Mato Grosso
Denúncia anônima feita à Ouvidoria leva TCE a suspender licitação em Alto Garças
Uma denúncia anônima feita à Ouvidoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso resultou na suspensão de uma licitação realizada pela Prefeitura de Alto Garças. Após análise da equipe técnica, a denúncia se transformou em Representação Interna com pedido de medida cautelar, que foi concedida pelo conselheiro interino Moises Maciel. Os auditores verificaram a existência de diversas irregularidades noPregão Presencial nº 65/2018, que tinha como objeto a contratação de empresa de execução de limpeza urbana municipal. Entre elas, contratação de pessoal por tempo determinado, burlando a exigência de concurso público; e direcionamento e restrição do caráter competitivo do certame.
A determinação de suspensão imediata do procedimento licitatório foi feita ao diretor do Departamento de Água e Esgoto de Alto Garças, Luiz Prante Zanon, e à presidente da Comissão de Licitação, Nájela Dayane Viana da Silva Barros. Além do pregão, eles devem suspender também todos e quaisquer atos decorrentes do certame, tais como a assinatura de contrato com a empresa licitante vencedora. O Pregão Presencial nº 65/2018 foi realizado em 27/11/2018, com resultado publicado em 11/12/2018, para vigorar a partir de 27/12/2018.
Segundo a equipe técnica do TCE-MT, o edital do pregão tem vícios que prejudicam a sua realização, como ausência de orçamento básico detalhado em planilhas de cada um dos serviços a serem executados (como varrição manual, capina manual, poda de grama e roçada mecanizada, retirada de ervas daninhas etc); restrição ao caráter competitivo, já que a empresa vencedora do certame é a mesma que já realiza o serviço no município; e possibilidade de lesão ao erário, se o procedimento licitatório não for suspenso até que sejam ouvidas as partes.
Chamou a atenção dos auditores o custo estimado do Pregão Presencial nº 65/2018, de R$ 1.480.111,92, apesar de o objeto deste pregão ser o mesmo do Pregão nº 05/2018, realizado pela Prefeitura de Alto Garças em fevereiro do ano passado para o mesmo serviço, que teve como valor estimado R$ 1.300.765,32. Apenas foram alteradas datas, valores, e empresas participantes. E apesar da estimativa, o valor contratado em fevereiro passado foi de R$ 755.900,00, tendo sido pagos até 12/12/2018, 14 dias antes do encerramento do contrato, apenas R$ 581.858,97.
Também foi observado que nenhuma outra empresa participante apresentou a composição dos custos unitários e o detalhamento de encargos sociais e do BDI, que deveriam integrar o orçamento que deve compor um projeto básico da obra ou serviço de engenharia. Apenas a empresa DRW Construções e Tecnologia Ambiental Eirelli – ME, que já atua na prestação desse serviço naquela Prefeitura e foi a vencedora do certame.
A decisão 089/MM/2019 foi publicada na edição nº 1544 do Diário Oficial de Contas disponibilizado na quarta-feira (06/02). O conselheiro interino Moises Maciel advertiu os responsáveis que, no caso de desobediência, estarão sujeitos à multa diária no montante de 10 UPFs.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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