Mato Grosso
Governo entrega novo prédio e auditório da Controladoria Geral do Estado
O novo prédio e o auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE) foram entregues nesta sexta-feira (07.12) pelo Governo do Estado. A primeira parte da obra no piso superior foi inaugurada em 2017.
“É um honra inaugurar a segunda etapa deste prédio, além de fazer uma justa homenagem a um grande brasileiro, mato-grossense – Gilson de Barros”, destacou o governador Pedro Taques.
A nova sede da CGE tem 3.200 metros quadrados de área construída, com dois pavimentos, elevador, seis salas de reunião, sete salas de oitiva, sala de treinamento, auditório para 160 pessoas, espaço para o cidadão se manifestar na Ouvidoria de forma reservada, cartório para a Corregedoria Geral, sala de apoio para advogados (para o estudo dos processos) e arquivo deslizante para a guarda de documentos. O registro de ponto é feito por meio de biometria em catracas, assim como a identificação com a aproximação do crachá.
A programação é realizada em alusão ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, comemorado em de 9 de dezembro. Um das principais ferramentas desenvolvidas pelo Estado neste sentido foi a implantação do Mira Cidadão. A plataforma permite que a população acesse de forma facilitada e ágil informações sobre gastos públicos do Governo de Mato Grosso.
Entre as consultas disponíveis estão despesas relacionadas aos investimentos do governo em todas as pastas, gastos com pessoal, fornecedores, informações referentes ao salário dos servidores e repasses aos poderes e órgãos autônomos.
“Empossamos mais de 25 controladores e estamos trazendo para cá as corregedorias setoriais, protocolo e equipamentos de importância muito grande. Devido a Lei anticorrupção teremos mais demandas, e para isso, precisamos ter mais tecnologia como a que utilizando agora”, afirmou o secretário-controlador geral do Estado, José Celso Dorilêo Leite.
O auditório recebeu o nome de Gilson de Barros, em homenagem ao secretário-chefe da então Auditoria Geral do Estado (AGE) no período de 1991 a 1994.
“Nossa família se sentiu muito prestigiada com esta homenagem, pois houve uma grande dedicação por parte dele e com certeza este momento nos trouxe a memória tudo o que fez em prol do povo mato-grossense”, relatou Gonçalo Antunes de Barros Neto, filho do homenageado.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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