Mato Grosso
Politec reúne mais de 100 servidores das unidades da Capital e do interior na reunião gerencial do ano
Gestores da Politec em Cuiabá e do interior do Estado reuniram-se durante os dias 28 e 29 de fevereiro para a socialização de estatísticas de produtividade do ano de 2023 e nivelamento das diretrizes, projetos e planejamento para o ano de 2024.
A programação foi subdividida em quatro períodos com a apresentação de assuntos pertinentes à gestão da Diretoria Geral e Adjunta, bem como sobre planejamento estratégico e fluxo de elaboração e submissão de projetos de contratação e aquisição pública de bens e serviços.
Já na quinta-feira (29.02), no período da manhã, houve palestras sobre segurança da informação com o coordenador de infraestrutura estratégica da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Edinei Nissola.
Em seguida, houve a apresentação do programa de integridade pública de Mato Grosso, pelo auditor público Rodrigo Amorim, e, em seguida, apresentação da corregedoria e ouvidoria.
No período vespertino, a equipe da Superintendência de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Segurança participou do evento com orientações e esclarecimento de dúvidas dos servidores.
Em sua apresentação, o diretor-geral adjunto Renato Barbosa Guanaes Simões discorreu sobre as fraquezas da instituição, apontada pelos servidores durante pesquisa para elaboração do planejamento estratégico e as iniciativas previstas para a solução dos apontamentos, a serem implementadas este ano. Também abordou sobre a produtividade de cada área finalística do Estado, manutenções prediais, procedimentos operacionais e planos de ações a serem implementados.
No encerramento da reunião, o diretor-geral da Politec, Rubens Sadao Okada, destacou a relevância do evento para a integração entre os gestores. Ele orientou os participantes a socializarem as informações e conhecimentos adquiridos com os servidores que compõem a cada equipe.
“Nós tratamos de pautas importantes e bem compartimentadas, e que precisar ter continuidade. Foi falado do planejamento estratégico que foi construído juntos, e precisamos continuar as ações. Analisando atentamente a todas as palestras, posso dizer que estamos em um grau de maturidade muito bom. Nós somos servidores públicos, e a nossa missão é gerir para que a gente entregue o melhor serviço para a sociedade”, recomendou.
Para o gerente regional da Politec de Juína (distante 745 quilômetros da capital), Weliton Rocha dos Santos, a participação no evento foi uma experiência gratificante e enriquecedora.
“Para nós, gestores que estamos lá na ponta, no interior do Estado, esta troca de experiências de gestão abre horizontes, e nós conseguimos fazer as correlações entre as outras gerências. As informações são socializadas com os gestores para que possamos buscar estratégias para estar resolvendo estes pontos negativos e fortalecer os pontos positivos também”, considerou Weliton.
A gerente regional da Politec de Água Boa, em substituição legal, Laila Lorena Xavier, viajou 640 quilômetros para participar da reunião.
“Estamos recebendo novos aprendizados na área de gestão, conversando com os colegas para saber está cada gerência. É uma forma totalmente diferente, então só tem a acrescentar e vir a somar para nós funcionários”, afirmou.
A gerente de Identificação Civil da capital, em substituição Legal, Marytza Soranso, avaliou que esses dois contribuíram para a expansão da sua visão gerencial, onde pode entender outras diretorias e gerências em suas peculiaridades.
“Em suas singularidades, cada setor tem suas demandas e dificuldades, porém com uma equipe integrada e articulada percebo que podemos romper no quesito organizacional. Esse encontro nos proporcionou uma proximidade com os demais gestores, que por vezes, só contatamos por telefones ou e-mails, e alí, podemos nos conhecer como um todo, trocar experiências e conselhos”, concluiu a gestora.
O evento foi realizado no auditório do Detran e teve a participação de cerca de 100 servidores representantes de todas as unidades da capital e de 17 unidades do interior.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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