúncias recebidas durante a oitiva do eletrotécnico Dilon Caporossi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas (Stiu-MT).

Conduzida pelo presidente da comissão, deputado Elizeu Nacimento (DC), ao lado dos pares Carlos Avallone (PSDB), Dr. Eugênio (PV), Paulo Araújo (PP) e Ulysses Moraes (DC), a oitiva também contou com a presença da advogada Fabrina Gouvêa, que preside a Comissão de Direito de Energia da seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT). A Procuradoria Geral da Casa foi representada pelo subprocurador-geral de Apoio Institucional, Francisco de Brito Júnior.

Homicídio culposo – O sindicalista começou a exposição com a exibição de um vídeo dramático que mostra um acidente fatal ocorrido no dia 27 de outubro deste ano na “linha 15” do Cinturão Verde, zona rural de Cuiabá.

Um caminhão de som com gerador próprio servia ao culto evangélico da Igreja Assembleia de Deus e foi atingido por um cabo de transmissão de alta voltagem – carga de 13,8 mil volts – que se rompeu. Inadvertidamente, o dono correu para retirar o veículo e tocou nele. Ao fundo, ouvem-se gritos femininos de desespero e a constatação de uma voz masculina: “o rapaz morreu, dona”.

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Em seguida, Caporossi mostrou imagens produzidas com uso de drone mostrandooutra linha de transmissão de alta voltagem, na região onde fica a comunidade de Rio dos Couros, entre a capital e Chapada dos Guimarães, que passa por densa mata, sem a chamada “limpeza de faixa”, medida de segurança obrigatória e prevista no contrato de concessão que consiste na poda de árvores e até retirada da vegetação onde passam os cabos eletrificados.

Lá, em abril deste ano, um morador da comunidade também morreu por eletrocussão quando ajudava funcionários a serviço da Energisa a limpar a área onde um cabo havia rompido e deixado a população da pequena vila sem energia por vários dias. Imagem forte, uma foto do corpo foi exibida pelo sindicalista.

Conforme a advogada Fabrina Gouvêa, a empresa e diretores podem eventualmente arcar com responsabilidade pelas mortes, inclusive na esfera criminal – caso seja provado que a suposta falta de manutenção das redes e de adoção das obrigatórias medidas de segurança tenham sido fatores determinantes para os acidentes fatais.

“Seriam então casos de homicídio culposo causado por imprudência ou negligência, mas isto evidentemente demanda o devido processo legal, prova pericial e eventualmente sentença judicial, assegurada a ampla defesa; de qualquer forma, extrapola a competência da Comissão Parlamentar de Inquérito”, pontuou.

O procurador Francisco de Brito advertiu que a comissão não apenas tem poderes para tal, como de fato vai investigar as denúncias. “Claro que ela refere-se ao processo criminal, que é de alçada do Poder Judiciário, vez que a CPI tem competência para promover a inquisição de todas as ilegalidades levadas ao conhecimento dos parlamentares e mesmo endossar as denúncias se provadas forem”, sentenciou.

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A afirmação foi reiterada pelo presidente da comissão. “Tudo será investigado, desde o possível descumprimento de obrigações contratuais assumidas pela concessionária, até a eventual responsabilidade da Energisa por estes lamentáveis acidentes que ceifaram as vidas de dois mato-grossenses”, assegurou o deputado Elizeu Nascimento.

Demissões – Outra grave denúncia do sindicalista ouvido na tarde de terça-feira (26) refere-se à estranha coincidência de diretores da Energisa S.A. que também figuram na condição de sócios em empreiteiras que prestam serviços terceirizados à empresa – caso do executivo Maurício Perez, diretor da empresa e sócio da Energisa Soluções, conforme consta em certidão simplificada do contrato social, exibida por Caporossi.

O sindicalista também questionou a política de redução da força de trabalho levada a cabo pela empresa, segundo ele diametralmente oposta ao crescimento da demanda de serviços – “prestados com péssima qualidade à população mato-grossense pela Energisa”.

Também levantou a suspeita de que a empresa esteja demitindo funcionários que possuem dependentes e contratando trabalhadores que não têm cônjuge ou filhos, com o fim de reduzir os custos com plano de saúde.

Caporossi ainda exibiu uma recomendação da Energisa aos coordenadores operacionais, na qual proíbe o acionamento de equipes em hora extra para atender interrupção de fornecimento que prejudique menos de trinta unidades consumidoras, ou cuja multa pelo atraso no reestabelecimento da energia não exceda R$ 700.

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Criticou ainda o encerramento do ‘call center’ em Mato Grosso, com a demissão de aproximadamente três centenas de trabalhadores. “Hoje, a central telefônica da Energisa funciona no município cearense de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza”.

Enquanto isso, afirmou Caporossi com base em números fornecidos pela própria empresa, o lucro da Energisa somou quase R$ 427 milhões em 2018. “Por outro lado, os reajustes tarifários desde 2014, quando a empresa assumiu a concessão, somaram mais de 36% acima da inflação apontada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor”, acrescentou.

Apuração rigorosa – As graves denúncias levadas ao conhecimento dos parlamentares pelo sindicalista Dilon Caporossi – algumas inclusive instruídas por documentos – serão rigorosa e imparcialmente apuradas pela comissão inquisitiva e, caso comprovadas, endossadas no relatório final e posteriormente encaminhadas ao Ministério Público Estadual e demais instituições competentes para providencias eventualmente cabíveis.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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