Mato Grosso
Cine Teatro Cuiabá recebeu mais de 57 mil pessoas e 45 atrações nacionais em 2024

O Cine Teatro Cuiabá, um dos equipamentos culturais da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), recebeu mais de 57 mil pessoas em 2024. Ao todo foram 390 atrações, que ocorreram entre os dias 1º de janeiro até 11 de dezembro de 2024, sendo que 45 foram nacionais.
“O Cine Teatro oferece a oportunidade para a população de ter acesso de forma facilitada a produções culturais brasileiras daqui e de outros estados. É um espaço em que os artistas de Mato Grosso podem potencializar suas produções com valores diferenciados”, enfatiza o secretário adjunto de Cultura, Jan Moura.
O ator e professor Marcio Borges de Campos, de 53 anos, frequenta o espaço desde 1979, quando, após assistir uma sessão de Superman – o Filme, ficou encantado pelo lugar.
“O prédio é antigo, mas abriga uma modernidade tanto na programação atual, quanto no que foi preservado. Me sinto como se estivesse no passado olhando através de um túnel para o futuro”, explica.
Para Marcio, o local é considerado um dos espaços culturais mais importantes da região, onde os trabalhos artísticos do Estado podem ser mostrados com qualidade. “É fundamental a existência de um local que respira e transmite cultura para a nossa cidade, um elo entre muitas formas de artes”, afirma.
Para ele, são inúmeras as peças que lhe marcaram desde que começou a frequentar o espaço, entre elas o Prego na Testa, do ator Hugo Pozzolo, e Os Fuzis da Senhora Carrar, com Osmar Prado.
“A diversidade de espetáculos é de encher os olhos. E, sinceramente, não consigo imaginar Cuiabá sem esse espaço, tão bem administrado e que tem tanto a oferecer”, finaliza.
Em relação ao ano de 2025, a diretora administrativa do Cine Teatro Cuiabá, Flávia Taques, afirma que o público pode esperar muitas coisas boas. “Temos grandes expectativas com espetáculos de dança, de música, de teatro, sempre com muito acolhimento, pois a equipe que trabalha no Cine Teatro adora recepcionar o público visitante e faz tudo isso com muito amor”, ressalta.
Além de exibir diversas peças, no espaço ainda ocorre a MT Escola de Teatro. Por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer, o Cine Teatro Cuiabá, Associação Cultural Cena Onze e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), é oferecido curso superior de Tecnologia em Teatro gratuitamente para os alunos.
Cine Teatro
O Cine Teatro Cuiabá foi inaugurado em 23 de maio de 1942. Atualmente está sob a gestão da Associação Cultural Cena Onze, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), em razão do Termo de Colaboração firmado com a Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso em maio de 2016. O espaço está localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, 247, no Centro.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
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