Nacional
Acidentes nas estradas de todo País causam mais de 30 mortes durante o feriadão

Mais de 30 pessoas morreram em acidentes nas estradas do Brasil durante o feriadão de Nossa Senhora de Aparecida que emendou a sexta-feira (12) com o final de semana. O número, apesar de alto, ainda pode crescer, já que muitas pessoas aproveitaram o Dia do Professor comemorado nessa segunda-feira (15) para aproveitar um pouco mais e só estão voltando para casa hoje.
Por esse motivo, nem todas as unidades estaduais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) já fizeram o balanço final dos acidentes nas estradas de todo País. O número divulgado até o momento, porém, já registra 33 acidentes com morte entre sexta e domingo, 2.094 ultrapassagens irregulares flagradas e mais de 17 mil motoristas multados, dos quais mais de 350 foram por embriagues no volante.
Apenas no estado do Rio de Janeiro, um dos mais visitados no feriadão, um morto e 53 feridos foram registrados nas estradas federais que cortam o estado.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, entre os 50 acidentes registrados no Rio, entre 11 e 14 de outubro, o mais grave foi o atropelamento de um pedestre na BR-040, na altura de Duque de Caixas, em que a vítima morreu.
O número de acidentes nas estradas e vítimas, felizmente, é bem menor do que o de 2017, quando de 12 a 15 de outubro, houve 86 acidentes, com 97 feridos e três mortos. Ainda assim, não deixa de ser alto considerando que o feriado desse ano teve um dia a menos do que o do ano passado.
No total, só no Rio de Janeiro, foram registradas 2.241 infrações, sendo 286 ultrapassagens proibidas e 283 conduções de veículo sem que o motorista e/ou passageiro estivesse com o cinto de segurança.
10h – Nova Serrana/MG, BR 262, km 458, interdição total devido a colisão frontal entre carreta e auto de passeio com pelo menos 02 mortos.
— PRF MINAS GERAIS (@PRF191MG) 14 de outubro de 2018
A PRF-RJ também informou que foram feitos 1.739 testes de alcoolemia, o popular teste do bafômetros, que resutlaram em 16 autuações, além da apreensão de 25 carteiras de motorista, 112 documentos de veículos e 13 automóveis que estavam com irregularidades e podiam causar mais acidentes nas estradas.
Enquanto isso, em Minas Gerais, o número final de acidentes e vítimas ainda não foi divulgado, mas só através da conta oficial no Twitter da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais é possível ver o relato de pelo menos sete acidentes graves envolvendo tombamentos de carretas na estrada, colisão frontal de veículo de passeio e caminhão, capotamento de veículo e o relato de pelo menos quatro mortes nas estradas do estado.
Já se sabe, porém, que o número é maior do que esse uma vez que em um único acidente seis pessoas de uma mesma família morreram, cinco mulheres e um homem, e nove ficaram feridas num acidente que ocorreu já nesta segunda-feira (15) na BR-381, em São Gonçalo do Rio Baixo, na Região Central de Minas Gerais, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
5h45 – ATENÇÃO: Grave acidente na BR 381 em São Gonçalo do Rio Abaixo, km 388, ponte do Rio Una. Pista interditada.
— PRF MINAS GERAIS (@PRF191MG) 15 de outubro de 2018
Ainda de acordo com a PRF, uma carreta e uma van bateram de frente no km 388, perto da ponte do Rio Una. De acordo com a corporação, a van saiu de Brasília (DF) com destino a Santa Bárbara do Leste, na Região Leste de Minas Gerais, para onde a família voltava após ter viajado ao Distrito Federal para participar de um aniversário de 80 anos de um outro familiar.
O acidente ocorreu por volta das 5h da manhã. Segundo os bombeiros que prestaram o primeiro atendimento, foi o motorista da van quem invadiu a pista contrária onde não é permitido ultrapassar e bateu de frente com a carreta. Com o impacto, o caminhão que transportava rejeitos de minério foi parar num barranco. Não chovia no momento do acidente.
Oito vítimas do acidente foram levadas para um hospital em João Monlevade e o motorista da van para o Hospital de Pronto-Socorro João XXII, em Belo Horizonte. Lá ele já recebeu quatro bolsas de sangue e está sendo estabilizado para depois passar por cirurgias. Outras duas pessoas que estavam na carreta e duas que estavam na van não precisaram de atendimento médico.

Já em Santa Catarina, a PRF-SC informou que registrou 108 acidentes, nos quais 140 pessoas se feriram e cinco pessoas morreram. Nesse caso, portanto, apesar da queda no número de acidentes (-26%) e feridos (-7,8%), houve duas vítimas fatais a mais nas rodovias federais que cortam o estado (+66%) do que no ano passado mesmo com um dia a menos de feriado.
As cinco mortes ocorreram em três acidentes nas rodovias federais BR 101 e 282. Na quinta-feira (11), uma colisão traseira na BR 101 em Palhoça (SC) resultou em um óbito. Na sexta-feira (12) uma colisão lateral na BR 101 também deixou uma vítima e uma colisão transversal na BR 282 em Pinhalzinho matou duas pessoas. Já no domingo (14), um acidente na saída de pista da BR 282, em Maravilha, novamente resultou na morte de uma pessoa.
A PRF já registra inúmeras colisões provocadas por pura e simples imprudência e falta de atenção. Quer um feriado tranquilo? Concentre-se ao volante e mantenha distância segura entre os veículos.
— PRF Santa Catarina (@PRF191SC) 12 de outubro de 2018
Apesar do mau tempo nas estradas durante quase todo o feriado, a Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina também afirmou que os radares fotográficos registraram 2.292 imagens de veículos acima da velocidade máxima permitida.
Além desses, outros 2.045 autos de infração foram lavrados devido a outras causas diversas sendo 87 por conta da embriaguez de motoristas que estava dirigindo sob efeito de álcool e 260 por ultrapassagem em local proibido que poderia resultar em mais acidentes nas estradas
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*Com informações das Polícias Rodoviárias Federais
Nacional
Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal



No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.
O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.
Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.
Histórico
Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.
A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.
Mudanças no texto
Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.
Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.
Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.
Nacional
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana
Clique aqui para participar da consulta pública do PlanMob-Brasil.
Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.
A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.
O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.
Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.
“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.
Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.
A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.
Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.
Nacional
Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.
O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.
A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.
Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.
Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.
Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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