Mato Grosso
Representatividade feminina cresce e se consolida em cargos de liderança no Governo de Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) tem realizado durante este mês, uma programação dedicada às mulheres. Entre as atividades, foi promovido, na terça-feira (11.3), o encontro “Mulheres Líderes: produtividade que transforma e representatividade que inspira”.
O evento reuniu aproximadamente 250 servidoras públicas para discutir o protagonismo das mulheres no Poder Executivo Estadual de Mato Grosso, no auditório Cloves Vettorato, em Cuiabá. .
Um levantamento institucional, que considerou o mês de fevereiro como base para consulta de dados, apontou que servidoras são a maioria em quantidade e assumem o maior número de cargos de chefias. O levantamento contabilizou 70.100 vínculos na administração pública estadual e, de acordo com o secretário da Seplag, Basílio Bezerra, cerca de 40 mil desse total são de mulheres, representando pouco mais de 56% dos servidores do Poder Executivo Estadual.
Ele explica que dessas 40 mil servidoras, cerca de 3.600 estão em chefias, totalizando aproximadamente 60% dos cargos em lideranças do Governo de Mato Grosso. “A Seplag é um exemplo da força da liderança feminina, dos sete cargos de secretarias adjuntas, cinco deles estão ocupados por mulheres. Isso significa que pouco mais de 71% desses postos são liderados por elas”, destaca o secretário.
A adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag, Lidiane Leite, informa que, nos últimos anos, o setor público tem avançado significativamente em relação à atuação profissional das mulheres, reconhecendo a importância da igualdade de gênero e da representatividade nas esferas de decisão.
“Isso inclui a participação feminina em cargos de liderança e em áreas tradicionalmente dominadas por homens. O aumento da presença feminina em cargos de liderança dentro do setor público é um dos principais avanços”, afirma. Segundo ela, mulheres têm sido nomeadas para posições estratégicas, contribuindo para decisões mais inclusivas e representativas.
Posições de Poder
Estiveram presentes as secretárias de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Graziele Bugalho, de Agricultura Familiar (Seaf), Andrea Fujioka, e de Comunicação (Secom), Laice Souza. Além delas, participaram as adjuntas de Gestão de Pessoas da Seduc, Flávia Soares, e de Administração Sistêmica da Seplag, Eliane Albuquerque.
A secretária da Setasc apresentou um panorama das principais políticas públicas estaduais voltadas para as mulheres, principalmente as que estão em situação de maior vulnerabilidade. Graziele Bugalho reconheceu os esforços empreendidos pela primeira-dama, Virginia Mendes, no combate à violência e para a garantia dos direitos das mulheres.
Outra palestrante foi Sirlei Theis, que abordou a tríade visão, intenção e atitude, como ferramentas para uma comunicação de impacto. Já a atividade de encerramento foi um painel intitulado “Produtividade que transforma e representatividade que inspira”, no qual as servidoras públicas, secretárias e adjuntas, compartilharam experiências profissionais.
A secretária da Seaf encorajou outras mulheres a não terem medo de assumir cargos importantes e não se deixarem desestimular. “Você já nasceu pronta, é competente, é resiliente, tem capacidade de adaptação e se você quer, assuma um cargo de poder e faça o seu melhor, que eu tenho certeza que vai ser muito bom, vai dar muito certo”, finaliza Andrea Fujioka, enfatizando a importância de mulheres apoiarem outras mulheres.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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