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Mato Grosso

Governo de MT homenageia pela primeira vez empregados públicos que completaram 25 anos de carreira

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), realizou, nesta quarta-feira (5.11), uma solenidade para condecorar empregados públicos com 25 anos de serviço. O evento é realizado em razão do Dia do Servidor Público, sendo que esta é a primeira vez que empregados públicos são homenageados. Dos 270 condecorados de entidades do Poder Executivo, cerca de 200 participaram da cerimônia que também contou com a presença de autoridades.

Os homenageados receberam um bóton com o brasão do Estado e a legenda “servidor público 25 anos”, bem como um certificado.

Para o secretário da Seplag, Basílio Bezerra, celebrar 25 anos de atuação dos empregados públicos é um gesto de reconhecimento a quem ajudou a construir a trajetória do Estado com dedicação e profissionalismo. Segundo ele, cada homenageado simboliza o compromisso com o cidadão mato-grossense e o esforço coletivo para fortalecer a administração pública. “Mais do que uma homenagem, esse momento é uma demonstração de gratidão e respeito por todos que contribuíram, ao longo dos anos, para que o serviço público funcione com eficiência e humanidade. Valorizar o empregado público é valorizar o próprio Estado, pois é através do trabalho diário de cada um que as políticas se tornam realidade e chegam à população com qualidade”, afirmou o secretário.


Secretário da Seplag-MT, Basílio Bezerra.

Segundo o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Evangelista Fernandes, essa homenagem é profundamente significativa. “Mais do que uma cerimônia, é o reconhecimento de histórias de vida e dedicação ao serviço público. Ver tantos empregados públicos emocionados mostra o quanto essa valorização é importante. O Estado só existe e se fortalece pelo trabalho dessas pessoas que, com empenho e compromisso, transformam políticas em resultados. Trazer esses profissionais ao Palácio do Governo é um gesto de grandeza e respeito, que reafirma o compromisso do Estado com quem o faz acontecer todos os dias. É um momento de gratidão, emoção e valorização ao empregado público”, comentou o presidente da Empaer.

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O liquidante da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Rodrigo Verão, disse que mesmo em meio ao processo de liquidação da Metamat, este é um momento de reconhecimento e gratidão. “Os servidores são o maior patrimônio da empresa, pois foram eles que construíram sua história e contribuíram para o seu crescimento ao longo dos anos. Valorizar quem dedicou mais de 25 anos ao serviço público é reconhecer o compromisso, a entrega e o papel fundamental de cada um na trajetória da Metamat e no serviço prestado à sociedade”, disse Rodrigo Verão.

Já o presidente da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Cleberson Gomes, essa empresa tem um papel fundamental na transformação digital do Estado, e tudo isso só é possível graças às pessoas. “É com grande satisfação e um profundo sentimento de gratidão e orgulho que celebramos os 25 anos ou mais de dedicação e excelência de nossos empregados públicos. Ter a oportunidade de liderar a MTI hoje, empresa da qual faço parte desde 1998, proporciona-me a plena dimensão do valor e do comprometimento de cada servidor. Este momento de fortalecimento só foi possível graças à visão e ao apoio do Governador Mauro Mendes, que reconhece o papel estratégico da MTI na modernização do Estado e na construção de uma gestão pública mais eficiente. Agradeço a todos os colaboradores da MTI. O profissionalismo de cada um é o alicerce da nossa credibilidade e o motor do nosso sucesso. Que sigamos firmes, inovando e entregando o melhor para a sociedade”, elogiou o presidente da MTI.

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Segundo a secretária adjunta de Gestão de Pessoas da Seplag, Lidiane Leite, “celebrar 25 anos de dedicação ao serviço público é reconhecer uma trajetória marcada por compromisso, ética e entrega. São anos de trabalho que se traduzem em conquistas coletivas e no fortalecimento das instituições que servem ao povo mato-grossense.”

Para a servidora da Empaer, Maria Cleonice dos Santos, o momento representa a soma de tudo o que viveu e construiu ao longo da sua trajetória no serviço público. “É uma mistura de gratificação e, principalmente, de gratidão por todos os anos dedicados ao Governo do Estado e à agricultura familiar. Como engenheira agrônoma, sempre encontrei no campo a minha realização, trabalhando lado a lado com o produtor rural. Receber esta homenagem é ver reconhecido todo o esforço, cada projeto e cada contribuição que ajudaram a fortalecer o agricultor e a valorizar o trabalho no campo. Estou profundamente feliz e honrada por fazer parte dessa história e por ter contribuído, com o meu trabalho, para o desenvolvimento da agricultura familiar em Mato Grosso”, opina Maria Cleonice.


Maria Cleonice dos Santos, da Empaer.

Já Zenilda Rodrigues da Cruz, também da Empaer, comenta que essa homenagem representa toda uma trajetória de dedicação e superação. “Desde que entrei na empresa, em 1985, vivi cada etapa desse crescimento; dos tempos em que não havia estrutura nem tecnologia até o desenvolvimento de uma instituição moderna e próspera. Tenho muito orgulho de ter acompanhado essa evolução desde os primeiros projetos e produtores atendidos, vendo o quanto avançamos juntos. Sinto uma gratidão imensa por fazer parte dessa história, por ter contribuído com meu trabalho e por ver o quanto todos nós crescemos ao longo dessa caminhada”, acrescenta Zenilda.

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Zenilda Rodrigues da Cruz, da Empaer.

Marcos Daniel Martins Souza, da MTI, considera uma honra receber a homenagem. “Esse reconhecimento do Governo demonstra o valor que se dá a todos nós, tanto aos que estão chegando quanto aos que já contribuíram por tantos anos. Recebo essa homenagem com alegria e gratidão, em nome da MTI, e agradeço ao secretário Basílio Bezerra e ao governador pelo olhar atento e pelo reconhecimento ao trabalho dos servidores”, disse Marcos Daniel.


Marcos Daniel Souza, da MTI. Crédito: Matheus Velozo | Seplag-MT

Outra empregada pública que se diz honrada e grata pela condecoração é Maria Divina Rosa Matos, da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat). “Eu só tenho a agradecer a Deus, por me permitir chegar até aqui, e a todos os governantes com quem caminhei ao longo desses 40 anos de serviço público. Entrei jovem na administração, cresci, criei meus filhos e dediquei minha vida ao trabalho nesta mesma unidade. Sinto-me profundamente grata por essa trajetória e por ter contribuído com amor e compromisso ao longo de todos esses anos”, comenta Maria Divina.


A empregada pública da Metamat Maria Divina Rosa Matos. Crédito: Matheus Velozo |Seplag-MT

Os 270 servidores homenageados são de três entidades públicas, sendo elas: Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI); Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat); e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).


Crédito: Tonico Pinheiro | Secom-MT


Crédito: Tonico Pinheiro | Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

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Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

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Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

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Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

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A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

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Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

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As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

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