Mato Grosso
Escola Estadual conquista 64 medalhas na Olimpíadas Mandacaru de Matemática

A Escola Estadual José de Mesquita, de Cuiabá, foi destaque na Olimpíada Mandacaru de Matemática 2025 e conquistou 64 medalhas, sendo seis ouros, 28 pratas e 30 bronzes, além de 12 menções honrosas. Realizada em formato online pelo Instituto Mandacaru, no Piauí, o evento abrange estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio das escolas públicas e privadas de todo Brasil.
Objetivo é valorizar o raciocínio lógico, o pensamento criativo e o gosto por resolver problemas. A prova deste ano foi realizada em fase única, há uma semana, com questões de múltipla escolha, garantindo acesso a todos os alunos do país.
Os estudantes que representaram Cuiabá conquistaram medalhas de ouro em todos os níveis da competição, que são nível Cajuína (alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I); nível Luiz Gonzaga (alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II); nível Zumbi dos Palmares (alunos do 8º e 9º do Ensino Fundamental II) e nível Lampião (alunos do Ensino Médio).
Ao todo, foram 301 mil inscritos em todo Brasil, sendo 412 estudantes participantes da Escola José de Mesquita. A unidade também conquistou o troféu Escola Arretada de Mandacaru e o professor representante, Mailson Mady, foi reconhecido com o troféu Professor Arretado de Mandacaru.
“Ser reconhecido como Professor Arretado Mandacaru foi um momento de muita emoção. Mas esse prêmio, assim como o título de Escola Arretada Mandacaru, pertence a todos: alunos, professores, gestores e pais. Foi um trabalho em equipe, uma corrente do bem que mostrou que quando a escola e a comunidade se unem, resultados incríveis acontecem”, disse Mailson.
Para o diretor da unidade, Cesar Alves, participar da Olimpíada Mandacaru foi uma jornada emocionante e desafiadora. Segundo ele, cada medalha conquistada é reflexo de noites de estudos, de dúvidas compartilhadas, de aulas intensas e de um esforço conjunto entre alunos, professores e a gestão escolar, que não mediram esforços para apoiar essa jornada.
“Desde o início das inscrições, mobilizamos um verdadeiro mutirão do conhecimento aqui na José de Mesquita. Recebemos todo o apoio da gestão escolar, que acreditou no projeto e nos deu as condições necessárias para preparar nossos estudantes”, acrescentou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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