Mato Grosso
“Há muitos anos esperávamos por isso e vai melhorar atendimento e ensino de nossos alunos”, destaca secretária de Educação de Poconé em entrega de 78 novos ônibus escolares
O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, entregaram nesta segunda-feira (30.05) 78 novos ônibus escolares, contemplando 39 municípios de todas as regiões de Mato Grosso. O transporte vai atender aos alunos das áreas rurais, oferecendo mais segurança para crianças e adolescentes que dependem dessa locomoção para estudar.
Os veículos fazem parte do programa de renovação da frota do transporte escolar rural, que prevê a entrega de 600 unidades até o fim de 2022. No primeiro semestre, trezentos ônibus deverão ser entregues. O investimento é da ordem de R$ 218 milhões e atenderá aos 141 municípios do estado.
O governador Mauro Mendes falou sobre os desafios que o Estado vem enfrentando para elevar a qualidade da educação, destacando a importância de ter criado uma estratégia para promover essa transformação.
“Nós criamos uma estratégia que está sendo implementada e ela passa necessariamente pela melhoria da infraestrutura, então, quando compramos ônibus e entregamos aos prefeitos, melhoramos as escolas e investimos para que o ambiente escolar seja diferente, estamos investindo para que os alunos possam sair de suas casas, nos diversos cantos e cheguem até a escola, de forma adequada e garantam sua aprendizagem”, destacou.
A prefeita de Alto Taquari, Marilda Garofolo Sperandio, veio receber as chaves de dois ônibus escolares e vê a iniciativa como uma motivação para cerca de 550 estudantes que serão beneficiados.
“Vamos poder melhorar a qualidade de vida dos alunos, pois são ônibus modernos, equipados com ar-condicionado. É um incentivo a mais para o aluno estar no banco da escola e com isso eles vão sendo mais motivados a ficar na escola. Era o que estava precisando para fechar com chave de ouro tudo isso que está sendo proporcionado para a nossa educação”, comemorou.
O prefeito em exercício de Juara, Valdinei Holanda de Moraes, reforçou o auxílio que a chegada dos ônibus traz ao seu município. “Para nós, receber esses ônibus é de suma importância. Vai ao encontro da necessidade da nossa cidade, que tem uma extensão territorial muito grande, muitas linhas de ônibus e precisa desse cuidado e atenção com nossas crianças”, afirmou.
A secretária de Educação de Poconé, Ornella Proença Falcão, explicou que seu município também tem uma área geográfica extensa e hoje tem 56 rotas de transporte escolar para atender, necessitando muito da melhoria da frota, que não era renovada há mais de 10 anos. “Há muitos anos não recebíamos veículos novos e estávamos esperando por isso. Começamos a receber esse ano e isso vai sanando a problemática do transporte escolar que enfrentamos, melhorando o ensino de nossos alunos”, disse.
O secretário Estadual de Educação, Alan Porto, explicou que as entregas são parciais por seguir um cronograma que depende tanto da fabricação dos ônibus, como do atendimento à parte burocrática dos contratos, mas a expectativa é de que até o mês de setembro os 600 ônibus cheguem aos municípios, garantindo muito mais do que o transporte de alunos.
“Tenho certeza que com esses novos ônibus que estão chegando às prefeituras, vamos trazer uma melhora significativa na qualidade de vida e no aprendizado dessas 89 mil crianças das áreas rurais que atendemos em todos os municípios”, finalizou o secretário.
Acompanharam a entrega os senadores Fabio Garcia e Wellington Fagundes, o deputado federal Neri Geller, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Nininho, Dr. Gimenez, Janaina Riva, Thiago Silva, Max Russi, Dr.João, além de secretários de Estado, prefeitos e autoridades municipais.
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
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