Mato Grosso
Com investimentos em infraestrutura e tecnologia, educação de MT passa a ser a 8ª melhor do país

O ensino na Rede Estadual de Mato Grosso deu um salto histórico ao longo dos últimos seis anos, passando da 22ª posição para a 8ª melhor do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O resultado é fruto de uma série de melhorias nas políticas educacionais, que visam oferecer uma educação de qualidade na rede pública, investindo em infraestrutura, tecnologia de ponta, materiais didáticos e valorização dos profissionais.
“Temos trabalhado incansavelmente para transformar a educação pública de Mato Grosso em um verdadeiro instrumento de mudança social, e, graças ao empenho conjunto de gestores, professores, estudantes e famílias, já colhemos resultados positivos, demonstrando que estamos no caminho certo para uma educação pública de qualidade, que transforma vidas, impulsiona o desenvolvimento regional e prepara nossas crianças e jovens para os desafios do futuro”, afirmou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Nos últimos seis anos, o Governo de Mato Grosso investiu para melhorar as condições das escolas, entregando prédios modernos, com salas de aula climatizadas e equipadas com smart tvs e chromebooks, gerando uma transformação tecnológica na Rede Estadual.
Até o momento, foram distribuídos mais de 142,7 mil chromebooks e 8,5 mil smart tvs, além de 27,2 mil notebooks para auxiliar os professores no planejamento e execução das aulas.
A transformação tecnológica também envolve as aulas de robótica educacional, que foram inseridas no currículo de mais de 100 escolas estaduais a partir de 2023, dentre elas escolas do campo. O objetivo é fortalecer as habilidades organizacionais, sociais, comportamentais, cognitivas e de comunicação dos estudantes, além de tornar a escola mais interessante e conectada com a realidade do mundo atual.
Esse investimento tem rendido resultados positivos para a educação de Mato Grosso. No mês de abril, 10 estudantes das Escolas Estaduais Tiradentes e José Aparecido Ribeiro, ambas em Nova Mutum, participaram de um campeonato mundial de robótica nos Estados Unidos. O grupo passou por competições estaduais, regionais e nacionais, até ser selecionado para representar o Brasil. Nos EUA, os alunos disputaram 10 partidas classificatórias, vencendo 4 delas, e terminaram em 54º lugar, entre 75 equipes.
Infraestrutura escolar
Ao longo dos últimos seis anos, o Governo de Mato Grosso entregou 33 novas escolas para atender a comunidade escolar e ainda constrói outras 49. Também estão em construção 30 Colégios Estaduais Integrados, que serão um novo modelo de escola pública, com laboratórios, bibliotecas, salas amplas, climatizadas e equipadas com chromebooks e smart tvs.
Cinco dessas unidades-modelo já foram entregues, como as duas do Complexo Educacional do bairro Pedra 90, em Cuiabá, que abriga as Escolas Estaduais Malik Didier e Mário de Castro, inauguradas pelo governador Mauro Mendes neste mês de maio. Juntas, as unidades atendem 3,3 mil alunos da região.
Outras escolas também passaram por melhorias, sendo que 70 já foram reformadas, como a Escola Estadual Ledy Anita Brescancin, em Campo Verde, e 98 ainda estão em obras, como a Escola Estadual Raimundo Pinheiro, em Cuiabá.
Muito além de nova pintura, as reformas envolvem a modernização das unidades, readequando as instalações para oferecer espaços dignos e de qualidade para os estudantes.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também está implantando novas quadras poliesportivas para a prática de aulas de educação física e projetos sociais. Até o momento já foram 36 novas quadras entregues e outras 19 foram reformadas. Ainda, 70 unidades estão passando por obras.
Ensino militar
O Programa Estadual de Escolas Cívico-Militares, instituído pelo Governo do Estado em 2024, visa melhorar a qualidade da educação por meio de um modelo de gestão que integra a educação cívico-militar aos aspectos pedagógicos. No ano passado, o Estado contava com 31 escolas cívico-militares. Já para 2025, a previsão é de que 100 unidades estejam em funcionamento.
O Governo também ampliou de 8 para 29 o número de escolas militares, e o bom desempenho dos estudantes dessas unidades em avaliações como o Ideb tem demonstrado que o modelo contribui para a entrega de uma educação de qualidade.
Valorização
Outro marco na educação nos últimos seis anos foram as políticas de valorização dos estudantes e professores. Como forma de incentivo aos estudos, o Governo de Mato Grosso lançou o programa MT no Mundo, que leva os 100 melhores alunos e 15 professores para um intercâmbio cultural na Inglaterra, com todas as despesas pagas pelo Estado. Atualmente, o programa está na terceira edição.
Já os professores passaram a contar com 14º e 15º salários, desde 2023, como forma de incentivo para que os profissionais tenham a capacitação continuada e melhorem o desempenho nas atividades educacionais.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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