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Em todo o Brasil, cerca de 50% dos municípios têm plano de gestão

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A diretora de qualidade ambiental, gestão de resíduos do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Maria Faria Veloso, disse hoje (27), durante a abertura do 13º Seminário Nacional de Resíduos Sólidos, que acontece em Cuiabá, que 50% dos municípios brasileiros têm plano de gestão integrado de resíduos sólidos.

Ela foi uma das palestrantes na manhã dessa quinta-feira (27). Segundo Zilda Veloso, pelo menos 80% dos municípios brasileiros descartam os rejeitos de maneira adequada. Mas cerca de 50% dos resíduos sólidos ainda vão parar nos lixões. “Os números são ótimos, mas ainda muitas cidades não têm um plano para descartar os seus rejeitos”, disse Veloso.

Zilda Veloso explicou que a atual norma que trata da política de resíduos sólidos – em vigor desde 2010 – trás uma série de responsabilidade para toda a sociedade e não apenas os gestores em níveis federal, estaduais e municipais.

“Diferente da política de saneamento, essa norma trouxe todos os resíduos gerados nas diversas atividades como, por exemplo, no transporte, na saúde e na mineração. É uma política difícil de ser implementada porque envolve todos os setores, incluindo mudanças de comportamento do cidadão e dos dirigentes públicos e privados”, disse Veloso.

Para Veloso, o lixo sólido precisa ser tratado de forma adequada, mas para isso precisa de recursos financeiros. “Isso não pode ser repassados aos municípios. Embora tenha que ser criado uma taxa de coleta de lixo. A coleta não é barata, o transporte feito de porta a porta é caro. O modelo que o Brasil utiliza precisa de recursos”, disse.

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De acordo com a palestrante, o Ministério de Meio Ambiente vem apoiando projetos de compostagens de resíduos orgânicos e de propostas inovadoras como da avaliação da  mitigação dos gases de efeitos estufas na gestão de resíduos sólidos.

 “É um projeto que o Ministério vem desenvolvendo em cooperação com o governo da Alemanha, que trás uma metodologia para municípios. Isso vai gerar novas fontes de financiamento dentro da política de mudanças do clima e uma preocupação mais ampla com a questão ambiental”, explicou Veloso.

O assessor técnico do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Mato Grosso (CREA/MT), Jesse Barros, afirmou que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) já elaborou para 109 municípios o planejamento à implantação de saneamento básico – água, esgoto, drenagem e os resíduos sólidos. “Esses estudos já foram feitos, repassados e aprovados pela Secretaria de Estado de Cidades  

“Em Mato Grosso o tratamento de resíduos sólidos está muito tímido. O projeto é caro. Os municípios dependem de recursos do governo federal para executá-lo. O governo estadual não tem priorizado essas ações e nem recursos para essas áreas. Se não tiver aporte financeiro do governo federal e estadual, o município sozinho não tem condições financeiras de resolver esse tipo de problemas”, explicou Barros.

A presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU-DF), Eliana Kátia Tavares Campos, veio falar da iniciativa tomada no fechamento do 2º maior lixão do mundo localizado em Brasília. Na cidade, segundo Campos, existem contratos firmados com 28 cooperativas de catadores de lixo.

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“O lixão existia há 50 anos e somente foi possível porque firmou uma parceria entre vários órgãos do governo local e com a contratação das pessoas que trabalhavam no lixão para serem prestadores de serviços públicos para fazerem a coleta seletiva e a triagem dos lixos”, disse Campos.

A presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES/MT, Denise Duarte, disse que o seminário é a oportunidade de os profissionais ligadas a esses setor discutir os avanços e os desafios sobre a gestão de resíduos em todo o Brasil e, especificamente em cada um dos estados brasileiros.

“A realidade é bem triste em todo o Brasil, apesar de a coleta de lixo ser feita em 80% dos municípios brasileiros, mas a destinação muitas vezes é feita de forma incorreta. Em Mato Grosso, existem apenas oito aterros sanitários, de um total de 141 municípios”, explicou Duarte.

No final do seminário, será elaborado um documento com todos os problemas e sugestões apontados pelos participantes do evento. O 14º Seminário, previsto para acontecer daqui a dois anos, será realizado em Belo Horizonte/MG.

Programação

Hoje (27), depois do almoço, no segundo painel do encontro – entre 13h30 e 15h30 -, outro importante tema em discussão: “Economia Solidária e Catadores”. Sob a coordenação de Solange Cruz, que representará a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

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Entre 15h45 e 17h45, coordenado por Francisco Holanildo – representante da Fundação Nacional de Saúde em Mato Grosso (Funasa-MT) – será realizado o terceiro painel, sobre “Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos”.

Em paralelo, haverá apresentação de trabalhos técnicos.

SEXTA-FEIRA

No segundo dia do encontro, pela manhã, o debate segue na esteira da palestra “Gestão sustentável dos resíduos sólidos: uma ferramenta de proteção climática”, sob coordenação de Sara Caporossi, da Abes.

Após o almoço, entre 13h30 e 14h25, o quarto painel, sob o tema “Plano Municipal de Saneamento Básico – a experiência de Mato Grosso”, coordenado por Eliana Beatriz Rondon, da UFMT.

O quinto painel – das 14h25 as 16h10 – abordará “Logística Reversa”, sob coordenação de Denise Duarte, representante da Abes em Mato Grosso.

Das 16h15 as 18h, o sexto painel será sobre “Alternativas para aproveitamento de resíduos”, coordenado por Aldecy de Almeida Santos, da UFMT.

SÁBADO

O último dia do evento será reservado às visitas técnicas – ao Centro Sebrae de Sustentabilidade e à fábrica da Votorantim.

 

 

   

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Ex-vereador João Moto Táxi anuncia desfiliação do PT em Rondonópolis

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Foto- Assesoria

O ex-vereador de Rondonópolis, João Garcia de Souza, conhecido como João Moto Táxi, oficializou seu pedido de desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.

Em carta encaminhada ao Diretório Municipal do PT de Rondonópolis, João afirmou que a decisão foi tomada com “profundo pesar”, destacando a trajetória histórica da sigla na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão social.

Apesar da saída do partido, o ex-parlamentar ressaltou que continua reconhecendo a importância de projetos sociais e políticas públicas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando as ações como fundamentais para a redução das desigualdades e reconstrução social do país.

No documento, João Moto Táxi atribui a desfiliação a divergências políticas no âmbito municipal, além da “quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos”, fatores que, segundo ele, tornaram inviável sua permanência na legenda.

“Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos”, afirmou no texto.

Ao final da carta, o ex-vereador agradeceu aos militantes e companheiros de partido pelas experiências compartilhadas durante o período de militância e desejou que o PT continue contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

O pedido de desfiliação foi datado em 17 de maio de 2026, em Rondonópolis.

Veja carta de desfiliação:

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Ao Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Rondonópolis – MT

Eu, João Garcia de Souza, venho, por meio desta, formalizar meu pedido de desfiliação dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT).

Trata-se de uma decisão extremamente difícil e carregada de profundo pesar, sobretudo por toda a trajetória histórica construída pelo partido na defesa dos trabalhadores, da justiça social e da inclusão dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.

Registro que permaneço reconhecendo e concordando com importantes projetos sociais, políticas públicas e avanços promovidos pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os quais considero fundamentais para a redução das desigualdades e para a reconstrução social do país.

Entretanto, em âmbito municipal, acontecimentos recentes, divergências políticas e, sobretudo, a quebra de confiança em determinadas conduções e posicionamentos tornaram inviável minha permanência na legenda. Ainda que com tremenda dor e sentimento de frustração, compreendo que o mais coerente neste momento é seguir em frente por outros caminhos.

Agradeço aos companheiros e companheiras com quem compartilhei experiências, debates e lutas ao longo deste período de militância, desejando que o partido siga contribuindo para o fortalecimento da democracia e das pautas sociais no Brasil.

Sem mais para o momento,

Rondonópolis – MT, 17 de maio de 2026.

João Garcia de Souza

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Presidente da APER destaca atuação de Irajá Lacerda contra abusos no crédito rural

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Entidade do RS reconhece atuação do ex-secretário executivo do Mapa; ferramenta implementada em sua gestão ajudou produtor a suspender execução judicial

Foto- Assessoria

O presidente da Associação dos Produtores Empresários Rurais do Rio Grande do Sul (APER), Arlei Romeiro, fez um agradecimento público ao ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Irajá Lacerda, pela atuação em defesa de produtores rurais diante de relatos de irregularidades e abusos na execução das políticas públicas de crédito rural.

Segundo o dirigente, produtores têm relatado dificuldades para acessar o direito ao alongamento de custeios e investimentos em casos de frustração de safra ou problemas de comercialização. “A instituição não concede essa prorrogação e, em vez disso, induz o produtor a contratar outro tipo de crédito, como uma CCB – Cédula de Crédito Bancário, uma confissão de dívida ou até mesmo uma CPR – Cédula de Produtor Rural, com taxas de juros muito mais altas”.

O presidente informa que as denúncias foram levadas a diversos órgãos e que a entidade encontrou apoio institucional no Ministério da Agricultura durante a atuação de Irajá Lacerda na Secretaria Executiva. “O jovem secretário teve a coragem de enfrentar o sistema, implementar uma auditoria no Mapa e produzir um relatório robusto, com provas materiais e depoimentos de vários produtores rurais, reforçando e comprovando as denúncias que a APER vinha fazendo”, destaca ele.

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O reconhecimento vem acompanhado de um resultado concreto: um produtor rural gaúcho conseguiu suspender judicialmente uma execução indevida e ter seu nome retirado dos cadastros de inadimplência graças ao atestado VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos), implementado durante atuação de Irajá Lacerda no Mapa. O atestado é uma ferramenta baseada em inteligência artificial e tecnologias geoespaciais que permite comprovar boas práticas agrícolas e eventos climáticos nas propriedades rurais.

O ex-secretário do Mapa explica que o produtor havia pedido o alongamento da dívida após sofrer prejuízos provocados por evento climático, mas teve a solicitação negada pela instituição financeira e acabou sendo executado.

“Esse produtor não deixou de cumprir seu compromisso porque quis. Ele enfrentou um evento climático, teve prejuízo na safra e precisava comprovar isso. Com o atestado VMG, conseguiu levar esses fatos ao Judiciário, suspender a execução e retirar a negativação do nome. Hoje, ele pode voltar a buscar crédito e tocar sua atividade produtiva. Isso me dá a sensação de que valeu a pena fazer esses enfrentamentos”, afirma Irajá ao relatar o caso.

Para ele, o episódio reforça a importância de garantir segurança jurídica ao produtor, especialmente quando há frustração de safra ou dificuldade real de cumprimento das obrigações financeiras. “Quando o produtor enfrenta essas situações, não pode ser empurrado para uma dívida ainda mais pesada. O papel do poder público é ouvir, fiscalizar e garantir que as políticas de crédito rural sejam cumpridas com justiça e transparência”, enfatiza.

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Em seu depoimento, o presidente da APER também defende que o crédito rural seja tratado como uma questão de Estado, e não como pauta político-partidária. Irajá reforça a mesma linha e afirma que a defesa do produtor rural deve estar acima de qualquer disputa ideológica.

“Enquanto estive no Mapa, minha atuação sempre foi pautada na defesa do produtor rural, porque defender o produtor é defender a produção, a segurança alimentar, o emprego e o desenvolvimento do país. Isso independe de ideologia política ou partidária. O que pode ser corrigido deve ser enfrentado com coragem, responsabilidade e cumprimento da lei”, completa o ex-secretário.

*Foto: Irajá Lacerda quando ocupava o cargo de Secretário Executivo do Mapa

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Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT

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O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria


Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.

Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.

No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.

Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.

Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.

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“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.

O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.

“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.

Crédito da foto: Pedro Paulo
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